6 de maio de 2006

Polo Norte Magnético


Namastê

Calor de 42 graus... eu sem coragem pra sair de casa... escrevo e leio.

Semana passada li um livro magrinho (fino) com somente 56 página entitulado MY JOURNEY TO THE MAGNETIC NORTH POLE (minha jornada ao polo norte magnético).

O que me fez comprar este livro foi o fato dele ter sido escrito por uma mulher indiana, Preety Sengupta.

O livro é de 1996 e nele Preety Sengupta narra sua viagem ao polo norte magnético como o próprio nome do livro deixa claro.

Ela começa contando rapidamente sobre sua família e sobre sua vida e interesses. Como milhares de indianos fazem todos os anos, ela também saiu da Índia e foi morar nos Estados Unidos.

Com certeza ela diferentemente da esmagadora maioria das mulheres indianas, teve coragem (e dinheiro) de viajar sozinha e conhecer o mundo literalmente de norte a sul e de leste a oeste. Ela visitou mais de 70 países e nem Antártica escapou de sua sede de viagem. Faltando conhecer somente o polo norte, em 1992 lá foi ela...

Consigo na viagem ela levou uma pequenina estátua do deus hindu Ganesh para dar sorte. Ela foi por excursão e sendo a única vegetariana, contrastou dos demais e dos Inuits (povo local) que possuem uma rica alimentação carnívora.

Ela viu a difícil construção de um iglu, passeou de trenó puxado por cães e andou muito de snow-mobile.

Sem dúvida é muito bom ver uma mulher indiana alcançando um objetivo e realizando um sonho.

Você pode estar achando que se ela morasse na Índia e não na América ela com certeza não teria tanta liberdade para viajar sozinha, e provavelmente você está certa, mas isso não importa e não deixa de ser um feito digno de ser registrado em um livro, até porque eu tenho quase certeza de que ela deve ter sido a única mulher indiana a ter ido até hoje ao polo norte magnético.

É muito legal ver a foto dela sentada no gelo segurando a bandeira da Índia. Por isso mesmo vale a pena sair da Índia, principalmente para as mulheres, pois assim elas podem muito mais facilmente realizar seus sonhos e ter mais liberdade.

A única coisa chata do livro é que ela reclama o tempo todo das grossas vestimentas que tem que usar, e de ser a única vegetariana no polo norte; e se esmera em explicar que no snow-mobile sentou-se atrás do colega e não na frente deste, ou seja, não foi encoxada por ele (coisas da moral indiana).

É bom ver a mulher indiana tendo progressos mesmo que lentamente e mesmo que morando fora da Índia.

Om Shanti