18 de julho de 2006

Dehradun


Oba, voltei!

Sã, salva e feliz :)

Passei 2 dias em Dehradun, capital do estado de Uttaranchal e 2 dias na cidade turística de Mussoorie, na cadeia de montanha pré-Himalaica. Infelizmente o tempo estava encoberto e não pude ver os picos nevados do meu querido Himalaia, mas me diverti do mesmo jeito :-)

Na Incredible India estou sempre aprendendo algo novo e nesta viagem não foi diferente.

Dehradun (é escrito de diversos modos, não há consenso), é uma cidade de porte médio, só 600 mil habitantes, portanto um pouco mais limpa que Delhi.

Chegamos a Dehradun no dia 13 pela manhã e fomos surpreendidos por uma manifestação política. Dois dias antes, no dia 11, Mumbai havia sido atacada por terroristas que jogaram 6 bombas matando 200 pessoas e ferindo muitas outras. E no mesmo dia 11 Srinagar também sofreu 5 atentados a bomba e granada, onde turistas morreram e saíram feridos. Portanto, no dia 13, houve uma grande manifestação política em todas as capitais dos estados. As lojas, restaurantes etc. estavam TODOS fechados e as pessoas fizeram passeata pelo centro da cidade gritando slogans em hindi. Sendo assim, resolvemos ir conhecer primeiro SAHASTRADHARA que fica a 15 km de Dehradun.

SAHASTRADHARA é uma fonte de água mineral fria sulfurosa que pinga das cavernas e escorre para o pequeno rio Baldi. Muitas pessoas vão para este local para banharem-se na água sulfurosa pois acreditam que cura poliomielite e doenças de pele.
Se você quiser entrar na água basta alugar um calção ou bermuda embora os rapazes no geral entram mesmo só de cueca ;-)
As mulheres no geral não entram na água, mas se quiserem há bermudas e camiseta regata para alugar também. Maiô nem pensar! Isto aqui é Índia não é Brasil não!

Para irmos ao FOREST RESEARCH INSTITUTE, o maior instituto botânico da Índia construído em 1906 pelos britânicos, tivemos que pegar um VIKRAM.

O nome VIKRAM é algo novo para mim. Eu não sabia que os autoriquixás coletivos tinham este nome em Dehradun. Na verdade eles são veículos com apenas 3 rodas (1 na frente e 2 atrás) movidos a motor de lambreta. Os Vikrams são maiores que os autoriquixás comuns onde cabem até 10 passageiros e mais o motorista. Na verdade é uma espécie de “lotação” a la indiana.

Dentro do FOREST RESEARCH INSTITUTE há 6 pequenos museus todos relacionados a flora indiana. O prédio de tijolos expostos bem ao estilo inglês é grande, bonito e imponente.
O que mais me chamou a atenção foi uma fatia do tronco de uma árvore com 704 anos de idade!!! (Pena não poder tirar foto); o sino vermelho que serve de alarme contra incêndio e extintor de incêndio em formato cônico.

O SHAKYA CENTER é um grande complexo tibetano com um grande Buda dourado, um lindo templo budista todo decorado por dentro com afrescos, as tradicionais rodas de oração, lanchonete, restaurante e lojas de souveniers. O interessante aqui foi ver uma estátua da deusa indiana Saraswati no jardim em frente a gompa (templo). Ao redor do SHAKYA CENTER há um assentamento de imigrantes tibetanos, e foi num pequenino restaurante familiar que comi pela primeira vez momo de carne bovina!!!

A caminho da ROBBERS CAVE passamos em frente ao Central Braille Press ou Rashtriya Drishtibaditarth Sansthan Bharat, o maio produtor de livros em Braille da Índia. E como é realmente grande o complexo desta editora Braille!

O meu lugar favorito em Dehradun sem dúvida alguma é a ROBBERS CAVE.
Uma caverna aberta com uma linda formação geológica por onde escorre uma água cristalina. Para entrar na caverna há que se por o pé na água. O lugar é calmo e tranqüilo em meio a morros cobertos por uma mata tropical densa.

Gostei de ver o número imenso de moças e mulheres dirigindo lambretas em Dehradun, e todas de capacete, agora os homens...

Amanhã te conto sobre Mussoorie.

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Incredible India!

OM Shanti