2 de maio de 2007

Buda Purnima


Namastê

Hoje é noite de Lua Cheia e celebramos aqui BUDA PURNIMA. Assim sendo, repasso a vocês este texto que recebi do Denil.

O Budismo surgiu no
norte da Índia por
volta de 500 Antes
de Cristo,
onde hoje em dia
fica o Nepal.
O Sidarta Gautama era
uma príncipe
indiano hindu que
saiu do seu reinado,
renunciou a tudo, ficou
durante anos recluso
numa floresta até
que um dia na mais
profunda meditação,
embaixo da árvore Bo
ele alcançou um
estado de auto-iluminação.
 
"Iluminação" em sânscrito é chamado
"Budhi", então aquele estado
de elevação, de consciência cósmica,
de alguém que alcançou a Luz,
esse estado é Budhi. E quem alcança
este estado de Budhi é chamado
de "Buda". Ou seja, Buda vem da palavra
Budhi, alguém em estado de
Iluminação Pura, alguém no estado

de elevação da inteligência pura,
quem alcança Budhi torna-se um Buda.
 
Historicamente falando, Sidarta Gautama,
que se transformou no Buda
ao se iluminar, foi o primeiro a ficar
famoso historicamente, porque
a partir daí ele foi nas cidades passar
um pouco do conhecimento que
ele adquiriu com a sua Iluminação.
Então ele ficou conhecido como o
Buda. Entretanto, ele é o 25º Buda
de toda uma tradição secreta de
24 Budas anteriores que chegaram
à mesma condição que ele só que não
vieram a público por isso não ficaram
conhecidos (homens e mulheres
maravilhosas que se iluminaram).
 
E a partir do Buda, depois que ele
faleceu aos 80 anos, os discípulos
foram formatando o Budismo que se
ramificou em várias correntes
diferentes. O Budismo se propagou
inicialmente pela Índia, país
de origem. Posteriormente, pelo
século 9 depois de Cristo surgiu
um iogue chamado Shankara que reavivou
o Hinduísmo e o Budismo
começou a declinar na Índia. Por
essa altura os monges começaram
a sair da Índia e imigraram para
o Tibete, Japão, China, Coréia,
Laos, Vietnã. Resultado: hoje,
na Ásia o país que tem menos
budista é a Índia, justamente
onde Buda nasceu e se iluminou!!
 
Quando os monges budistas subiram os
Himalaia a partir da Índia
para chegar no Tibete, começaram a
pregar o budismo entre o povo
tibetano, mas eles já tinham as
suas crenças animistas, seus mantras,
sua cosmogonia e seus deuses. Quando
o budismo chegou ao Tibete,
o povo tibetano abraçou o budismo
mas não deixou de lado as suas
crenças anteriores. Então surgiu
no Tibete um budismo um pouco
diferente do budismo indiano que
migrou para outros países.
 
O Budismo chinês é de um jeito, o japonês
de outro, tailandês,
coreano etc. são diferentes embora sigam
a tradição do Buda Sidarta
Gautama
. O budismo tibetano talvez seja
o mais florido porque
permaneceu muito da cultura original
que se misturou com preceitos
budistas posteriormente.
 
Dentro da Cosmogonia budista do Tibete,
especificamente, além
dos Budas fala-se nos Bodhisattvas, e
essa palavra significa
alguém que está nas últimas encarnações
e que é um pré-Buda,
alguém que se recusa a entrar na
Consciência Cósmica e
permanece perto dos humanos ajudando
como um grande Ser. Ou seja,
o Bodhisattva é aquele que vai desencarnar
e vai se tornar um Buda,
e ele está na última ou nas últimas
existências, é um pré-Buda,
está quase lá.
 
Uma correlação com o Cristianismo,
especificamente o Catolicismo,
São Joaquim, Santo Antônio de Pádua,
São Francisco, são maravilhosos
mas não se comparam a Jesus. Bodhisattvas
são os Santos do Budismo.
São maravilhosos mas não se comparam
ao Buda. Bodhisattvas são
representantes e emissários dos Budas.
O Dalai Lama é o atual
Bodhisattva da compaixão.
 
No Tibete se divide os Bodhisattvas em
vários grupos, mas tem
três principais: Manjuchiri, do
Conhecimento. Avalokiteshvara,
da compaixão. Tara, da cura,
alegria e energia.
 
Desses três, o Bodhisattva da Compaixão,
o puro amor na Terra,
existe uma história sobre ele que é a
seguinte; ele prometeu ao
Buda Amitabh o seguinte: Enquanto eu
não levar todos os seres à
Iluminação eu juro que não saio aqui
da Terra. E se eu quebrar a
promessa que o meu cérebro exploda
em mil pedaços. Aí ele começou
a levar as pessoas além da vida, mas
chegou à conclusão que o
trabalho dele era infindável. Quanto
mais gente partia mais chegava
pela Roda do Renascimento, o Sansara.
Então ele desistiu, o cérebro
dele partiu em mil pedaços. Esta
estória é uma das metáforas sobre
o chackra coronário (da cabeça),
o Lótus de Mil Pétalas.
 
Depois apareceu o Buda Amitabh, um dos
24 Budas anteriores, e disse:
seu trabalho está ótimo, mas já é
hora de você voltar ao Paraíso, e
ao invés de você ficar passando as
pessoas para o Nirvana, eu vou te
ensinar um mantra. Ensine este Mantra
as pessoas e deixe ele fazer
o resto (serviço).
O mantra que o Buda Amitabh ensinou é o
famoso OM MANI PADME HUM.
 
OM = vibração total do universo (Criação). 
MANI = Jóia, espírito do coração
(Preciosidade de sentimentos).
PADME = Lótus.
HUM = vibração.
 
“Jóia no coração do lótus” é a transliteração
mais comum, embora existam outras.
 
Veja o que significa cada uma das 6 sílabas
segundo o budismo tibetano.
OM = Meditação / bem aventurança 
MA = Paciência
NI = Disciplina
PA = Sabedoria
ME = Generosidade
HUM =  Diligência

Colaborou: Denil Souza

Ouça o mantra Om mani padme hum

http://youtube.com/watch?v=DYR9RGMblCQ

http://youtube.com/watch?v=Jx7-WFA43pY

http://youtube.com/watch?v=633eH4yajHE

http://youtube.com/watch?v=tXbLGWxsq2g

http://youtube.com/watch?v=uwO8DAf3hs0

http://youtube.com/watch?v=ScOqp4CPUqc

http://youtube.com/watch?v=ZCjjQqQDjwE

Incredible India! (slogan oficial do governo indiano)

Om Shanti