28 de janeiro de 2008

Autobiografia de Benazir Bhutto - Parte 11


Namaskar

Continuando com a autobiografia de Benazir Bhutto, Daughter of the East, An Autobiography.

Benazir selecionou diversas mulheres para formar seu gabinete e criou o Ministério do Desenvolvimento da Mulher. Também criou programas de estudos em universidades para as mulheres.

Ela criou o Banco de Desenvolvimento da Mulher para dar credito somente as mulheres. Institutos foram criados para ajudar as mulheres no planejamento familiar, instruções nutricionais, controle de natalidade e cuidados com as crianças.

Benazir legalizou e incentivou a participação das mulheres em eventos de esportes nacionais e internacionais, e fez muitas outras coisas.

As mulheres estavam feliz com as novas mudanças, mas os homens islâmicos fundamentalistas não gostaram nem um pouco dessas mudanças.

Criar um banco para dar credito para as mulheres significava que elas poderiam abrir seu próprio negocio e ficar independente financeiramente, já pensou o que eh isso para um homem islâmico acostumado a ter a mulher como capacho?????? Eu sabia e já ate havia escrito neste blog que ela seria assassinada, Benazir colocou muito o dedo na ferida.

Na primeira semana de governo, quando Benazir foi para a cidade de Lahore, foi descoberta uma bomba que havia sido colocada num vaso de planta e que deveria explodir quando ela estivesse passando.

A Organização dos Países Islâmicos (Organization of Islamic Countries) recomendou a suspensão do Paquistão como membro por ter eleito uma mulher como primeiro-ministro.

O serviço de inteligência paquistanês pediu a Bin Laden para acabar com o governo democrático de Benazir Bhutto e instalar a teocracia fundamentalista no Paquistão.

Quando um avião da Arábia Saudita carregado com caixas de manga aterrizou no Paquistão, Benazir desconfiou pois sendo manga uma fruta tropical, não eh produzida na Arábia Saudita. Ela mandou investigar e descobriu que não havia manga alguma no avião mas sim caixas recheadas de dinheiro enviado pelos sauditas para que os oponentes de Benazir se armassem e dessem um golpe em seu governo.

Como as diversas tentativas de golpes eram sempre descobertas a tempo, os oponentes de Benazir mudaram de tática e resolveram acusa-la assim como seu marido por tudo que lhes viesse a cabeça.

Uma serie interminável de acusações começaram a pipocar por todo o Paquistão. Benazir acabou tendo que gastar seu tempo e energia se defendendo contra diversos processos na justiça restando-lhe pouco tempo para instalar sua tão sonhada democracia no Paquistão; na verdade este foi um modo de pressiona-la a desistir da carreira e da política.

Como Benazir sempre vencia os processos pois nada havia realmente contra ela e nunca nada foi provado contra ela e como ela também não dava sinais de que iria desistir do cargo de primeira-ministra e da política, no dia 6 de agosto de 1990 o exercito deu mais um golpe militar.

A casa de Benazir foi cercada e isolada pelo exercito, membros do PPP, partido político de Benazir foram presos arbitrariamente, torturados e alguns “desapareceram”. A censura foi reinstalada. Movimentos estudantis proibidos e acesso a mídia bloqueado. E naturalmente todos os órgãos e serviços as mulheres foram imediatamente fechados.

Em 1992, mesmo tendo sido destituída de seu cargo de primeira-ministra, dispararam um lançador de foguete contra o carro onde Benazir estava mas o foguete atingiu o carro da policia que estava acompanhando o automóvel de Benazir.

Em 1993 o terrorista Ramzi Yusef foi contratado para assassinar Benazir. O terrorista montou uma bomba elaborada e poderosa que deveria ser acionada por controle remoto. Ele estava colocando a bomba na rua bem em frente a casa de Benazir pois o plano era aciona-la quando Benazir saísse de automóvel de sua garagem, mas naquele exato momento passou uma patrulha da policia e perguntou a Yusef o que ele fazia ali. O terrorista disse que estava procurando pela chave que havia caído e os policiais mandaram ele ir andando. Yusef foi embora levando a bomba consigo e naquela noite ele estava desativando a bomba em seu esconderijo quando parte da bomba explodiu e o terrorista perdeu 1 dedo.

A pedido do serviço secreto paquistanês al-Qaeda foi contratada para assassinar Benazir mas fazer com que parecesse que tivesse sido o próprio irmão de Benazir quem a tivesse assassinado.

Benazir faria um comício em Karachi onde deveria ser assassinada pela al-Qaeda. O terrorista Khalid Sheikh enviou diversos armamentos sofisticados da cidade de Peshawar para o terrorista Ramzi Yusef (o que havia perdido um dedo, lembra?) em Karachi. Yusef iria novamente tentar assassinar Benazir porem o trem pelo qual as armas foram enviadas teve um problema e sofreu um atraso. Quando o trem chegou finalmente a Karachi o comício de Benazir já havia terminado a tempos.

Estamos chegando ao final do livro.

Om Shanti