9 de fevereiro de 2008

Ibirá na Índia - Parte 1

Namaskar

Fique agora com o primeiro depoimento do Ibirá que acaba de chegar na Incredible India e que vai ficar por aqui 2 meses e meio.

Quando meu avião pousou em Mumbai era uma da manha do dia 1 de fevereiro. Alguém deveria estar esperando por mim para me levar ao hotel no qual eu havia feito a reserva. Quando sai do aeroporto havia uma multidão de indianos com placas com nomes, mas nenhuma placa tinha meu nome, nem sequer com o nome to hotel. Foi quando um homem me abordou e perguntou pra que hotel eu iria. Na minha cabeça só ficava o que alguns de meus amigos indianos diziam: não confie em ninguém em Mumbai. Mas o que faria eu nessa hora? Foi então que disse ao homem o nome do meu hotel. Ele procurou em volta e também não viu meu nome nem o do hotel. Ele perguntou se eu tinha o telefone do hotel e disse que sim, e então ligamos para lá. Quando me atenderam no hotel e disse que era o Ibira do Brasil, o cara disse: "Ah! Brazil! Ronaldo!". E eu: "Aha". Ele então prosseguiu e disse que minha reserva estava só para após o meio dia, que eu não teria quarto se fosse aquela hora. Perguntei então o que fazer, e a brilhante sugestão que ele me deu foi ir pra outro hotel e no dia seguinte me mudar pro hotel deles. No fim das contas foi o que acabei fazendo, mas tive que "confiar" naquele indiano que, no fim das contas, descobri não ser confiável. Ele me arranjou um verdadeiro muquifo pra dormir, pelo qual paguei quase 3000 rupias, o equivalente a quase 100 reais, o que na Índia e absolutamente muito dinheiro, muito mesmo. Eu estava cansado, assustado e ainda não sabia como tratar os indianos. A verdade e que não ha maldade neles como ha no Brasil, eles só querem dinheiro de estrangeiros idiotas. No meu próximo relato contarei em que tipo de hotel eu poderia ter ficado com um diária de 3000 rupias.

Bom, no dia seguinte logo cedo sai de lá e fui pro outro hotel. O taxi que peguei cobrou de mim 300 rupias, o que fui descobrir que também e caro para os padrões indianos. O outro hotel, finalmente, foi bem mais barato e bem mais confortável, num lugar da cidade também menos amedrontador. Mas preferi ficar lá dentro durante todo o dia, já que eu ainda estava cansado e assustado com tudo e todos. Ficaria somente ate o dia seguinte, quando eu iria me encontrar com uma amiga brasileira no aeroporto. Para ir ao aeroporto, naquela outra manha, perguntei na recepção se eles poderiam chamar taxi ou algo assim - não tinha coragem de usar o riquixa ainda. Eles me disseram que eu poderia usar o transporte que o próprio hotel oferece para o aeroporto, que custaria o mesmo tanto que o taxi - 300 rupias. Eu aceitei, mas por alguma sorte do destino o carro não estava lá e eles me colocaram num taxi que, adivinhem, cobrou 100 rupias. Foi ai que as coisas começaram a fazer mais sentido pra mim. Encontrei com minha amiga brasileira no aeroporto e pude ver com ela exatamente como tratar os indianos e conseguir sempre o menor preço. E absolutamente muito fácil e os preços são realmente baixos se sabemos barganhar. Mas pra um estrangeiro de primeira viagem, idiota e cansado como eu, o primeiro dia de Índia foi assustador.

Meu próximo relato vira quando eu tiver acesso a Internet, mas adianto que o que se seguiu após isso foi absolutamente diferente e eu pude ter dias realmente maravilhosos aqui na Índia.

Om Shanti Om

Ibirá