24 de agosto de 2008

O Pastor


Namaskar


Hoje eh dia do aniversario de nascimento de Krishna, ofereco a Ele este lindo poema!


O Pastor

Nas campinas verdejantes, ao lado de suas mães,

Os bezerrinhos se deitavam para ouvir o Senhor

Do Céu e da Terra.

De muitas formas Ele abençoava as criaturas das planícies:

Ora com sua flauta de bambu, ora com sua voz suave

Contando parábolas e estórias, como a conversar

Com todas as formas viventes.

Muitos O chamam de “Govinda”, O Amado Pastor,

Que cuida de seu rebanho e provê para que

Nenhuma criatura se perca no labirinto do mundo.

Outros o chamam simplesmente de “Meu Senhor”,

“Meu Pastor” e Nele é depositada toda a fé de quem crê,

Sabendo que sob Teu Manto poderá abrigar-se

Incondicional e livremente.

O Pastor, em verdade, tem muitos nomes

E renasce de tempos em tempos,

Sob novas formas, em diferentes mundos,

Povos e raças.

Está presente na criança que brinca inocentemente

Sobre o dorso da vaca dócil e fecunda;

Está presente na mãe que alimenta

O filho pequenino, ordenhando as tetas mornas e rosadas

Da sagrada vaca, que a contempla quase imóvel,

Deliciando-se em dar de si para as criaturas

Do Senhor Pastor.

Reconheço Meu Pastor, nas manhãs ensolaradas do caminho

E nas noites enluaradas do percurso, porém sei que me guias

Por entre as fendas imprevisíveis da senda,

Ou no pântano que dificulta a jornada.

Confio em Tua Misericórdia e em Teu Amor.

Sei que mesmo esquecendo-me de Ti, guia-me anônimo,

Sem que O perceba.

Tuas mãos generosas acolhem-nos nos montes e planícies,

Colinas ou despenhadeiros.

És assim, O Pastor dos Salmos de David,

O Govinda dos Hindus, O Cristo Messias dos Evangelhos.

És, enfim, Nosso Amado Senhor, Pai e Mãe,

Amante e Irmão, Amigo e Companheiro,

O Pastor querido das criaturas viventes e não viventes.

Pastor de Homens e de Almas...

Das terras distantes e vermelhas da Índia,

Aos campos robustos e verdejantes da Terra de Santa Cruz,

És Govinda, És Jesus, O Amado Pastor da Humanidade.

Em verdade, Tu és a Pátria Prometida,

Onde jorram o leite e o mel.

E nós a Cortejar-Te como rebanho rebelde

Que insiste em não Seguir-Te os passos.

Salve Cristo, Hare Krishna!

Amada Índia Milenar e Jovem Brasil,

Pátria do Evangelho: duas nações que se irmanam,

Dois corações continentais que se aproximam,

Dois rebanhos sagrados que se multiplicam

No alimento da alma e do corpo.

Govinda Jaya, Salve, Salve!

Jesus Amado, Hare, Hare!

Krishna, Krishna, Salve, Salve!

Cristo, Cristo, Hare, Hare!

Nascidos de Mães Virgens;

Profetizados Rei dos Reis pelas escrituras sagradas;

Sobreviveram aos holocaustos dos recém nascidos;

Perseguidos pelos Reis e Césares de Seus tempos;

Tentados pela ilusão do Ego;

Triunfantes pela Lei do Amor,

Ensinando-nos a amar nossos inimigos;

Pregando e semeando discípulos por onde passavam;

Ensinavam a todas as “castas” que a Humanidade

É uma só família;

Os simples e humildes os clamam: Filhos de Deus!

Perdoaram seus algozes;

Morreram trespassados por pontas de lanças e cravos;

Expiraram no instante final o nome de Deus Brahaman.

Após suas mortes o sol desaparece

E a tempestade dos céus varre a terra, convertida em sangue.

Seus corpos espirituais de luz ascendem ao Céu.

Cristo leva consigo dois ladrões,

Que o acompanharam no Calvário;

Krishna leva consigo suas duas esposas,

Sarasvati e Nixdali, que se lançaram

Na pira mortuária para se juntarem ao Mestre Amado.

Aleluia Krishna, Aleluia!

Hare Cristo, Hare!

(in “Govinda O Pastor” de Gunendra Sankari. Direitos reservados: Carlos Marcos Perez Andrade)

Este lindo e explicativo poema eh do meu caro amigo Carlos M. P. Andrade, mais conhecido por seu nome iniciatico de Gunendra Sankari.

http://sankari.blog.terra.com.br

Om Shanti