15 de março de 2009

Resumo do Indiagestao

Namaskar

A Lu Dias do blog Alma Carioca fez uma especie de resumo do Indiagestao. Para voce que nao conhecia o Indiagestao ha 4 anos atras, vale a pena ler o resumo abaixo:

Polianteia sobre a Índia - Lu Dias
mar 15

Nas minhas andanças pelo mundo virtual, encontrei um blog, INDI(A)GESTÃO, escrito pela professora brasileira Sandra, casada com um indiano. Ela mora na Índia há 10 anos. Inclusive foi consultada pela Glória Peres, na sua novela atual.
Fiquei horas perdida naquele blog, com mil assuntos, tão diversificado, quanto a própria Índia. E o mais interessante é a linguagem usada pela Sandra, ao falar sobre aquele país. Ela é extremamente verdadeira no modo de colocar as coisas, tais como são na realidade. É uma fotógrafa do seu tempo, naquele país. De cara, apaixonei-me pelo jeito irônico com que escreve e por sua coragem em denunciar aquilo que não se ajusta a sua consciência.
Peço licença à minha conterrânea para repassar, aos meus leitores, uma síntese de algumas coisas imagináveis e outras inimagináveis encontradas em seu blog, e mais algumas outras miscelâneas sobre a Índia, por minha própria conta:
  • Rupia é o nome dado ao dinheiro indiano, que traz Gandhi estampado em todas as notas. O nosso Real corresponde a 21 rupias indianas. Bem mais valorizado.
  • O expressivo crescimento econômico e populacional da Índia (e China) é uma das maiores ameaças para o meio ambiente, principalmente no que toca à poluição do ar e rios.
  • As mulheres pobres trabalham na construção civil, carregando areia, cimento, quebrando e carregando pedras, pela metade do salário que recebem os homens. Mesmo que produzam o dobro.
  • Os animais de estimação do indiano sempre foram a vaca, a cobra, o rato e o macaco. Mas o cão já passou a ganhar a simpatia dessa gente. Os macacos mandam e desmandam naquelas terras, pois não conhecem o próprio galho.
  • Quem for à Índia, deverá ter muito cuidado antes de assentar-se em um toilet, pois as cobras costumam aparecer, onde menos se espera. Em vez de pensar que está eliminando uma Taenia saginata , um ofídio poderá fazer um “tour” em seu corpo.
  • Apesar da badalada pureza da mulher indiana, em Calcutá, a organização das profissionais do sexo, já possui mais de 163 mil membros. Na horizontal, diz a bem humorada Sandra, os problemas relativos às castas inexistem. Logo, a posição horizontal é a mais democrática em todo o mundo.
  • Não é preciso muito empenho para aliviar a bexiga, pois qualquer lugar serve. É comum ver homens urinando em postes e paredes, assim como os cães. Basta expor a varinha mágica nesses lugares.
  • À medida, que melhora a economia indiana, vem aumentando a prostituição de garotas menores de idade. Muitas delas, já portadoras do vírus da AIDS. O que é uma pena.
  • Os bebês de sexo feminino costumam ser mortos ao nascer. Isso só não acontece, quando falta coragem aos pais, para praticarem o infanticídio ou, se já são mais evoluídos e, por isso, superaram essa arcaica e tenebrosa tradição. Dentre as principais causas estão os motivos culturais e financeiros. O dote é um monstrengo para os pais da rapariga.
  • O Rio Ganges possui peixes mutantes, que aprenderam a comer carne humana, em razão do número de cadáveres humanos ali jogados. Deduzo que, quem come peixes do Ganges vira canibal.
  • As castas, as sub-castas, os dalits, o sati e o dote são proibidos por lei. Mas, na Índia, as leis não possuem nenhum poder sobre a realidade. O que é de direito, não existe de fato. Lá nem existem as firulas do “faz de conta”, como cá.
  • As indianas não usam calcinhas debaixo do sari, uma peça de pano que possui 6 metros de comprimento, colocado em torno do corpo, sem nenhum tipo de costura, zíper ou botão. Também, com seis metros de tecido no corpo, tal proteção torna-se desnecessária.
  • O trânsito é caótico, porque ninguém respeita suas leis, de modo que cada um faz o que tem vontade. Riquixás, motos, vacas, bicicletas, cabras, carros e pedestres são abençoados com os mesmos direitos.
  • Os maiores perigos encontrados ao viajar para a Índia são: os atentados terroristas, estupros e desaparecimento de turistas. Deve-se procurar viajar em grupo, principalmente sendo mulher. Coitada, sempre na contramão da história… risos.
  • O turista é visto como uma fonte de dinheiro, da qual se deve tirar a última gota. E também como um bobalhão, de quem se pode tirar até a alma. Por isso, o viajor deve pechinchar sempre e ficar atento aos charlatões, que estão à espreita.
  • Um estrangeiro tem que dar, no mínimo, 10 rupias como esmola ao mendigo, para que ele fique feliz. Eles acham que, todo estrangeiro é rico, carregam os bolsos cheios de “bufunfa”.
  • O ayurveda, que significa “ciência da vida”, é uma ciência milenar da saúde holística, em que se trata o corpo e a mente, e não só a doença. Deve-se ter cuidado na escolha do tratamento, pois há muito charlatanismo. Olho vivo, viajante!
  • As Folhas de Nadi (folhas de palmeira) fazem parte de uma arte divinatória. Devem ser parentas próximas da bola de cristal.
  • O Japamálá é um rosário com 108 contas, utilizado como marcador em orações ou como contador de mantras. Simboliza a disciplina da repetição. Pode ser feito de rudrakshas (sementes sagradas), sândalo, tulasí (árvore sagrada da Índia), cristal ou pau-rosa. Também pode ser usado no pescoço como proteção. E ainda há gente que tem preguiça de rezar o terço… risos.
  • O bindi (gota), aquela pedrinha que enfeita a testa das mulheres indianas, também feita de um pó de tom avermelhado, corresponde ao terceiro olho, fundamental na cultura indiana. Possui conotação religiosa e social. É colocado entre as sobrancelhas, um pouco acima. Não precisa de óculos, pois corresponde ao olho da mente.
  • Os mudrás são gestos simbólicos, feitos com as mãos. As posturas simbólicas dos dedos ou do corpo podem representar determinados estados ou processos da consciência. Dizem que os mudras originaram-se na dança indiana, que é considerada a expressão da mais elevada religiosidade.
  • O indiano possui o costume de arrotar e soltar gases em público, com estrondo. Não confunda tal ato com as trovoadas das monções. O tempo continuará o mesmo, mas o cheiro…
  • As brasileiras reclamam de morar na Índia, principalmente pela total falta de noções básicas de limpeza e higiene. Então que voltem para o seu país. Cada qual no seu cada qual.
  • Muitos lugares no país são malcheirosos, uma vez que as vacas defecam pelas ruas, homens urinam em paredes e postes, o lixo é amontoado, etc. Dizem que é por isso que o incenso é muito usado e possui um cheiro bem forte. Não sei o porquê, mas me lembrei da França. Será pela fragrância?
  • Segundo a professora Sandra, o indiano gosta de levar vantagem em tudo. Jamais sai perdendo. Sem falar que o sistema capitalista vem fincando suas raízes ali, com muita profundidade. E ainda há gente, que pensa que a Índia só cultiva a espiritualidade. Santa inocência!
  • Quem estiver se preparando para ir à Índia deverá primeiro, ler o livro CARMA COLA da indiana Gita Mehta, principalmente se for turista da classe-econômica ou, se for mulher (de novo?).
  • O filme WATER da cineasta indiana Deepa Mehta, que ataca questões cruciais da Índia, foi banido do país e a cineasta proibida de filmar no mesmo. Sentindo-se como “persona non grata”, ela se mudou para o Canadá. Nesse ínterim, o filme ficou famoso internacionalmente, quando a Índia, espertamente, passou a reivindicar as glórias e louros do mesmo, assim como deu permissão, para que fosse passado no país.
  • O filme do cineasta inglês Danny Boyle, SLUMDOG MILIONAIRE (Quem quer ser um milionário), com temática indiana, ganhou 8 Oscars e já se encontra em exibição no nosso país. Nós, que participamos dessa saga, devemos vê-lo.
  • A brasileira Mayana Barberino possui uma comunidade no Orkut, chamada MINHA SOGRA É UMA DRAMA QUEEN (www.orkut.com/community.aspex?cmm=107907705) onde lava a alma, falando de sua sogra megera.

Nota: Aposto que 95% dos nossos leitores procuraram o significado de “polianteia”.
É para eles, que dedico este texto… risos!
Namastê!