5 de maio de 2009

Sozinha na India - Parte 5



Namaskar

Voce tem repassado pras amigas??? Ou tem sido egoista?

Continuando...

Depoimento 5


Um dos pontos mais emocionantes da minha viagem para a Índia foi sem dúvida estar nos jardins que cercam o Taj Mahal. Mas confesso que foi emocionante não pelo Taj em si, pois há outros monumentos muito mais bonitos do que o Taj, mas sim por estar em um local desejado por muitos turistas do mundo todo e de repente me vi em um local onde é um dos maiores cartões portais do mundo.



Bom, depois de Agra segui para Jaipur, onde eu queria de qualquer jeito andar nos elefantes. Nesta cidade eu me aborreci e perdi a classe mesmo em determinados momentos.


Mais um sonho realizado.


Caí na besteira de não procurar o escritório de turismo para estrangeiros, que também fica no primeiro andar da estação de trem, para um tour pela cidade e caí na lábia de um motorista de rickshaw que me ofereceu seus serviços a um preço bem acessível.


Eu cheguei à noite na estação de trem e estava bem cansada e não me sentindo bem do estômago (indi-a-gestao). Então, por preguiça, eu quis ir logo ao hotel e como o cara era bom de papo ele me envolveu de uma tal forma que eu aceitei os seus serviços. Ele só não me disse que quem faria o circuito comigo seria o sobrinho dele que falava pelos cotovelos. O menino só faltou perguntar a cor da minha calcinha porque de resto ele perguntou tudo! Agora imaginem uma pessoa passar o dia inteiro falando......falando.......falando e muito mal o inglês e sempre repetindo, a cada 10 minutos a seguinte frase: If you are happy I am happy but if you are not happy I am not happy. Deus do céu!! Eu surtei . Já estava passando mal do estômago e ainda tive de agüentar aquele chato.


No dia seguinte pedi para trocar por outro motorista e me arranjaram outro que era completamente mudo, não falava nada. Não me adiantou muito mas pelo menos era muito melhor que o chatonildo do garoto matraca.

Quando fui visitar o City Palace eu fui “ fisgada” por um vendedor de uma loja e eu acabei entrando. Assim que ele perguntou de onde eu era ele fez uma cara de alegria e me respondeu: Oh, Brasil...... eu sou amigo da Juliana Paes! Simplesmente o cara tirou uma foto junto da Juliana Paes enquanto ela gravava a novela “ Caminho das Índias” e já se sentia íntimo dela. O pior vem a seguir.....O cara é um fofoqueiro de marca maior que me contou o que a Juliana Paes comprou e quanto ela gastou na loja dele!!



Dentro do City Palace onde ainda mora o maharaja de Jaipur.


Enfim, fui embora para Jailsamer pois eu estava louca para andar também de camelo; quando na estação de trem me aconteceu algo que eu nunca pensei vivenciar.


Estava eu esperando o trem chegar quando observei uma movimentação intensa de militares no local. E todos correndo com armas e sacos cheios de explosivos. É lógico que a primeira coisa que me ocorreu na cabeça foi que a estação estava sendo atacada por terroristas. Na hora o sentimento é desesperador mas mantive a calma e comecei a simular um monte de coisas na minha cabeça caso isto fosse de fato um ataque.


Primeiro olhei bem o local ao meu redor e tentei imaginar um possível local para me esconder.... não encontrei. Depois pensei em correr para a escada mais próxima. Mas e se um terrorista já estivesse por lá esperando pelos aflitos que tentariam fugir por aquele lugar? Descartei assim essa opção. Depois pensei em me jogar no chão e me fingir de morta... mas quem consegue manter a calma e o corpo completamente imóvel numa situação como esta? Por fim olhei para a linha do trem e tentei calcular se o meu corpo encaixaria entre a parede e o trem.... nossa, confesso que foi um desespero e foi a única vez que pensei que eu fosse morrer, e logo na Índia!! Por fim, optei mesmo por tentar me fingir de morta. Tudo isto que estou relatando foi passado em minha cabeça em frações de segundos pois você não tem tempo para pensar caso isso realmente fosse um ataque. A única coisa que serve nessas horas é calma e muito controle emocional. Se você tiver isto, é capaz que você escape com vida de uma situação como essa.


Depois que observei bem a estação, o trem chegou e assim pude perceber que na verdade aqueles militares estavam levando armamentos para uma base militar que fica perto de Jaisalmer, cidade bem próxima da divisa com o Paquistão. Fiquei mais tranqüila mas mesmo assim a viagem foi um pouco tensa para mim.


Continua amanha...


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