24 de abril de 2011
Falece Sathya Sai Baba
Namaskar
Faleceu hoje (domingo de Pascoa), pela manha, o famoso Guru Sathya Sai Baba e as discussoes sobre quem sera seu sucessor ja se iniciaram.
Descanse em paz!
Om Shanti e Ahimsa
.
21 de abril de 2011
Sathya Sai Baba em Condicao Critica
Namaskar
Esta eh uma pessima noticia para os seguidores de Sathya Sai Baba.
Ele esta internado no hospital desde o dia 28 de marco e hoje o medico responsavel disse que sua condicao de saude eh critica.
O figado de Sathya Sai Baba nao esta funcionando, sua pressao arterial continua baixa, ele respira somente com a ajuda do ventilador e sua funcao renal esta bem diminuida, portanto iniciara hemodialise.
Sathya Sai Baba tem 86 anos de idade e a policia de Puttaparthi ja solicitou reforcos para manter a lei e a ordem na cidade.
Om Shanti e Ahimsa
.
4 de maio de 2008
Vera em Puttaparthi – Parte Final

Namaskar
Voce se lembra da Vera que foi visitar e dancar no ashram de Satya Sai Baba em Puttaparthi?
Ela escreveu 3 depoimentos contando todas as suas experiencias no asharam do Baba. Voce pode ler seus depoimentos nos dias:
28/08/2007 – Vera em Puttaparthi – Parte 1
20/09/2007 - Vera em Puttaparthi – Parte 2
13/11/2007 - Vera em Puttaparthi – Parte 3
http://indiagestao.blogspot.com/2007/08/vera-em-puttaparthi.html
http://indiagestao.blogspot.com/2007/09/vera-em-puttaparthi-parte-2.html
http://indiagestao.blogspot.com/2007/11/vera-em-puttaparthi-parte-3.html
Hoje apresento para voce a parte final. Sei que voce vai se emocionar assim como eu me emocionei. Entendo completamente a emocao que a Verinha sentiu, eu teria sentido a mesma coisa se meu guruji Paramahansa Yoganada estivesse aqui e eu tivesse a oportunidade de ve-lo pessoalmente e olhar em seus olhos!!
Antes de postar abaixo a parte final do relato da Vera, quero deixar aqui meus mais sinceros agradecimentos por ela ter tido a paciencia e a boa vontade de compartilhar conosco sua viagem e suas experiencias na Incredible India.
Verinha, meu anjo, BRIGADUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU :)
Chegou o dia do Gurupurnima – data sagrada em que se comemora o dia do Guru. O ashram estava todo enfeitado para essa ocasião e fomos avisados que, se quiséssemos conseguir entrar no mandir, teríamos de estar na fila às 3 da manhã! Até o dia anterior, os jovens ainda tinham assentos reservados, por causa da Conferência, mas a partir de então, não sabíamos se teríamos o mesmo tratamento então muitos acharam melhor ir pra fila de madrugada.
Como eu estava hospedada no hotel, fora do ashram, não teria como entrar antes das 5 da manhã (hora em que os portões do ashram se abrem ao público externo). Dessa maneira, resolvi abdicar das festividades da manhã, pois achei que seria muito sacrificado ter de acordar tão cedo para estar na fila.
Eu e Daniel chegamos no ashram por volta de 11 da manhã. Ao entramos, encontramos uma brasileira que também estava participando dos ensaios da dança e ela me avisou: “vamos nos apresentar hoje à tarde!” Finalmente! Após tantos ensaios, indecisões, incertezas, fomos abençoados com a oportunidade de nos apresentarmos para o nosso Mestre no dia do Guru! Imediatamente eu corri para o quarto das brasileiras, pois tínhamos de arrumar os cabelos, fazer maquiagem, vestir a fantasia, repassar os últimos passos, ou seja, nos preparar adequadamente, pois às 14 horas tínhamos de estar todas prontas e na fila para entrar no mandir.
Este foi um dia muito emocionante, pois, como fazíamos parte da programação cultural, tínhamos assentos super vip reservados. Entramos, nos acomodamos e esperamos, pois Sai Baba só entrou no mandir às 16:30. Estávamos muito nervosos, mas muito felizes também! Assim que Ele tomou o Seu assento, os organizadores da América Latina pediram autorização para que se iniciassem as atividades da tarde, começando com a apresentação cultural da América Latina. Sai Baba aprovou e pediu para ver a programação que havia sido preparada pelos jovens. Logo após, recebemos o sinal de aprovação e a apresentação começou. Primeiramente, os rapazes mexicanos se apresentaram, cantando e dançando músicas típicas. Em seguida, entraram os rapazes brasileiros! Nessa hora meu coração já estava a mil por hora, pois nós seríamos as próximas! Finalmente chegou nossa vez....meu coração estava a ponto de sair pela boca. Uma mistura de nervosismo, alegria, felicidade, tudo junto. Bem, em seguida, após a nossa apresentação, era a vez dos rapazes venezuelanos. Nesse momento, após me sentar novamente e me acalmar um pouco, pude aproveitar e assistir a apresentação. Reparei que Sai Baba estava muito sorridente com a dança dos meninos venezuelanos, demonstrando estar gostando bastante. Logo após, foi a vez das meninas da Venezuela. Para terminar, as meninas mexicanas apresentaram uma dança típica. Para o encerramento da apresentação cultural foi apresentada uma canção em espanhol, cantada pelos três países. Novamente meu coração acelerou! Fomos todos sentar mais perto ainda de Sai Baba para poder cantar aos pés Dele. Ao final, ficamos todos parados nos mesmo lugares, pois havíamos sido orientados a esperar pela sinalização dos organizadores. Nesse momento, eles estavam falando com Sai Baba e quando notamos, eles estavam chamando cada um dos grupos, homens e mulheres separadamente, para que tirassem fotos junto a Sai Baba. Nesse momento, eu senti como uma coroação de todo o nosso empenho, sofrimento, angústias....como se tivéssemos passado no teste e agora estávamos recebendo um presente, um carinho....Na hora em que o grupo das brasileiras se levantou para posar para a fotografia, tive a oportunidade de olhar bem em Seus olhos....foi um momento muito precioso e que guardo com muito carinho!!! Depois de nossa apresentação, ainda houve o Coral Internacional, composto de mais de 150 jovens de todos os países, cantando músicas belíssimas em vários idiomas. Para encerrar, o grupo Malladi Brothers, um grupo muito famoso na Índia, se apresentou. No encerramento das atividades do dia, teve o Arathi, um ritual muito bonito com o fogo que é oferecido a Sai Baba diariamente, e a distribuição de prasada, o alimento abençoado. E aí todos foram se retirando do mandir e nós continuamos ali, sentadas, meio que não querendo que aquele dia acabasse, absorvendo tudo o que tinha acontecido...muito,muito felizes!
Depois desse dia, com a apresentação concluída e o encerramento da Conferência de Jovens e do Gurupurnima, o ashram começou a se esvaziar. Não pensem que ele ficou vazio, por que eu acho que isso é meio impossível. Ele apenas começou a desinchar....hehe. Víamos as pessoas carregando malas enormes, famílias em cima de caminhões, provavelmente retornando às suas casas. No final do dia seguinte, os brasileiros se reuniram no gramado do ashram para cantar bhajans. Foi muito interessante, pois pessoas de vários países começaram a se juntar a nós, inclusive duas meninas iranianas!
No outro dia, como havia prometido ao Daniel, tiramos o dia para fazer passeios turísticos por Puttaparthi. Fomos eu, ele e mais dois amigos. Conhecemos a árvore dos desejos – um tamarineiro que, na juventude, Sai Baba apanhava toda espécie de frutas para seus devotos: abacaxi, maçã, laranja, todas as frutas eram apanhadas dessa mesma árvore. Hoje virou um lugar de peregrinação e as pessoas escrevem seus desejos e os penduram nos galhos das árvores. Na volta, paramos em algumas lojas, pois nossos amigos queriam comprar para poder revender no Brasil. Entramos em um loja e eu tive de ser a intérprete. O pior é que eu é que tinha de negociar os descontos. Ainda bem que eu já estava mais acostumada a fazer isso e até que me saí bem. Em seguida visitamos uma loja de jóias em prata e pedras preciosas. Fomos muito bem recebidos, nos ofereceram assentos, toda aquela hospitalidade que eu já mencionei anteriormente. Nessa loja, eu gostei muito de um anel em prata, porém não tinha comigo todo o dinheiro para poder pagar. O rapaz da loja disse que não tinha problema nenhum. Eu poderia levar o anel e pagá-lo depois. Foi algo tão inusitado que até minha colega, que não fala inglês, perguntou porque ele estava demonstrando tanta confiança assim
Após o almoço, o passeio continuou. Pedimos a um motorista de rickshaw que nos levasse até um museu. Ele disse que nesse dia o museu estava fechado, mas se nós quiséssemos, ele nos levaria para conhecer outros lugares das redondezas. Perguntamos quanto seria pelo passeio, e ele disse que no final acertaríamos.... Subimos no rickshaw e saímos....foi um passeio muito legal, ele nos levou a alguns templos bem afastados, pudemos ver os arredores da cidade, outros vilarejos....
As crianças, quando nos viam, começavam a gritar e a abanar as mãos, toda empolgadas....todos ficavam nos olhando muito, o famoso efeito ET. Antes de terminar o passeio, pedimos ao motorista que nos levasse para conhecer o Hospital de Superespecialidades. Esse hospital é muito famoso entre os devotos de Sai Baba, pois oferece todo o tipo de antendimento médico sem cobrar nenhum tipo de taxa. Lá são realizadas operações cardíacas gratuitamente. E além disso, a construção é lindíssima, lembrando mais um palácio do que um hospital.
Bem, ao final de nosso passeio, perguntamos ao motorista quanto tinha sido o passeio todo. Ele disse que a gente poderia dar o que a gente quisesse. Resolvemos dar então 200 rupias. Ele ficou indignadíssimo, dizendo que o passeio valia no mínomo 500 rupias, etc....Eu disse a ele que se ele já sabia o valor do passeio, ele poderia ter dito desde o início, e que não fazia sentido ele dizer que a gente estipulasse o valor se ele não fosse aceitá-lo. Para encerrar a discussão, demos a ele 300 rupias e fomos embora. Deu pra notar que ele não ficou nada satisfeito e ficou ainda tentando chamar nossa atenção e reclamando com outras pessoas. Nós o ignoramos e voltamos para o ashram.
Pude notar que muitos homens indianos pintam o cabelo, principalmente os mais idosos. E a tonalidade é algo bem surreal, um vermelho, meio ruivo, que vai ficando desbotado. Vi muitos homens com os cabelos assim e achei muito curioso. Outra curiosidade foi ver os homens, principalmente os jovens, andando de mãos dadas. Sim, mãos dadas, entrelaçadas. Também achei essa demonstração de afeto meio estranha, talvez seja o mesmo estranhamento que um casal de namorados andando de mãos dadas cause a eles.
Nossos dias em Puttaparthi estavam terminando. Em breve retornaríamos ao Brasil.
Por conta do nosso retorno, fomos procurar um motorista que nos levasse a Bangalore para já deixar reservado o dia e horário. Finalmente, chegou o dia de partir. Fui ao ashram pela manhã para participar do darshan e, na hora do almoço, partíriamos rumo a Bangalore. No horário combinado nosso motorista chegou. Ao descermos do nosso quarto com as malas, resolvemos não chamar os carregadores e nós mesmos descermos de elevador com elas. Ao chegar no saguão, como eles já sabiam que estávamos de partida, vieram todos nos ajudar, inclusive se mostrando muito indignados por não termos pedido ajuda. Ao perceber isso, resolvi colaborar e deixar a senhora magrinha levar minha mala. Era uma mala pequena de rodinha, então não teria problemas. Mas a senhora era muito magrinha e mesmo pra puxar a mala ela tinha alguma dificuldade. Mas ela não aceitou que eu a ajudasse e fez questão de levar a mala até o carro. Eu fiquei novamente muito embaraçada, me sentindo uma aproveitadora, mas resolvi deixar, já que ela estava tão decidida. Ao final, demos gorjetas a todos eles e seguimos nossa viajem rumo a Bangalore.
Novamente eu e Daniel pegávamos a estrada na Índia. Dessa vez já estávamos mais relaxados e aproveitamos mais a paisagem. Lá pela metade da viajem, o motorista resolve fazer sua parada estratégica. Perguntamos se ele ia almoçar e ele disse: “Almoçar? Não. Agora está na hora do chá.” E mais uma vez eu e Daniel ficamos sentados no carro esperando o motorista fazer seu lanche para que continuássemos nossa jornada.
Ao chegarmos em Bangalore, ele nos levou para conhecer a loja Kemp Fort que, nos fundos, tem uma estátua lindíssima, gigantesca de Shiva, com direito à deusa Ganga na cabeça e tudo.
Não sei se foi por sairmos do ashram, o qual tem uma aura de paz indescritível, ou se por causa da viajem de mais de 3 horas, mas estávamos nos sentindo extremamente cansados. Nosso motorista até sugeriu de nos levar para outros pontos interessantes em Bangalore, mas preferimos ir para o hotel e dormir, pois estávamos exaustos. Como só iríamos embarcar para o Brasil no dia seguinte à noite, ainda teríamos algum tempo para ver a cidade.
Dessa vez, o hotel que ficamos era bem mais modesto em relação ao primeiro que ficamos em Bangalore, na nossa chegada, porém muito confortável. O único detalhe é que, no andar em que ficamos parecia haver uma família morando em vários quartos. Todos ficavam com suas portas abertas, falando alto. As crianças corriam, gritavam, choravam. Do lado de dentro do quarto, dava pra ver um fogão no chão e uma panela enorme sobre ele. A impressão que deu é que era uma família muito grande, cada uma em um quarto, mas que ficavam com as portas abertas para se falarem mais à vontade. Algo muito estranho.
Resolvemos dar um passeio a pé por Bangalore, pois estávamos a um quarteirão de uma das ruas mais movimentadas e que concentra muitas lojas ao estilo ocidental, inclusive com um Mc Donalds.
Passeamos muito por essa rua, fizemos boas compras também. Antes de retornarmos ao hotel para pegar as malas pra ir pro aeroporto, resolvemos ir a um cyber café para fazer o web checkin. Chegamos em uma espécie de shopping ou galeria, entramos no cyber café e o funcionário nos indicou o computador que poderíamos usar. Ficamos lá por, no máximo, 30 e, ao sairmos, o funcionário tinha desaparecido! Não havia mais ninguém na loja, nem o funcionário. Ficamos lá, sem saber o que fazer. Pensamos que ele tivesse saído pra almoçar, mas ficamos preocupados em sair sem pagar, afinal, alguém poderia achar que estávamos querendo nos aproveitar, ou algo do tipo. Resolvemos esperar um pouquinho....mas nada de ninguém aparecer! Por fim, resolvemos ir embora assim mesmo, sem pagar.
A noite chegou e, com isso, nossa jornada indiana terminava. Saímos de lá com certeza de que esta foi apenas uma visita breve e que futuramente iremos novamente, para aproveitá-la e conhecê-la melhor. Saímos de lá com um gostinho de saudade. Foi maravilhoso conhecer esse país inusitadíssimo, belo, rico
26 de novembro de 2007
Respostas & Pontos de Vista
14 de novembro de 2007
Milagre da Cinza no Vaso
Este milagre da cinza saindo do vaso Sathya Sai Baba nao realiza mais ha muitos anos.
13 de novembro de 2007
Vera em Puttaparthi – Parte 3
.
30 de outubro de 2007
Noticias
Namaskar
Um pedaço de Jerusalém em Delhi
Milhares de turistas israelenses visitam a Índia todos os anos. Eh moda entre os jovens israelenses virem para ca.
Segundo relatos da impressa hebraica uma replica do Kotel será construída em Israel e transportada para Nova Delhi como parte do programa de intercâmbio religioso entre Índia e Israel.
A replica do Kotel vira pra Delhi já pronta inclusive com bilhetes já colocados entre as pedras.
***
Deusa ou Esgoto???
O rio Ganga (Ganges) está intimamente ligado a civilização, comercio, religiosidade e ecologia indiana. Traçando o curso deste rio desde o Himalaia ate o mar, cobrindo as formas de vida, cultura e religião será o novo documentário dividido em 3 partes. do canal Discovery .
Entitulado “Ganges” o documentário ira cobrir também a parte arquitetónica as margens do rio Ganga, incluindo o Taj Mahal e as cidades sagradas de Hardwar, Allahabad e Veranasi.
Pena que eu não tenho o Discovery Channel :(
***
41 Peregrinos Hindus Morrem em Acidente
41 pessoas morreram quando o ónibus em que viajavam caiu no rio.
O acidente ocorreu em Vishnuprayag no estado de Uttarakhand quando o motorista do ónibus perdeu o controle do veiculo após bater num matacão.
O ónibus caiu no rio Alaknanda, um tributário do rio Ganga (Ganges). O ónibus fazia o percurso entre as cidades de Badrinath e Haridwar.
***
“Milagre da Lua” Falha e deixa pessoas desapontadas
Um dos lideres do Sai Trust anunciou que Sai Baba faria o “Milagre da Lua” e dezenas de pessoas foram ate o aeroporto em Puttaparthi esperando ver o tal milagre.
Baba de 81 anos de idade estava presente no aeroporto, mas o esperado “milagre da lua” não ocorreu e ele teve que sair do aeroporto escoltado pela policia.
Segundo um canal de TV local, este foi mais um trote promovido pelo Sai Trust para tentar ganhar popularidade, visto que o numero de fieis e doações tem diminuindo muito a cada ano.
Sai Baba sempre usou truques de magica e ilusionismo para atrair a atenção das pessoas. Seus truques foram explicados e demonstrados pelo grande Sagar e desde então Sai Baba faz mais sucesso com os estrangeiros que não ficam sabendo das brincadeiras e trotes que Baba costuma pregar por aqui.
Fonte: DD Índia
Incredible Índia!
Om Shanti
20 de setembro de 2007
Vera em Puttaparthi - Parte 2
Namaskar
Hoje temos a continuação do relato da Vera sobre sua visita a Puttaparthi, Índia. Leia a primeira parte deste relato no arquivo do dia 28 de agosto de 2007 entitulado Vera em Puttaparthi.
Após nossa rápida instalação no quarto do hotel e o reconhecimento dele, trocamos de roupa para podermos conhecer (finalmente) o ashram de Sai Baba. Eu já havia levado do Brasil algumas roupas típicas indianas (punjabs e sári) emprestadas de uma amiga e meu marido também já tinha um punjab emprestado para vestir, dessa maneira não precisaríamos nos preocupar em comprar roupas logo no primeiro dia.
Nos vestimos à caráter e fomos ao ashram. O hotel ficava um pouquinho distante do ashram então tínhamos que andar um pouco, nada exagerado, mas era o suficiente para podermos reparar nas lojinhas, farmácias, vendedores ambulantes, pessoas na rua, etc..... Reparei que havia estabelecimentos aparentemente muito humildes, porém com computador e monitor tela plana.
Tudo chamava muito a atenção, além dos próprios vendedores, que queriam que entrássemos na loja deles de qualquer maneira. As lojas de roupas eram muito atraentes, assim como as de imagens de deuses. Dava vontade de entrar em todas.
Nesse percurso também podemos ver muitas pessoas pedindo esmolas. Na verdade, crianças e mulheres. Já estávamos mais do que avisados, tanto pela Sandra quanto pela Isabela, nossa agente de viagens, para não darmos esmola à ninguém, pois na verdade isso é meio que uma profissão na Índia. Mas eles são muuuuito insistentes! Ficam pegando no nosso braço e nos acompanham pela rua afora, fazendo sinal de que estão com fome. É algo bem desagradável.
Chegamos ao portão do ashram. Eu esperava encontrar uma atmosfera de paz ao redor de um ashram, afinal o nome dele é Prashanti Nilayam que significa Morada da Paz Suprema, porém encontrei uma multidão de pessoas entrando, saindo, vendedoras de flores sentadas na calçada fazendo guirlandas, rikshaw´s andando em todas as direções, ou seja, um tumulto.
Entramos no ashram e conforme fomos andando pudemos realmente perceber sua verdadeira natureza de paz. Havia muita gente transitando, pois o darshan (aparição de Sai Baba entre os devotos) havia terminado há pouco tempo e as pessoas estavam saindo do mandir (templo onde Sai Baba dá o darshan). O local é muito grande e bem cuidado. Parece o campus de uma universidade. Para poder ter uma pequena noção, somente o mandir tem capacidade para 40 mil pessoas. E não pense que é difícil chegar nessa capacidade máxima.
Bem, eu e Daniel estávamos na verdade procurando o grupo de brasileiros, muitos deles amigos do Rio que já estavam no ashram há alguns dias.
O motivo de viajarmos à Índia nessa época é que ocorreria a III Conferência Mundial de Jovens. Haveria jovens do mundo inteiro e o Brasil estava lá, com aproximadamente 40 pessoas, entre jovens (maioria) e adultos. Quando falo em “jovem” não pense que se trata de uma bando de crianças e adolescentes. Para Sai Baba, jovem é aquele que está na faixa etária de
Bem, andamos um pouquinho pelo ashram e nada de encontrar ninguém conhecido!
Como fazíamos parte da Conferência, tínhamos que fazer a confirmação de nossa inscrição no escritório, porém deixamos pra fazer isso no outro dia, pois como o local era imenso nem esse escritório conseguimos achar. Sem falar que estávamos cansados por causa da viagem, etc.
Passamos pela residência de Sai Baba e pudemos ter um vislumbre de Sua aura de amor e paz. O local é rodeado de plaquinhas indicando que as pessoas façam silêncio e sevas (funcionários voluntários) que se certificam que ninguém irá falar, conversar, ou seja, cuidam para que ninguém faça um pio sequer. Todos os sevas são facilmente identificáveis. Os homens usam roupas brancas e lenço azul no pescoço. As mulheres usam sáris e lenço laranja.
Havia muitas árvores ao redor da casa e pássaros aos montes, o que aumentava ainda mais a sensação de paz e harmonia.
Bem, depois desse rápido reconhecimento do ashram, e sem encontrar nenhum conhecido, resolvemos voltar ao hotel para jantarmos, descansarmos e nos preparar para o dia seguinte, que prometia ser cheio.
Voltamos ao hotel e antes de retornarmos ao quarto, fomos ao restaurante. Ficávamos morrendo de vergonha pq em qualquer lugar que aparecíamos todo mundo ficava nos olhando. Deve ser o Efeito ET que a Sandra tanto fala, mas achei que em Puttaparthi, que está sempre cheia de estrangeiros, as pessoas já estivessem mais acostumadas.
Reparei que o restaurante estava meio que na penumbra. Escolhemos uma mesa e nos sentamos.
Era um restaurante bem simples. Veio o garçom (que depois vimos que também era carregador de malas, recepcionista, etc) e acendeu a lâmpada próxima à nossa mesa. Aí é que entendi que eles só devem acender as lâmpadas se tiver cliente, para não gastar energia à toa (pelo menos foi a impressão que deu).
Chegou o cardápio e fomos escolher algo pra comer.....e aí, o que comer?
Eu queria me arriscar em algum prato indiano, mas não sabia o que era o quê. Fiquei com medo de pedir algo que fosse muito apimentado e acabar deixando a comida toda, além de poder ter algum efeito colateral desagradável que me impedisse de ir ao ashram no dia seguinte. Acabamos indo no mais trivial possível: sanduíche de queijo grelhado. Para beber, pedimos se havia Fanta. O garçom multi-tarefa nos olhou com cara de interrogação e disse que tinha Coca, Sprite....e Mirinda! Acabamos indo de Mirinda e aqui cabe uma observação: porque a Mirinda indiana é tão laranja? Parece algo meio fluorescente. Ah, outro fato interessante: nos restaurantes indianos onde estivemos, ao sentarmos na mesa a primeira coisa que nos era oferecida era água. E reparei que o garçom ficava meio desconcertado se a gente recusava. Nesse restaurante havia um daqueles matadores de insetos elétricos. De vez em quando podíamos ouvir um “bzzzz” qdo um insetinho era eletrocutado.
Bem, terminamos nosso lanche, pedimos a conta e quando o garçom chega com a conta traz junto um potinho cheio de uma sementinha branca, com uma colher dentro, e deixa na nossa mesa, na maior naturalidade.
Eu e Daniel nos entreolhamos e perguntei pro rapaz o que era aquilo. Ele disse o nome da coisa (que eu não consegui entender) e disse que era bom pra digestão, passando a mão na barriga.
Resolvi experimentar. Peguei um pouquinho da semente, que mais parecia um apanhado dos insetinhos mortos pelo inseticida elétrico, e pus na boca. Tinha um gosto docinho....bom até. Resolvi mastigar e aí a sementinha se revelou com um gosto de sabonete bem ruinzinho. Acho que era alcaçuz, mas até hj não sei exatamente o que é a tal semente branca. Em outro hotel que ficamos posteriormente em Bangalore nos deparamos novamente com um potinho de sementes brancas.
Bom, voltamos para nosso quarto, desfizemos as malas, separamos as roupas que usaríamos no dia seguinte, tomamos um banho (água quente, um luxo!) e nos preparamos para dormir.
Eu estava super ansiosa com o dia seguinte, pois seria a primeira vez que participaria das atividades do ashram, além de ser o dia em que veria Sai Baba fisicamente pela primeira vez!
Acho que a emoção/nervosismo eram tantos que perdi o sono no meio da madrugada.....
Outro fato que estava me deixando bem inquieta é que durante a Conferência haveria uma apresentação de dança para Sai Baba realizada pelo Brasil, México e Venezuela. Lógico que eu não poderia perder essa oportunidade de me apresentar para Ele, mas há alguns poucos dias da apresentação eu ainda nem fazia idéia de como seria essa dança.
Na manhã, ou melhor, madrugada seguinte, pois eram às 4 da manhã, levantamos para podermos nos vestir e chegar ao ashram para as primeiras atividades.
Foi aí que percebemos que havia uma mesquita muito próxima ao hotel e que neste horário já havia alguém lá iniciando as orações muçulmanas. Todos os dias acordávamos ao som das orações. Era muito gostoso, algo bem característico e típico do lugar.
Saímos para ir ao ashram e pude perceber que mesmo sendo tão cedo as ruas já estão muito movimentadas. Já havia pessoas andando, trabalhando, vendedores ambulantes descascando laranjas, preparando chá.....as mulheres com suas cestas de flores preparando as guirlandas na calçada....
Chegamos ao ashram. Eu fui pra um lado e o Daniel para outro. Homens e mulheres fazem as práticas espirituais sempre separados. Até o almoço é separado. Até o horário de entrar no “shopping” do ashram é separado para homens e mulheres. Bem, cada um seguiu para um lugar. Fui à fila do darshan aguardar para entrar no mandir. Já tinha ouvido falar sobre os maus modos das indianas e na fila do darshan pude constatar isso. Elas adoram cortar fila! Qualquer oportunidade que apareça elas entram do seu lado, meio que em diagonal e ficam ali com a maior naturalidade. Uma delas fez isso comigo e eu tive que dizer a ela que o fim da fila era lá atrás. Ela acabou saindo, ainda bem, sem criar caso. Outra coisa desagradável era o odor das flores que elas usavam nos cabelos. Eu já mencionei anteriormente que havia várias mulheres do lado de fora fazendo guirlandas. Muitas são mini-guirlandas para que as mulheres coloquem como enfeite no cabelo. Só que essas flores têm um mau cheiro (a meu ver) horroroso. Eu estava me sentindo em um velório!
E pra completar minha saga solitária no meu primeiro darshan, passei pela provação de ficar horas sentadas. Eu já sabia que passaria por isso, pois temos que chegar muito cedo para nos organizarmos em filas, esperar as filas serem sorteadas, entrar no mandir e aguardar até que Sai Baba sai de Sua residência. Já tinha ouvido falar de outros devotos que a espera é longa e cansativa, mas realmente é algo desesperador. A uma certa altura eu estava com as pernas muito doloridas de ficar sentada no chão. As costas, então, nem se fale.
Só que ao tentar colocar as pernas em outra posição a pessoa ao lado acabava tomando o espaço que minhas pernas ocupavam aí, quando eu resolvia voltar pra velha posição, não havia mais espaço. Uma tortura! Outra coisa muito desagradável foi ter que aturar a mulher do meu lado arrotando! Em pleno mandir, há poucos minutos de Sai Baba aparecer, a mulher do meu lado resolve comer uma semente/noz estranha que ela levava na bolsinha. Eu só ouvia aquele barulhinho característico de semente sendo triturada. A mulher mastiga, mastiga e dali a pouco solta um baita arrotão bem na minha direção! Eu fiquei muito indignada, mas tentei fingir que não tinha acontecido nada. Dali a pouco a mulher resolve comer outra semente. Ai, ai, ai, eu já comecei a prever o que aconteceria. A mulher novamente vira o rosto pro meu lado e solta um belo arroto. Novamente fiquei muito indignada e enojada. Olhei pra mulher com cara de reprovação (foi o máximo que tive coragem de fazer). Ela deu a entender que percebeu minha chateação e parou com esses lanchinhos.
Eu me sentia como se estivesse sendo testada. Completamente sozinha, sem nenhum conhecido ao meu lado. Uma mulher cortou minha frente na fila e eu tive que reclamar. Estava há horas sentadas, sem espaço para me acomodar. A mulher do meu lado comendo em um local sagrado e arrotando na minha cara. Não era possível que para ver Sai Baba fisicamente eu tivesse que passar por tantos desconfortos e aborrecimentos.
Nesse momento a entoação dos Vedas se iniciou, as luzes do mandir se acenderam e Ele finalmente entrou. A angústia, dor, incômodo foram todos substituídos por muita alegria, emoção e gratidão por poder estar ali. Foi muito emocionante vê-Lo fisicamente pela primeira vez.
FOTOS: Vera e as sementinhas de anis & cidade de Puttaparthi
28 de agosto de 2007
Vera em Puttaparthi - Parte 1
Namaste
Hoje temos o relato da Vera que gentilmente atendeu minha solicitação e esta compartilhando conosco sua experiência aqui na Índia. Ela NAO veio fazer turismo “mochilao” e conhecer 10 cidades diferentes em 15 dias. Seu objetivo foi visitar exclusivamente Puttaparthi, onde fica o ashram de Sai Baba.
Leia seu relato abaixo:
Quando embarcamos em Paris para Bangalore já comecei a sentir um friozinho na barriga, pois nossa próxima parada seria realmente a Índia!
O velhinho do Raio-X olhando as malas meio que desinteressadamente.
Nossa chegada aconteceu no dia 22/07 às 00:30. Dali fomos para um hotel para seguir viagem para Puttaparthi somente na manhã do dia 22.
Essa história do táxi marcar de vir pela manhã e só chegar à tarde na verdade merece uma explicação.
Bem, ao pegarmos nossas malas no aeroporto em Bangalore, fomos procurar o motorista e nada de encontrá-lo! Não havia ninguém no aeroporto segurando plaquinhas com nossos nomes!
Bem, resolvemos pegar um táxi do aeroporto mesmo e irmos para o hotel, torcendo para que no dia seguinte o motorista se lembrasse de nos pegar e fazer o resto da viagem.
Este novo táxi nos custou a fortuna de 4300 Rupias! Até argumentamos que estava caro, mas o gerente do hotel disse que os táxis estavam em falta por causa de uma convenção, bla, bla, e só tinha esse mesmo, que nos pegaria só à tarde!
Todos vestiam doti ou sári, e calçavam sandálias de dedos. Alguns estavam descalços.
Dava a impressão de ser um trabalho bem toscão e não o reparo de uma estrada, ou a sua duplicação. Como aqui no Brasil estou acostumada a ver o pessoal todo uniformizado, de capacete, estrada sinalizando obras, etc, achei bem diferente essa abordagem indiana.
Até as mulheres trabalhavam com seus sáris, carregando fardos imensos de gravetos.....até crianças estavam trabalhando. Comentei
Parou num lugar que parecia uma lanchonete e foi almoçar. Disse que não ia demorar e perguntou se a gente queria comer alguma coisa.
Obviamente que não queríamos comer nada ali, pois o local não inspirava muita higiene.
Tiramos algumas fotos lá de dentro do carro mesmo e depois de uns 15 minutinhos retorna o Kumar e continuamos a viagem. (Eh normal parar para comer. Os motoristas islâmicos também param para rezar em determinados horários).
Nessa breve paradinha eu reparei como existem cachorros abandonados na Índia! Muitos! E o mais engraçado é que existe uma “raça” bem comum, um tipo com pelo meio amarelado, magrelo. Eu vi esse tipo de cachorro aos montes......
Finalmente chegamos
O hotel era muito modesto, mas para o local o padrão era alto nível.
Realmente o hotel era bem espaçoso. Nosso quarto era enorme! Tinha até uma pseudo-cozinha.
Tinha também ar condicionado, ventilador de teto, frigobar. Pelo que pude perceber, era um luxo.
As pessoas do hotel eram muito simpáticas e nos receberam muito bem. Até demais.
Entraram umas cinco pessoas para nos mostrar o quarto. Cada uma queria mostrar uma coisa, uma senhora ficava alisando a cama, outro mostrava o banheiro, outro o frigobar.
Daniel (meu marido) ficou tão espantando com essa recepção e
Nos instalamos no quarto, forramos a cama com nosso próprio lençol, verificamos o banheiro e, mais uma vez, demos de cara com um baldão, um baldinho e uma caneca no banheiro.
Reparamos também que neste banheiro havia algo parecido com uma torneira no local onde abríamos a água do chuveiro. No final das contas essa torneira e esse balde foram úteis. Utilizamos para lavar algumas roupas.
Vista frontal do local onde o motorista Kumar parou para almocar.
Aguarde continuacao...
9 de outubro de 2006
Liliana - Turismo Espiritual (Depoimento)

Namastê
Hoje quero compartilhar com você o relato da Liliana. Ela descreveu muito bem como os turistas espirituais vêem a Incredible Índia
Segue abaixo o relato da Liliana:
Estou te escrevendo pra te dizer que adorei ter descoberto seu blog... li várias coisas lá, você é uma pessoa muito inteligente e realista, não cria fantasias nas suas descrições, informa e ponto.
Acredita que estive aí na Índia agora em agosto e te confesso que voltei completamente encantada, realmente não vi a Incredible Índia! que tanto fala, mas tudo que li até agora no seu blog sei que é verdade!!!
Fiquei 20 dias aí, cheguei no dia 3 de agosto e vim embora no dia 23... mas minha viagem foi com um fim específico, fui para ficar no ashram de Sai Baba e confesso que amei! Como resolvi ir muito de última hora, apenas uma semana antes de embarcar, confesso que não tinha muita informação sobre a Índia, apenas o básico, de não comer em qualquer lugar, beber água mineral, que os indianos são difíceis com relação à dinheiro, que não deveria me vestir como me visto aqui no Brasil, blusinhas justas, com decote, etc... Mas a muitos anos tinha essa vontade de conhecer a Índia, sempre me interessei pela cultura, não sei bem porque! Adoro as bijuterias, roupas, etc... leio muito sobre a país, muitos da minha família já foram, então tenho algumas informações sobre a Índia.
Sai de Londres chegando em Bangalore, na chegada no aeroporto estranhei só os taxistas e um montão de homens falando um inglês que não entendia direito e cobrando absurdo para nos levar a Puttaparthy, acredita que pagamos 1.800,00 Rúpias até lá e na volta pagamos apenas 800,00! Claro que a viagem até Puttaparthy foi uma aventura para mim, o trânsito é realmente muito caótico e os motoristas dirigem como loucos, a buzina incomoda muito, achei que íamos bater várias vezes. Mas até que me surpreendi, pois achei que só iria ver vários carros muito antigos (minha mãe tinha me falado isso.) e quase todos os carros de passeio e taxi que vi em Bangalore e lá em Puttapathy eram bem novos, em ótimo estado. Acho que isso reflete um pouco esse novo momento que a Índia vem passando. A minha tia que foi comigo também ficou muito impressionada com as mudanças, ela esteve aí a três anos atrás, e ficou impressionada como melhorou a estrada, o aeroporto...
Em Puttaparthy adorei tudo de verdade! Achei o lugar lindo, muito limpo e organizado. Fui nos hospitais de Sai Baba e fiquei realmente impressionada com a limpeza e organização. As escolas também. Dentro do ashram é tudo muito limpo e organizado também, a comida muito gostosa. Mas lendo seus textos e também lembrando de tudo que vivi aí não posso discordar de tudo que vc nos informa, pois realmente a Índia é uma realidade muito distante da nossa aqui no Brasil. Só ai pude entender verdadeiramente os ensinamentos de Sai Baba!
O povo indiano é realmente muito simples, em todos os sentidos. O que me incomodava às vezes, era quando saímos fora do ashram e aquele montão de crianças e mendigos me chamando de "mam" e pedindo esmola, isso realmente é muito chato, pois são várias pessoas pedindo. Claro que aqui em Belo Horizonte tem muita gente pedindo esmola tb, mas é de uma forma diferente. E como eu nunca dava dinheiro, pois uns dos princípios de Baba é praticar a caridade, mas não alimentar a mendicância, então não dou dinheiro nem aqui no Brasil, sempre dava biscoito, leite e alguns nem aceitavam!
Outra coisa chata é como os comerciante se comportam, enfiam a gente dentro da loja, e fazem de tudo pra gente comprar, isso também me dava um pouco de preguiça, mas de um modo geral me diverti muito, depois de alguns dias, todos na rua já me conheciam, me davam “oi”, sabiam meu nome, os homens jovens solteiros então, eram os mais engraçados, todos cheios de graça quando sabem que somos brasileiras. São muito educados, tratam a gente super bem, fazem tudo pra gente, aqui no Brasil os homens não são tão prestativos assim com a gente não...
As indianas também são muito amáveis, sempre sorrindo, oferecendo flores... mas dentro do ashram algumas eram um pouco rudes e implicantes... com a roupa da gente, falavam que estava transparente, que eu tinha que prender o cabelo, etc, mas eu me divertia até quando elas estavam chamando minha atenção, achava muito engraçado elas falarem às vezes que minha roupa estava transparente, eu falava que para mim elas estavam peladas, com a barriga toda de fora, enquanto eu, estava tampada do pescoço até os pés, pois só usei kurta. Ah, algumas indianas são bem folgadas, se a gente não ficar esperta sentam no nosso colo, na fila do mercado entram na nossa frente na maior cara de pau, mexem nas compras que estão na sexta, muito engraçado.
Outra coisa que observei lá e que vc fala muito, é que às vezes nós ocidentais que vamos até aí ver Sai Baba somos "mais espiritualizados" do que os próprios indianos que estão no ashram, acho que nós ocidentais temos mais acesso aos ensinamentos de Baba do que os próprios indianos, pois muitos se comportam (dentro do ashram claro!) de forma completamente contrária aos seus ensinamentos!! Também entendi porque outro dos 10 princípios Dele é com respeito a manter a nós e nossos lares limpos, pois percebi que muitas mulheres tinham um cheiro bem forte. Claro que reparei nos pés também, é que como não gosto muito de pés, passei a gostar muito menos depois que vi os pés das indianas! Elas praticamente não usam calçados.
Mas mesmo observando todas as diferenças, que realmente são enormes eu amei a Índia, foram dias incríveis e inesquecíveis, me sentir super bem aí, quando vim embora chorei muito no aeroporto, me deu uma dor no coração!
Quero muito voltar pra ficar mais tempo, e viajar pela Índia, conhecer vários lugares, agora aprendi, a próxima vez que eu voltar aí, vou fazer turismo antes de ir ver Sai Baba, pois sei que se eu for para lá direto não vou querer sair de lá!
Quando eu voltar quero ver arquitetura, templos, palácios, rituais, quero ver a Índia encantadora, colorida, quero ser turista mesmo, a parte realista prefiro conhecer no seu blog!!! rsrsrs
Outra coisa que não tem como não perceber na Índia é a super população, talvez por isso os problemas sociais aí são tão visíveis, é gente demais, parece um formigueiro, até na estrada, onde não tem nada, tem gente andando!
Acho que só estranhei a forma como homem e mulher convivem aí, pois realmente é muito diferente, os casais não se tocam, ficam distantes!!
Querida é isso, viu!!!
Liliana
23 de junho de 2006
Sai Baba & Band-Aid

Nâmaskar
Para Carla do Rio, a Graça, a Tayhta de Portugal e demais devotos do Baba, aqui estão os links dos vídeos dele.
***
Pois é, calor de 40 graus... chinelo novo... resultado... bolha no pé!
Abro o Band-Aid e... SUSTO!!! O treco é marrom bem escuro!! Lógico... cor da pele de indiano!!!! Burra, como não pensei nisto!!! Na África centro-sul será preto o Band-aid "cor da pele"????
http://www.youtube.com/watch?v=ozC3InCor7E (filme longo – 1 hora)
http://youtube.com/watch?v=Kk14ho-8VxM
http://youtube.com/watch?v=S4RAn_h9Bv8
http://youtube.com/watch?v=tyeaJpD8Jwg&mode=related&search=
http://youtube.com/watch?v=JPvbkzA9CO4&mode=related&search=
http://youtube.com/watch?v=w3rFeSoFjHY&mode=related&search=
Incredible India!
OM Shanti
20 de junho de 2006
Encantador de Serpentes

Nâmaskar
Que bom que vocês estão adorando os filminhos do grupo Indi(a)gestão no You Tube www.youtube.com/group/indiagestao
Ontem eu acrescentei MUITOS filminhos do Sai Baba realizando “materializações”, mesmo para quem não é devoto vale a pena assistir.
Agora aqui só se fala da Copa do Mundo de Futebol.
Os atentados terroristas continuam na região da Caxemira e ontem mais 16 pessoas se foram dessa pra melhor.
Rahul Mahajan, filho de um famoso político que morreu assassinado pelo próprio irmão, cheirou todas na semana passada e teve uma overdose. O amigo e secretário morreu na hora mas ele sobreviveu, saiu do hospital, foi pra cadeia mas já está em casa; e como sempre aqui na Índia, tudo acabou em massala!!!
A mídia tentou desesperadamente fazer com que o cara fosse preso e servisse de lição, mas contra certos partidos políticos e certas pessoas envolvidas no tráfico de drogas, nunca dá em nada e a impunidade continua...
Agora virou moda os rapazes jogarem as moças dos poucos prédios altos que temos aqui para parecer que foi suicídio invés de assassinato. Já houveram dois casos assim e a tendência parece continuar. A polícia sempre prefere dar o caso como suicídio pra não ter que ficar fazendo investigações. Mas ainda o modo mais comum dos indianos para matar as mulheres é jogar-lhes querosene e atear fogo. Tem uns que preferem não matar e só jogam ácido pra desfigurar a coitada... Esta é a espiritualidade dos homens indianos!
Respondendo a pergunta da Tatiana: Sim, ainda há muitos encantadores de serpentes aqui, porém são pessoas acima dos 40 anos de idade pois o pessoal mais novo não quer seguir a profissão, até porque apresentações públicas com animais não são mais oficialmente permitidas por lei (só no papel mesmo!) e os ativistas em defesa dos animais não dão trégua. Mesmo assim encontra-se em todos os cantos da Índia, eu mesma já vi show de macacos, cobras e na estrada tem até urso!!!!
Incredible India!
OM Shanti
17 de março de 2006
Sai Baba

17/03/2006
Nâmaskar
Hoje estou atendendo ao pedido da Carla carioca. Ela quer saber como os indianos vêem o Guru Sai Baba.
Para poder responder eu tive que perguntar aos indianos, eles me disseram o seguinte:
Há uns anos atrás Sai Baba foi um grande fenômeno por aqui e adquiriu inicialmente inúmeros devotos indianos. Atualmente o número de devotos indianos caiu consideravelmente. Esta queda teve origem em controvérsias envolvendo o Guru.
Certo dia o senhor Sargar que é mágico, foi a uma reunião do Guru e observou atentamente seus truques. Na ocasião o Guru materializava doces e os dava as pessoas como prasad (comida benta). O mágico voltou em outra reunião, desta vez preparado. Ao receber um doce das mãos do Guru, o mágico fez o mesmo truque de mágica e deu outro doce ao guru. Sai Baba ordenou aos seguranças para retirarem o mágico da platéia imediatamente e proibiu sua entrada permanentemente. Sai Baba não gostou nada de ver o mágico fazendo o mesmo truque que ele fazia. Desde então Sai Baba deixou de fazer o truque dos doces.
Em outra ocasião Sai Baba foi questionado por que não materializava objetos maiores que sua mão, como por exemplo um melão ou uma bola de futebol. Atualmente o Guru produz somente a mágica da cinzas com as mãos e não realiza mais o truque do pote de cinzas.
Um time de especialistas e cientistas da universidade de Bangalore e outras instituições quiseram estudar o Guru para provar sua veracidade. Como ele se recusou a se submeter a qualquer teste, acabou sendo desacreditado e perdeu muitos devotos. Os devotos tinham certeza que ele faria os testes e provaria sua santidade, quando ele se recusou, os devotos se decepcionaram muito e viram que realmente seus truques eram somente mágica de palco.
Passado o período e controvérsias das mágicas, novamente o Guru se viu envolto em problemas, desta vez de natureza sexual. Nesta ocasião o número de devotos indianos já havia caído e o número de devotos estrangeiros estava aumentando.
Sai Baba foi acusado não somente por um, mas por vários rapazinhos de te-los molestados sexualmente ou de ter pelo menos tentado. Foi um grande escândalo por aqui, saiu em todos os jornais, revistas e noticiários de TV e mais uma vez uma grande decepção para seus devotos.
O caso não chegou a ir à julgamento pois acordos financeiros foram feitos e os casos acertado sfora dos tribunais.
Neste últimos 5 anos o guru não se envolveu mais em escândalos, tudo anda calmo e ele agora se dedica a auxiliar os necessitados e construiu escolas e um hospital no sul da India. Seu enfoque mudou, ele já não quer mais e não precisa mais estar na mídia. Os devotos estrangeiros custeiam suas necessidades e de sua organização.
Eu nada posso dizer, nunca estive no sul da Índia e não o conheço pessoalmente. A única coisa que temos em comum é o fato de morarmos no mesmo país e termos o cabelo ruim!
Incredible India!
Om Shanti
23 de fevereiro de 2006
Beatles e Maharishi

23/02/2006
Nâmaskar
Tendo conhecido pessoalmente o guru Maharishi Mahesh Yogi e os Beatles, Deepak Chopra explica que o que na verdade ocorreu foi que os Beatles juntamente com Mia Farrow estavam usando drogas e tomando LSD dentro do ashram de Maharishi aqui na Índia e o iogue ficou muito indignado com isso e pediu para eles irem embora.
Os rapazes foram para os Estados Unidos onde começaram a espalhar boatos maldosos contra Maharishi. John Lennon, irritado por não poder se drogar tranqüilamente como queria chegou até mesmo a escrever uma pequena canção falando mal do iogue “Sexy Sadie, what have you done / you made a fool of everyone.”
Os Beatles levantaram calúnia contra o iogue acusando-o de ter feito uma proposta indecente (homossexual) para um amigo deles, mas na verdade o iogue deu uma cantada em Mia Farrow, segundo Deepak Chopra. Depois disso, virou moda acusarem os iogues indianos de molestação homossexual como aconteceu em 2000 com Sai Baba.
Os Beatles são vistos pelos indianos como os iniciadores do fluxo de ocidentais hippies/mochileiros que vinham/vem para Índia em busca do nirvana.
Naturalmente, drogando-se tanto as pessoas acabam tendo diversas “experiências espirituais”, visões e outras manifestações; daí a Índia ter ganho fama na década de 60 e 70 de país espiritualizado.
Atualmente ainda se pode encontrar o pessoal do cachimbo da paz especialmente em Goa e no Nepal. Tem uns que gostaram tanto da coisa que ficaram por aqui, nunca mais voltaram para seus países de origem. Eu moro aqui, mas não é por causa disso não ;-) rsssssssss
Como todos sabem o principal produto de exportação da Índia na época do império britânico era o ópio; e seu principal consumidor, a China. No museu nacional de Kolkata (http://www.indianmuseum-calcutta.org/) pode-se ver grandes bolas de ópio em exibição. Portanto nada mais natural do que ter 4 jovens britânicos vindo para cá ... só não precisavam ter exagerado e se drogarem dentro do ashram do guru! Que falta de respeito!!
Incredible India!
OM Shanti


