7 de junho de 2007

Boas Novidades sobre Gandhi


Nâmaskar

Viu como foi fácil ler o resumo detalhado da Autobiografia de Gandhi. Você leu 2 páginas por dia em 12 dias, ou seja, você leu um total de 24 páginas e agora já sabe um pouco mais sobre Gandhi.


Você sabe que ele fez questão de mostrar em sua Autobiografia a pessoa que ele realmente era. Um homem comum com erros e defeitos como qualquer um de nós.


Gandhi foi um jovem que fumava escondido, que pensou em se suicidar, que roubava dinheiro do empregado, que comia carne e que superou todas estas tolices juvenis.


Gandhi foi um homem que abusava emocionalmente da esposa;

um homem que não suportava o analfabetismo da esposa;

um homem que negou educação formal aos filhos proibindo-lhes de irem a escola;

um homem que fazia experiências com lamaterapia e alimentação;

um homem que praticava jejum e greve de fome;

um homem dividido entre o beber e o não beber leite;

um homem que de tarado virou celibatário;


um homem que reclamava da comida inglesa mas que anos mais tarde passou a comer sem sal, sem tempero etc.;


um homem que foi expulso do trem na África do Sul por estar na primeira classe e que só andava de primeira classe e passou a andar só de terceira classe;


um homem que gostava de roupas inglesas finas com direito a gravata e cartola e que passou a andar semi-desnudo, com um tecido que ele mesmo fazia;


um homem que gostava de higiene e limpeza e que sofria ao ver os hábitos de sujeira e imundice dos indianos;


um homem que gostava de latrinas limpas;


o homem que criou o movimento Satyagraha que pregava desobediência civil, não-violência e boicote aos produtos ingleses;


o homem que apesar de ser advogado tentava ser honesto;


o homem que lutou pelos indianos esquecidos na África do Sul e mais tarde lutou pela independência da Índia.


o homem que tinha um amor secreto mas que ficou com a esposa.


Gandhi foi um homem que lutou com seus demônios internos e conseguiu domá-los ou domestica-los. Ele não foi perfeito, mas buscava a perfeição. Ele não nasceu santo, mas através de suas batalhas internas e externas foi ao longo dos anos e especialmente nos últimos 20 anos que antecederam sua morte, foi lentamente se santificando. Gandhi foi uma “metamorfose ambulante” como diria Raul Seixas; sempre se modificando, sempre se reinventando, sem medo de largar velhos conceitos e atitudes e formar novos hábitos e modo de vida.


Para mim, Gandhi ultrapassa a simples luta pela independência de seu país, para mim ele é uma lição de vida que deve ser lida, estudada e se possível seguida.


Fiquei muito feliz quando recebi dois emails de pessoas diferentes dizendo que já compraram a Autobiografia de Gandhi traduzida para o português e que já estão lendo. E mais feliz ainda por ter dado a oportunidade à pessoas de conhecerem um pouco mais sobre esta figura peculiar da história contemporânea da Índia.


Eu fiz algumas enquetes e descobri que a maioria das pessoas sequer sabiam que Gandhi havia escrito diversos livros e muito menos sua Autobiografia. Estas pessoas simplesmente o admiravam sem saber nada sobre sua vida. Para mim a vida de Gandhi é preciosa demais para passar em branco. Ele foi um excelente exemplo de como todos nós podemos superar nossos obstáculos interiores e nos modificarmos se nos dedicarmos sinceramente a esta missão.


Hoje trago uma boa notícia para você que é fã de Gandhi.


O Partido Congressista ao qual Gandhi fazia parte, organizou a Conferência Satyagraha, onde a presidente do partido, Sonia Gandhi pediu para que sejam tomadas medidas para transformar o aniversário de Gandhi, dia 2 de outubro, no Dia Internacional da Não Violência.


Sonia Gandhi escreveu ao secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon solicitando que ele fizesse uma declaração às Nações Unidas.


Sonia Gandhi e Manmohan Singh, o atual Primeiro Ministro da Índia, também escreveram para Luiz Inácio Lula da Silva e outros lideres solicitando apoio. Até agora, 114 países já disseram que concordam em tornar o dia 2 de outubro, aniversário de Gandhi, no Dia Internacional da Não Violência. Agora é só torcer para que seja oficializado!


E por falar em Lula, anteontem fui me despedir dele na embaixada do Brasil aqui em Delhi.


Ele está mais magro desde a última vez em que o vi em 2004 e mais sensível.

Lula ficou emocionado ao receber o prêmio Nehru do governo da Índia pois além de ser a mais alta honra dada pelo governo indiano, poucos até hoje, ganharam este prêmio.


Em março de 2008 será realizado o “Ano do Brasil na Índia” e no final de 2008 será a vez do “Ano da Índia no Brasil”.


Om Shanti