Mostrando postagens com marcador tantra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tantra. Mostrar todas as postagens

26 julho 2008

Americano vira Canibal na India


Namaskar

“Bebes sao tenros e fresco de se comer mas a carne de pessoas idosas tem uma textura de madeira” estas sao as palavras de Gary Stevenson, um canibal americano que mora na India e naturalmente pertence ao grupo dos Aghoris.

Gary carrega consigo o cranio de uma menininha que ele mesmo, orgulhosamente informa, ter retirado do rio Ganges com as proprias maos. “A carne humana tem sabor de porco e os dedos das maos sao as partes mais suculentas”.

Veja video da National Geographyc (em ingles)

http://video.nationalgeographic.com/video/player/places/countries-places/india/india_aghoris.html

Gary Stevenson nasceu em Houston, Texas e passou muito tempo viajando pela India em busca de iluminacao espiritual ate acabar simpatizando com o modo de vida dos Aghoris.

Os Aghoris sao devotos de Shiva e moram em tumbas e cemiterios utilizando ossos de cranios humanos como pratos para comer e beber. Estes hindus radicais tambem sao conhecidos como tantricos e existem desde 1000 A. D.

Gary Stevenson adotou o nome de Kapal Nath desde que virou um Aghori e passou a viver de alimentar-se de carne humana.

Os Aghoris concentram-se as margens do rio Ganges de onde “pescam” os corpos flutuantes dos defuntos para se alimentarem. Naturalmente que a maior concentracao esta na cidade de Varanasi, de onde coincidentemente muitos turistas mochileiros desaparecem todos os anos para nunca mais serem encontrados.

Gary Stevenson esta na lista de procurados do FBI pois eles creem que muitos dos turistas mochileiros americanos que desapareceram em Varanasi possam ter sido sacrificados ritualisticamente e virado comida na boca dos Aghoris.

Incredible India!

Om Shanti


21 março 2008

Ibira na India - Parte 9

(Fila para entrar no Taj Mahal, que durou quase uma hora por causa do desrespeito dos indianos que furam fila)
(Estrada Nacional, perto de Kolhapur, Maharashtra)


Hoje o meu relato nao sera um relato. Ao escrever meus depoimentos passados deixei de lado alguns detalhes, simplesmente porque esqueci de conta-los. Nao sao muitos, mas sao coisas muito importantes de se contar a respeito da vida indiana, do cotidiano e da cultura desse pais. Algumas outras coisas eu cheguei a comentar no primeiro e/ou segundo relato, mas que se repetiram ao longo dos meus primeiros 17 dias de viagem, quando encerrei meu oitavo depoimento. Entao algumas dessas coisas eu tambem apenas repetirei para que voces nao se esquecam que essas coisas acontecem rotineiramente na vida indiana comum.

Bom, vou comecar ainda pelo aeroporto de Londres, onde fiz escala para vir a India. Minha viagem a esse pais comecou, na verdade, la, no Terminal 4 do aeroporto de Heathrow. Ao descer no terminal, onde ficaria cerca de duas horas e meia, me assustei com a quantidade de indianos por todos os lados. Nao so havia indianos andando para todos os lados, embarcando para todos os destinos, mas tambem em todas as lojas do terminal (que parecia um shopping) havia indianos como vendedores e/ou gerentes. Foi um absoluto susto inesperado – eles realmente dominam o Terminal 4.

Depois de ja estar aqui na India e passar pelo susto do primeiro dia de Mumbai, minha primeira situacao embaracosa em termos de diferencas culturais foi na vila de Parshuram, na casa do Sankalp. Nao tem a ver com comer com a mao no chao, tomar banho de baldinho ou fazer coco no buraco e limpar-se com a mao. Tem a ver a pos-refeicao. Na primeira noite em Parshuram jantou conosco a vizinha do Sankalp, uma senhora de cerca de 60 anos ou mais. Ao terminarmos a janta, ela me solta um belo de um arroto. Foi o primeiro que ouvi, e foi extremamente dificil de segurar a risada. Ainda por cima porque ali estava tambem minha amiga brasileira – eu sabia que se eu olhasse para a cara dela eu morreria de rir. Numa outra oportunidade a cena se repetiu e, inafortunadamente, olhei pra minha amiga. Eu sabia, nao podia olhar pra ela. Nos dois percebemos que nao podiamos ter olhado um ao outro e, alguns segundos passados, falamos qualquer coisa para nos dar qualquer motivo para que caissemos na gargalhada. E caimos. A situacao foi bem embaracosa, mas acho dificil que tenham desconfiado o motivo de nossa gargalhada. E depois quando ouvi umas, digamos, flatulencias... embora em menor intensidade que os arrotos, os famigerados “peidos” tambem acontecem...

Ainda em Parshuram presenciei outra cena que me chocou um bocado, e que vi pelo resto da India, em todas as casas. A limpeza do chao eh feita com um ramo de alguma palha, mas geralmente eh sem um cabo longo, o que obriga a mulher (porque praticamente somente elas fazem isso) ficar absolutamente encurvada. Nao so bastasse isso, ate hoje nao vi rodo aqui na India, o que significa que, quando passam o pano molhado no chao, fazem com os proprios bracos, com as pernas esticadas e as costas dobradas para frente. Nao eh a toa que eh muito comum encontrarmos idosas completamente corcundas por aqui.

Depois, ja em Ashta, um dia vimos num barranquinho um cranio humano com dois ossos cruzados na frente – aquela imagem famosa dos piratas – e uns potes com algumas coisas. Era uma cena bem semelhante a nossa macumba. A explicacao que me deram daquilo coincidiu exatamente com os objetivos da macumba, o que nao esperava haver na India. Apenas depois que vim a saber que isso esta relacionado a uma manifestacao do Tantra.

Outra coisa que ja falaram em depoimentos varios por aqui, mas que vale a pena repetir, eh o tal balanco de cabeca indiano. Ao dizer sim, balancam a cabeca para os lados, mais ou menos como nosso nao, mas mesmo assim diferente. Quanto mais ao sul mais intenso eh esse balanco. Em alguns momentos isso pode gerar confusao, mas no fim das contas ate a gente acaba pegando o jeito. Alias, recomendo a todos que forem passar mais tempo na India a se adaptarem com os jeitos, gestos e sotaques locais; so assim eh possivel ser menos enganado e mais compreendido. E a viagem fica muito mais divertida.

Como rodei por muitos lugares, seja sozinho, seja com amigos locais, seja por vilas inexploradas, seja por locais turisticos, vi muitas estradas diferentes. Mas todas, absolutamente todas, nao merecem reclamacoes. Em muitas estradas enfiadas no meio do nada, absolutamente nao turistica e que so servem para os agricultores pobres locais, havia asfalto em perfeitas ou boas condicoes. As estradas nacionais sao bem conservadas, embora nao tao largas e boas quanto algumas do estado de Sao Paulo, no Brasil. Algumas dessas estradas, inclusive, sao de concreto. Nas cidades nao posso reclamar das ruas. De forma geral o asfalto eh excelente e muitas vezes eh tambem de concreto. Claro que ha muito transito nas cidades maiores, mas nada muito diferente de Sao Paulo. Mumbai eh disparado a pior cidade da India em termos de transito, mas ainda assim insisto, nao esta longe de Sao Paulo. Embora o transito possa parecer mais caotico ainda que Sao Paulo, o que ocorre eh que eles se entendem e as coisas acabam fluindo. O problema eh para nos ocidentais que nao entendemos e achamos ser caotico e absurdo.

Eu tinha reparado logo no comeco que os monumentos historicos nao eram muito bem conservados, ou que a conservacao era feita de maneira diferente da que a gente esta acostumado no ocidente. Isso eh fato e fui ter certeza quando cheguei aqui em Delhi, cidade com inumeros monumentos. Deixarei para falar mais sobre isso nos relatos que se seguirem, ja sobre minha estada em Delhi.

So pra relembrar, praticamente em todas as casas indianas deve-se tirar o sapato. Dependendo da familia e da tradicao, se dermos dois passos dentro da casa com sapatos estaremos cometendo uma tremenda ofensa. Em relacao aos templos, nao ha excecao; seja templo hindu, seja sikh, muculmano ou budista, em todos deve-se tirar os sapatos. Nesses casos, eh de grande valia vir para a India com uma papete, justamente para essas situacoes todas que se repetem sempre. Eh um tanto desagradavel, e chega a ser ate um mico, ficar desamarrando o sapato, tirando a meia, e depois colocando a meia de volta e amarrando o sapato em cada uma dessas situacoes.

Outra coisa importante: ao vir a India todos devem estar preparados para serem revistados em todos os lugares possiveis. Isso comecou comigo no aeroporto e so vai terminar no aeroporto de novo, na hora de ir embora. Tem lugares, templos muito importantes, por exemplo, que sao feitas tres revistas na gente, alem de termos de abrir malas e mochilas que estivermos carregando. Ja fui revistado em entrada de fortes, templos, mesquitas, ruinas, metro, cinema... tudo por causa do terrorismo que hora ou outra resolve atacar por aqui...

Agora vou dizer uma coisa importante que pode ser dificil para alguns escutarem. Como eu disse logo no meu primeiro ou segundo relato, ao vir a India eu decidi que estaria aberto a experimentar tudo aquilo que viesse no meu caminho, procurando viver a verdadeira vida indiana e assim (tentar) compreende-la. Eu de fato fiz o maximo que pude neste sentido, e continuo fazendo ate hoje. Percebi que vir a India como um turista normal faz nao eh suficiente para revelar o que eh este pais e este povo – e dai os comentarios grossos e preconceituosos sobre a India acabam facilmente surgindo. Ficar em hotel cinco estrelas, andar sempre de taxi e ir somente em lugares realmente turisticos, a la Taj Mahal, vai mostrar uma India bonita para turista ver, mas o resto da sociedade em volta nao se esconde. Por isso esse pais choca tanto, porque as pessoas vem para consumir monumentos e nao para entender uma sociedade milenar, por mais estranha que possa parecer pra gente. Ficar numa bolha pode ser confortavel, mas nao nos da o direito de criticar. E afinal, eles tem no minimo 5 mil anos e nos 500. Eles tem 1,2 bilhoes de pessoas, enquanto que a populacao do Brasil eh apenas a virgula deles.

Por fim, apenas gostaria de dizer a respeito de uma coisa que fui obrigado a me adaptar, mas com muita relutancia e ate hoje fico triste com isso. O indiano comum eh muito mal educado; mesmo que seja ele bem educado, e conosco seja muito atencioso e respeitoso, socialmente ha muito desrespeito. Nao se fala obrigado e por favor, por exemplo, mas isso eh o de menos. Em locais em que deveriam haver filas elas simplesmente nao existem porque todos querem chegar na frente; nao se trata nem de furar fila (o que tambem acontece), mas o que ocorre eh que todo mundo vai na frente ao mesmo tempo. O resultado eh que nos, ocidentais, tentando esperar a nossa vez, acabamos esperando o dia inteiro se tambem nao nos metermos na frente dos outros, desrespeitando ordem, genero e grau. Ate hoje ainda reluto comigo mesmo, mas eh inevitavel nao ser como eles nesses momentos se eu realmente quero aproveitar as coisas da India. Isso ocorre tanto em locais como metro, quanto em locais como templos extremamente sagrados.

Om Shanti Om

01 agosto 2006

Francês Chapado & Sacrifício Tântrico


Nâmaskar

Em Bhubaneswar, Orissa, um garoto de 8 anos de idade foi sacrificado pelo pai tantrico num altar de magia negra no meio da floresta. Kanhu Pradhan de 38 anos já foi preso pelo assassinato do filho depois que a mãe do garoto foi a polícia procurando pelo filho desaparecido. O pai-assassino disse ter recebido ordens de “Ma” (deusa) para fazer a oferenda de sacrifício. Antes de matar o próprio filho Kanhu Pradhan matou um bode também como parte da oferenda. A polícia já localizou todos os pedaços do garoto e a arma usada para o esquartejamento.

O que mais me impressiona nesta notícia não é o fato do sacrifício humano infantil pois isso é comum aqui na Índia, mas sim o fato de a vida do filho estar em pé de igualdade com a vida do bode. Incredible India!

Desde que o governo indiano lançou a campanha oficial de turismo com o slogan “Incredible India”, nós estrangeiras moradoras aqui sempre falamos ‘Incredible India’ quando nos chocamos ou nos irritamos com algo. Outro dia até mesmo meu marido indiano não agüentou e soltou um “Incredible India”!

Você assistiu aquele filme do Spielberg com o Tom Hanks que ele fica preso um tempão dentro do aeroporto de Nova York. Ele não pode sair e fica morando no aeroporto?? Pois é, aconteceu algo parecido aqui no aeroporto internacional de Delhi. Um cidadão francês super “embriagado” foi considerado “unsafe” (não seguro) para ser aceito por nenhuma linha aérea, para ser transportado a Londres.O francês “bêbado” veio do Nepal, fez escala em Delhi e de Delhi deveria ir pra Londres, mas como o cara tinha cheirado todas no Nepal ele estava fora de controle.
Ele bateu num passageiro da primeira classe, jogou cerveja numa senhora, ficava bloqueando as passagens e escada rolantes etc. Como nenhuma companhia aérea quis transporta-lo para Londres alegando falta de segurança pois o bêbado/drogado com certeza causaria problemas dentro do avião, e francês ficou mofando por 3 dias no aeroporto, onde ele aprontou MUITAS cenas e incomodou MUITAS pessoas.
A polícia disse que ele se manteve bêbado constantemente durante os três dias que ficou no aeroporto de Delhi. Finalmente a empresa aérea que o trouxe do Nepal pra cá, foi forçada a leva-lo novamente de volta ao Nepal. A Air Sahara levou uma repreensão por ter deixado o fulano embarcar bêbado de Nepal para Delhi e portanto deve de leva-lo de volta ao Nepal.

O aeroporto internacional aqui já é uma birosca, mal organizado e fedido, NãO precisamos de um fulano chapado enchendo o saco dos passageiros!

Incredible India

OM Shanti

21 julho 2006

Bigodon


Namastê

Caros leitores do nosso querido Indi(a)gestão, o bloqueio aos blogs na Índia é por tempo iderminado, mas já descobri como visualizar o blog e portanto burlar este bloqueio ridículo.

Basta entrar em um dos websites abaixo e colocar o website do nosso blog http://www.indiagestao.blogspot.in/ e dar um “enter’. Agora finalmente poderei ver o blog e as postagens que com certeza irão continuar diariamente como sempre.

Anote aí os websites para visualizar blogs bloqueados e banidos:
http://www.pkblogs.com/
http://www.anonymouse.org/

Em fim, sempre se dá um jeitinho :-) Se até eu que sou leiga em informática consigo, imagine só os terroristas!!!!


Vamos as notícias...

“Moonch hee mard ki pahchaan hoti hai” traduzindo, “Bigode é sinal de masculinidade”. Estas são palavras do major Mangal P. Pal conhecido na cidade de Lucknow por seu bigodão bem cuidado. (Agora já se sabe porque 95% dos homens indianos tem bigode.

Este major do 35º Batalhão de Infantaria vai passar a receber 50 Rúpias por mês de incentivo para que possa continuar mantendo seu bigode. A tradição dos policiais de manter um bigodão começou na época da colonização inglesa.

Os ingleses incentivavam os soldados a terem grandes bigodes, naquela época eles recebiam 5 Rúpias para manutenção do bigode, na década de 70 subiu para 15 Rúpias e depois de um período de 10 anos sem este incentivo, agora recomeçou novamente este ano com um valor de 50 Rúpias.
E eu pago 100 Rúpias para depilar o buço!! Vou deixar o danado crescer, quem sabe ganho um dinheirinho com ele ;-)

Na cidadezinha de Lalkuna no estado de Uttaranchal um menino de 9 anos de idade foi morto por um curandeiro tântrico. O fulano bateu tanto no guri a pretexto de o exorcizar dos maus espíritos que o coitadinho morreu de tanto apanhar. Barkat Ali, o tantrista assassino é muito conhecido na região por praticar magia negra.

Incredible India! (slogan do governo indiano)

OM Shanti


.

01 maio 2006

Respostas


Nâmaskar

Início de mês, tempo para responder perguntas…

LUCIANA: As crianças de rua no geral não são órfãs ou abandonadas, elas tem pais que as exploram e as põem pra trabalhar e pedir esmola. Umas usam muletas falsas e se vc não lhes der dinheiro elas saem andando com a muleta na mão!
Os órfãos são no geral meninas pois ninguém as quer. A instituição mais séria no ramo de orfanato e onde é fácil de se adotar uma menina é a da Madre Teresa que fica em Kolkata. Tem muitas crianças lá esperando adoção.

KARINA: Quero que saiba que realmente estou muito feliz com sua participação no blog. Seus comentários sobre o Paquistão são esclarecedores. Eles complementam as postagens e nos permite ter uma melhor e maior visão do “subcontinente” como são chamados os países do sul da Ásia. Obrigada!!

KARINA_2: Os indianos não ouvem MP3 nem ficam tocando músicas deliberadamente nos celulares. O que todos temos aqui é música de chamada, ou seja, quando alguém te liga, teu celular toca uma música. A música Aquarela do Brasil é muito conhecida aqui e certa vez durante a cerimônia religiosa de casamento hindu de uma pessoa que conheço o celular do sacerdote hindu, que realizava a cerimônia, tocou bem no meio da cerimônia e a música era Aquarela do Brasil. Todas nós achamos engraçada a coincidência pois o casório era o de uma brasileira!

RINAT: Como vc já sabe eu gosto muito dos filmes da Deepa Mehta pois ela tem coragem de falar de tópicos que os indianos preferem fingir não existir. Na minha opinião da trilogia Fogo, Terra e Água o melhor sem dúvida é o Terra, em segundo lugar o Fogo e por último o Água. Na verdade o filme Água foi muito decepcionante para mim, muito fraco e fugiu muito da realidade. Creio que ela pegou leve com medo das ameaças que recebeu. Pensei que ela fosse mostrar a realidade atual da viúvas que moram em Veranasi. Mas pelo menos o filme tem o delicioso John Abraham, que é um colírio com certeza!

ANA, DUELLIO, JACKSON, LULY e MELISSA: Agradeço muito os elogios feitos ao blog. Sabe Melissa, eu assisto filmes indianos em hindi, bengalês e até telegu, não entendo NADA, mas me divirto do mesmo modo!

ELCI: Não sei ao certo o que vc quer saber sobre Tantra e Tantrismo. A única versão que conheço é a da Índia, que é bastante rudimentar e barra pesada. Me informaram que a versão ocidental é uma coisa muito mais light e adaptada ao gosto ocidental. Por favor faça uma busca na Internet para saber mais.

Om Shanti

28 abril 2006

Original em inglês


Namaskar

Quero deixar claro que NãO fui eu quem escreveu a matéria sobre o sacrfício tântrico.
Foi uma reporter indiana correspondente da BBC.

Eu NãO fico sentada aqui com imaginação fértil criando estórias nojentas como esta. Eu me limito somente a repassar e dar minha opinião.

Vocês ha centenas de kilometros daqui ficam chocados, imaginem o que é para mim ter que conviver com isso aqui tão perto e dia-a-dia.

É triste ver a realidade indiana toda vez que eu ponho o pé pra fora de casa. E mesmo sofrer com a falta de luz e água dentro de casa. Ver gente mutilada pela lepra em cada esquina etc.

Infelizmente o tantrismo aqui atualmente e já há anos é algo do mau. Muito ruim mesmo, e muito longe da explicação dada pelo Júlio. É triste ver como tudo é deturpado em benefício do interesse de uma minoria.

Em fim, quero agradecer a participação de todos e dizer que fico muito feliz ao ver vocês comentando o comentário uns dos outros.

Jaya

Sandra


Horror of India's child sacrifice

By Navdip Dhariwal BBC correspondent, northern India

Akash's mother found her son's mutilated body

In India's remote northern villages it feels as if little has changed. The communities remain forgotten and woefully undeveloped, with low literacy and abject poverty.
They are conditions that for decades have bred superstition and a deep-rooted belief in the occult.
The village of Barha in the state of Uttar Pradesh is only a three-hour car drive from the capital Delhi. Yet here evil medieval practices have made their ugly presence known.
Lured with sweets
I was led by locals to a house that is kept under lock and key. They refuse to enter it.
"They [the tantrics] play on people's fears and superstitions - it is crazy"
S RajuCampaigning journalist
Peering through the window bars you can see the eerie dark room inside, with peeling posters of Hindu gods adorning the walls and bundles of discarded bed clothes.
In one corner is the evidence we had come to find: blood-splattered walls and stained bricks.
It is the place where a little boy's life was ritually sacrificed.
Those who tortured and killed Akash Singh did so in a depraved belief - that the boy's death would offer them a better life.
"The woman who did this was crazed," the villagers say. "Akash was friends with all our children... We still cannot believe what happened here."
Akash's distraught mother discovered her son's mutilated body. The family was told he was lured away with sweets and begged his captors to set him free.
"First they cut out his tongue," his grandmother Harpyari told me. "Then they cut off his nose, then his ears. They chopped off his fingers. They killed him slowly."
'Profiting from fear'
The woman who abducted Akash lived just a few doors away. She claimed to be suffering from terrible nightmares and visions.

Those suspected of killing Akash Singh are in jail
It was then she turned for guidance to a tantric, or holy man. It was under his instruction that she brutally sacrificed the boy - offering his blood and remains to the Hindu goddess of destruction.
There are temples across India that are devoted to the goddess. Childless couples, the impoverished and sick visit to pray that she can cure them.
Animal sacrifice is central to worship - but humans have not been temple victims since ancient times.
We were met with a hostile reception at the temple in Meerut. The high priest did not want us to see the ritual slaughter.
Tantrics like him clearly have an overwhelming grip on their followers. Often they are profiting from people's fears. In extreme cases others have instructed their followers to kill.
Crackdown campaign
S Raju is a journalist for the Hindustan Times and has been reporting on child sacrifice cases since 1997 in western Uttar Pradesh. He has reported on 38 similar cases.
In one incident he says a tantric told a young man that if he hanged and killed a small boy and lit a fire at his feet the smoke from the ritual could be used to lure the pretty village girl he had his eye on.
He has been campaigning for a crackdown on the practice of tantrics, alarmed at what he has seen.
"The masses need to be educated and dissuaded from following these men," he said. "They play on people's fears and superstitions - it is crazy."
Unreported
We visited the jail where those accused of murdering Akash were being held.
The prison warden told us of over 200 cases of child sacrifice in these parts over the last seven years.
He admitted many of the cases go unreported because the police are reluctant to tarnish the image of their state. He told us incidents of child sacrifice are often covered up.
Many of those killers are behind bars - but, chillingly, others poisoned by the same sinister beliefs remain at large.

OM Shanti

26 abril 2006

Sacrifício Tântrico



Namastê

A reportagem abaixo NãO fui eu que escrevi, é da indiana Navdin Dhariwal correspondente do norte da Índia para a BBC de Londres. Esta notícia me foi enviada por uma amiga brasileira e leitora do blog. Obrigada minha querida!

O Horror dos Sacrifícios de Crianças na Índia

Nas vilas remotas do norte da Índia nada mudou. As comunidades continuam esquecidas, não desenvolvidas, analfabetas e em miséria profunda.

Eles são muito supersticiosos e acreditam no oculto.

A vila de Barha no estado do Uttar Pradesh fica a três horas de carro da capital do país, Nova Delhi. Mesmo assim suas práticas medievais diabólicas tem mostrado sua face.

Atraído com doces

As pessoas locais me levaram à uma casa que fica trancada com cadeado. Eles recusam-se a entrar.

Olhando pela fresta da janela da pra ver no quarto escuro posters de deuses hindus nas paredes e roupas de cama jogadas.

Em um canto vejo a evidência que vim buscar, sangue espirrado nas paredes e tijolos manchados.

É o local onde a vida do pequeno menino foi ritualmente sacrificada.

Aqueles que torturaram e mataram Akash Singh acreditam que a morte do garoto lhes dariam uma vida melhor.

A mãe de Akash descobriu seu corpo mutilado. Alguém contou para a família que ele foi atraído com doces e que implorou para ser libertado.

Inicialmente eles lhe cortaram a língua .... (desculpe mas não vou escrever os detalhes macabros da mutilação do menino vivo, Indi(a)gestão), Eles o mataram lentamente.

Ganhando com o medo

A mulher que raptou Akash mora poucas casas de distância. Ela disse que estava sofrendo de terríveis pesadelos e visões.

Então ela procurou a ajuda de um homem santo tântrico. Foi por sua instrução que ela sacrificou o menino – oferecendo seu sangue e pedaços ao deus hindu da destruição.

Sacrifícios de animais é muito comum nos templos, mas sacrifício humano não tem ocorrido há muito tempo. (discordo, pois nos 6 anos que moro aqui já soube de outros 2 casos, Indi(a)gestão)

Os sacerdotes hindus em Meerut nos tratou com hostilidade pois eles não queriam que víssemos o ritual de sacrifício. Os tântricos (praticantes de Tantra) dominam muito seus seguidores. Eles lucram com o medo das pessoas.

O jornalista S. Raju do Hindustam Times vem fazendo reportagens em Uttar Pradesh desde 1997 e já reportou 38 casos similares....ele tem feito campanha pelo fim da prática do tantrismo....

Na prisão onde estão os acusados do assassinato de Akash informa que nos últimos sete anos houveram mais de 200 sacrifícios como este nessas bandas.

Ele informa que muitos casos não são reportados pois os policiais recusam a estragar a imagem do estado (Uttar Pradesh). Ele diz que comumente estes casos de sacrifícios são escondidos.

Alguns dos assassinos foram presos mas há ainda muitos soltos.

Estão chocados, não sabiam disso? Há tantas coisas da Índia que vocês não sabem...

Um detalhe que a jornalista indiana não contou é que são usados somente meninos em sacrifícios, pois meninas não servem pra nada mesmo! (ainda bem)
Quem tem filho tem que tomar MUITO cuidado!!

Os praticantes de tantra tem hábitos e rituais bizarros como beber em cuia feito de cérebro humano, sentar-se sobre corpos de defuntos e fazer lá só Deus sabe o que com o corpo, sexo coletivo (suruba), beber sangue e MUITAS outras coisas!!!! Mas não vou escrever sobre isso não. Quem quiser conhecer que venha ver com seus próprios olhos aqui na “espiritualizada” Índia.

Incredible India! (slogan do governo indiano)

Om Shanti