Este sal eh sagrado e eh usado nos rituais de puja e em tratamentos ayurvedicos.
20 julho 2007
Sal de Rocha Lahore
Este sal eh sagrado e eh usado nos rituais de puja e em tratamentos ayurvedicos.
16 maio 2007
Bharathanatyam (Dança Indiana)

Nâmaskar
Hoje temos a participação da Fernanda Desai que vai nos explicar um pouco sobre a dança indiana Bharathanatyam. A Fernanda é a dona da comunidade NATYADHARMA DANCA INDIANA do Orkut http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5769541 e do website http://www.freewebs.com/natyadharma/
Dança Clássica Indiana- Bharathanatyam
A dança clássica indiana Bharathanatyam é uma das mais antigas e populares formas de dança da Índia. É extremamente tradicional e conhecida por sua vigorosidade, pureza e poses esculturais.
O Bharathanatyam, ou Bharat Natyam, nasceu nos templos do estado de Tamil Nadu, no Sul da Índia, há mais de 5000 anos. Originalmente era executada apenas pelas Devadasis, mulheres que pertenciam ao Templo e eram completamente devotadas à arte. A dança era oferecida aos Deuses como forma de agradecimento e devoção. Sendo assim, o Bharathanatyam é uma dança essencialmente devocional e atada à religião Hindu.
A palavra Bharatha tem sua origem em várias raízes. Bharatha é o antigo nome da Índia e também é o nome do sábio ao qual o Deus Brahma concedeu as escrituras que regem a dança, o Natya Shastra. Também é dito que a palavra Bharatha tem sua origem
Foi aproximadamente na década de 30, no século XX, com o início do movimento de libertação da Índia, que alguns artistas se uniram para revitalizar esta forma de dança que em sua origem tinha o nome de Sadir ou Dasi Attam.
O Bharathanatyam, assim como os outros estilos de danças clássicas indianas, sofreu alterações desde seu início, mas sua essência ainda é mantida. Apesar de sua antigüidade, a dança ainda se conserva fresca e fascinante em sua riqueza de movimentos, encanto estético e variedade de expressões.
O ensino da dança segue as tradições antigas, sendo passado de Guru a Discípulos oralmente. O aprendizado é lento e gradual, exigindo anos de prática, dedicação e persistência.
A principal postura desta dança exige que a parte superior do corpo esteja ereta, as pernas flexionadas com os calcanhares quase unidos, os joelhos abertos apontando para as laterais, os pés também abertos voltados para fora. Os braços alongados e sustentados na altura dos ombros, esta postura é chamada de Ardhamandalam ou Aramandi.
Cada parte do corpo tem um movimento distinto, buscando sempre a simetria e formando triângulos com os braços e pernas. A intenção do corpo é sempre estar cada vez mais próximo do chão, da terra, se aproximando cada vez mais de Deus que, segundo o Hinduísmo, está na terra e não no céu.
A unidade básica da dança é chamada de Adavu, que quer dizer “combinação” Os Adavus são divididos em grupos e velocidades, partindo dos mais simples e lentos até os mais complexos e rápidos. Várias combinações de adavus formam as coreografias.
O Bharathanatyam é composto de Nritta e Nrittya. Nritta é a dança pura ou abstrata que não possui significado, tem um caráter puramente decorativo e com ênfase nos movimentos baseados no ritmo e na música, sem nenhuma intenção de demonstrar qualquer emoção. Já Nrittya é a dança expressiva, formada através de abhinaya (expressões faciais que denotam sentimentos e emoções) e hastas (mudrás, símbolos ou gestos das mãos) que conta estórias da mitologia hindu através dos movimentos.
As principais expressões do rosto (abhinaya) são chamadas de Nava Rasas e compostas por: Sringaram (amor), Veeram (heroísmo), Karuna (tristeza ou compaixão), Adbhuta (maravilhamento), Raudram (ira), Hasya (humor ou comédia), Bhayanaka (medo ou pavor), Bibhatsa (nojo) e Shanta (paz). E os gestos das mãos (hastas ou mudrás) são divididos
Em geral, o recital de Bharathanatyam é composto pelos seguintes itens: Pushpanjali, Alarippu, Jatiswaram, Shabdam, Kautwan, Varnam, Padam, Javali, Tillana e Mangalam. O estilo de música que acompanha o recital é o estilo clássico Carnático, em geral nas línguas Tamil, Kannada, Telugu ou Sânscrito.
Os instrumentos usados para acompanhar o vocal são: a flauta ou o violino, a veena e a tambura. Como percussão para o ritmo dos pés, o mrdungam e o nattuvangan. O bailarino usa o guizo nos tornozelos para acompanhar a tala (o ritmo da música).
As roupas de dança são confeccionadas com saris de seda coloridos, os cabelos adornados com flores brancas e laranja. Os bailarinos usam ricos ornamentos na cabeça, pescoço e braços. Pintam os pés e mãos com tinta vermelha para realçar os movimentos e delineiam os olhos com lápis preto para dar destaque.
Geralmente, é montado um pequeno altar (Puja) no local da dança para reverenciar Deus, pedir proteção e bênçãos para uma boa apresentação. Sempre se dança descalço e antes de começar a apresentação, o bailarino pede permissão (Namaskaram) aos Deuses e ao Guru, à platéia e à Terra, reverenciando, agradecendo e pedindo bênçãos.
“Com a dança indiana, a pessoa aprende a ser consciente não só do seu corpo, mas do meio em que vive, do que pensa, de como age. Automaticamente passa a melhorar o modo de viver. A prática também é um ‘belo treino’ para a mente. Quando a pessoa dança, é obrigada a ocupar totalmente sua mente. Assim, tem de estar absolutamente presente naquele momento. Caso não esteja com a mente presente no pé, na panturrilha, na coxa, no ritmo, na história que conta, na divindade que representa, não dança porque tudo é muito rápido” Patrícia Romano
Autora: Fernanda Desai- Assistente da Natyalaya em Curitiba, Bailarina do Grupo Natyadharma e Discípula de Patrícia Romano- Diretora da Natyalaya Escola de Danças Clássicas Indianas SP.
Websites: www.freewebs.com/natyadharma
Om Shanti
14 outubro 2005
Dussehra & Mangal Pandey


Nâmaskar,
Terminou ontem a mais importante festa bengalesa – Durga Puja.
Como sempre foi muito animada e estava lotada. Tantas pessoas andando levantaram tanto pó do chão de terra batido que tive problema para respirar. As diversas imagens da Deusa Durga já foram jogadas no rio como manda a tradição. As melhores decorações já foram premiadas e os vencedores estavam muito felizes, dançando e celebrando.
Aproveitei também para ir assistir a destruição de Ravana em Dussehra.
A destruição do Ravana (demônio poderoso segundo o epico Ramayana), simboliza a vitória do bem contra o mau. As pessoas fazem bonecos do Ravana (ele tinha 10 cabeças) e amarram nas esquinas e tacam fogo nele. Similar a uma antiga tradição cristã onde as pessoas faziam bonecos simbolizando Judas e depois batiam nele. Qualquer semelhanca nao eh mera coincidencia.
Hoje em dia a coisa está ficando cada vez mais sofisticada e preenchem o boneco do ravana com rojão e outros fogos de artificio que vão estourando aos poucos até que Ravana tombe ao chão em chamas e completamente destruido. Esse ano, Sônia Gandhi, acionou uma arma a laser para dar início a destruição do boneco, que a cada ano que passa fica mais alto e mais sofisticado.
***
Acabo de assistir ao excelente filme Mangal Pandey – The Rising. Lançado em 2005. O filme é um modo fácil de se aprender um pouco da história recente da Índia.
Mangal Pandey foi um personagem histórico e um dos primeiros indianos a se rebelar contra a dominação britânica da Índia em 1857. Sendo um filme de Bollywood, naturalmente há cenas de música e dança, mas elas não diminuiem a importância histórica do filme e vale muito a pena assistí-lo caso você se interesse pela cultura indiana.
O filme ainda retrata rapidamente questões como a queima de viúvas vivas junto ao corpo do marido morto (Sati); a venda de mulheres como mercadorias; as mulheres indianas sendo usadas como amas-de-leite (como nos tempos da escravidão no Brasil); a produção e venda de ópio em larga escala para a China em troca de seda; a corrupção na venda de ópio; o papel politico e conomico dos maharajas (marajas) e muitas outras coisas. Tudo mostrado sutilmente e de modo romanceado para não causar rejeição por parte de nenhuma facção indiana.
Realmente você deveria assistí-lo. Preste atenção aos detalhes para não perder nada da rica cultura indiana, assim você também aprender um pouco da história da Índia por sua libertação do julgo britânico.
O domínio britânico apesar de injusto, violento e explorador, ajudou em questões como o Sati (queima de viúvas vivas) ao impor sua proibição. Os ingleses criaram leis proibindo certos aspectos culturais e tradicionais indianos que consideravam violentos e retrógrados, mas os indianos se recusaram a aceitar as novas leis que iam contra suas crenças e tradições.
http://www.indiagestao.blogspot.com/ o único blog em português com notícias da Índia.
Incredible India! (slogan do governo indiano)
Om Shanti
09 outubro 2005
Durga Puja

Nâmaskar
A Suprema Corte indiana decidiu que o casamento de moças de 15 anos de idade para cima é válido, mesmo que por lei a idade mínima para casamento seja 18 anos, segundo o código civil.
Também não sou favorável ao casamento de adultos com crianças, principalmente quando o homem é adulto e a esposa é uma menina de 7 ou 8 anos de idade. Geralmente ao engravidar aos 10 ou 11 anos anos elas morrem no parto.
Sei também de um caso de uma mulher adulta casada com um menino; quando finalmente o menino virou homem e descobriu que a filha de 5 anos na verdade não era dele pois antes ele era tão criança que nem tinha esperma, ele não pensou duas vezes e matou a menininha com pedradas na cabeça. Não vou nem contar tudo que sei se não você vai ficar enojado. Mas essa é a Índia verdadeira, a Índia onde ainda se oferece crianças em sacrifício e outras coisas escabrosas que você nem imaginam!!!!!
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Um funcionário do GTB Hospital levou o maior susto ao descobrir uma enorme cobra drento do hospital aqui em Delhi.
Eu ja peguei uma pequena cobra aqui dentro de casa. Incredible India!
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Chittaranjan Park em Delhi já está toda preparada para a festa de Durga Puja que começa hoje.
A Deusa Durga conhecida pelos seus 10 braços é a mãe do famoso Ganesh, aquele que tem cabecinha de elefante, cujo pai é o poderoso Shiva. Delhi toda vem ver o Durga Puja em Chittaranjan Park. As ruas são tomadas por pessoas e fechadas ao trânsito. Como sempre eu também irei bater perna na festa, e que se danem as bombas terroristas!
