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02 dezembro 2008

195 Mortos, 26 Estrangeiros


Pessoas sendo resgatadas do luxuoso hotel Taj Palace de Mumbai.



Explosao de granada dentro do hotel Taj Palace de Mumbai.



Esta foto eh absolutamente brilhante.
A rua deserta em frente ao hotel Taj de Mumbai. Dentro do hotel 5 estrelas, os terroristas, refens e muitos corpos. Do outro lado da rua, os policiais. E inocentemente no meio da rua, este cao sem entender nada do que se passava e do por que seres humanos matam outros seres humanos.

Namaskar

Ate agora ja sao 195 pessoas mortas no ultimo ataque terrorista em Mumbai, dos quais 26 sao estrangeiros.

Os paises que perderam alguns de seus cidadaos sao: Israel, Alemanha, EUA, Canada, Australia, Franca, Inglaterra, Singapura, Chipre, Italia, Japao, Tailandia e Ilhas Mauricio.

Segundo o ministro Sr. Patil, nos ultimos 6 meses, foram estouradas 64 bombas na India, que mataram cerca de 250 pessoas e feriram mais de 900; nao incluindo este ultimo ataque terrorista em Mumbai.

O ministro Patil se demitiu apos Sonia Gandhi ter dito umas verdades para ele.

Durante os 3 dias de terror em Mumbai, um grupo de 25 rapazes da religiao Sikh (aqueles que usam turbante bem arrumadinho), serviram agua e comida aos 200 homens do exercito que estavam lutando contra os terroristas.

Os sikhs sempre poe a mao na massa e nao ficam so de papo como os outros. Eles servem comida todos os dias em suas Gurudwaras para os necessitados e no verao servem agua nas ruas para as pessoas nao morrerem desidratadas. Eu ja escrevi sobre isso no ano passado.

Foram 3 dias cozinhando e servindo os homens da policia e do exercito que estavam lutando contra os terroristas. Como sempre eles fizeram um lindo e importante trabalho de retaguarda e por isso mesmo faco questao de deixar aqui minha homenagem a estes 25 rapazes sikhs da Gurudwara Shri Dashmesh Darbar.

Destacando que esta nao eh a primeira vez que eles fazem isso. Nos ataques terroristas de 1993 e de 2006 eles tambem correram auxiliar como podiam - dando agua e comida a todos (policiais e vitmas).

Sei que Guru Nanak esta muito feliz com a atitude benevolente destes jovens.

Jai Guru Nanak!

Om Shanti
Colaborou: Julio de Almeida com o link das fotos


http://fottus.com/2008/12/ataque-terrotista-mumbai-india/


Copyright - A reprodução é livre, desde que o autor, a fonte e o blog INDI(A)GESTÃO sejam devidamente citados e os links fornecidos.


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18 novembro 2008

Região indiana faz manual contra gafes para turistas


Namaskar

Não abrace ou beije em público – mesmo quando encontrar alguém em estações ou aeroportos – e não fume nem consuma álcool publicamente.

Estas são algumas das orientações de conduta distribuídas a turistas que visitam uma parte popular do Rajastão, no noroeste da Índia, para garantir que eles respeitem a cultura local.

O manual com as orientações começa a ser distribuído após várias gafes culturais, incluindo um casal israelense que se beijou em sua cerimônia de casamento hindu e uma mulher finlandesa que andou nua pelas ruas de Pushkar.

Funcionários do governo dizem que a lista foi preparada pela administração local do distrito de Ajmer para “educar turistas estrangeiros sobre a cultura e as sensibilidades locais”.

Livreto de 20 páginas

Hotéis e restaurantes vão distribuir o livreto de 20 páginas aos turistas. Além da versão em inglês, haverá outras em alemão, hebraico e francês.

Entre as orientações incluídas estão:

- os homens não devem tocar as mulheres em público, mesmo para ajudar uma mulher a sair de um carro, a menos que ela seja idosa ou tenha problemas de locomoção;

- na cultura indiana, os homens socializam com os homens, e as mulheres com as mulheres;

- casais casados na Ásia não se abraçam, não dão as mãos nem se beijam em público. Mesmo abraços em aeroportos ou estações de trem são considerados fora de questão;

- geralmente é inapropriado para uma mulher falar com estranhos na rua e especialmente iniciar uma conversação casual;

- beber álcool ou fumar em público são considerados sinais de fraqueza moral e não são aceitáveis.

O guia para turistas foi desenvolvido após uma série de incidentes classificados como “comportamentos indecentes” pela população local.

O casal israelense de noivos que se beijou e se abraçou em sua cerimônia de casamento foi multado em US$ 22 e teve que apresentar um pedido de desculpas.

A mulher finlandesa, que havia tomado um banho em um lago sagrado, disse à Justiça que havia andando nua pela cidade para agradar a uma divindade.

Fonte: BBCBrasil

Incredible India!

Om Shanti

Copyright - A reprodução é PROIBIDA. Se o fizer, pelo menos que o/a autor(a), a fonte e o blog INDI(A)GESTÃO sejam devidamente citados e os links corretamente fornecidos.


Ao deixar um comentário, por favor IDENTIFIQUE-SE.


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12 novembro 2008

Jogo dos 7 Erros

Verdadeiro Taj Mahal


Falso Taj (Tumba em Aurangabad)

Namaskar

Quando a Adriana alegre e inocentemente me enviou a foto dela com o namorado indiano em frente ao "Taj Mahal" eu sinceramente pensei que ela estivesse brincando e respondi dizendo algo tipo "nossa que Taj mais fajuto".

No dia seguinte eh que tomei um susto, pois ela me escreveu novamente na maior inocencia perguntando: "Nao va me dizer que este nao eh o Taj Mahal". Foi so entao que percebi que ela realmente acreditara que a tumba de Aurangabad fosse o verdadeiro Taj Mahal.

Nestes 9 anos de India ja vi e ouvi MUITAS barbaridades dos "guias turisticos" que dizem o que lhes vem a cabeca para os credulos turistas estrangeiros, que ainda pagam bem para ouvir asneiras de quem nunca foi a escola ou estudou historia, mitologia etc.

Que os falsos guias turisticos facam isso ja eh de se esperar em se tratando da Incredible India. O que nao engulo eh um namorado indiano que se diz apaixonado, levar a namorada pra ver a tumba de Aurangabad e mentir na cara dura dizendo que eh o Taj Mahal!!!!!! Isto eh absolutamente IMPERDOAVEL, e ja da bem para vermos o caracter (ou falta de) deste rapaz indiano islamico.

Em primeiro lugar, a maioria dos indianos estudados conhecem o Taj Mahal que eh praticamente um simbolo nacional. E em segundo lugar, o rapaz sendo islamico com certeza conhece ainda mais, pois o Taj Mahal para quem ainda nao sabe eh uma tumba islamica cosntruida por Shah Jahan. Tanto que em 2006 a associacao islamica estava querendo que o Taj Mahal passasse para suas maos e saisse das maos do governo.

Quando voce vier a India e comecar a conhecer as famosas tumbas que temos aqui, NAO se esqueca que sao TODAS islamicas, porque hindu nao enterra seus defuntos, eles os cremam nas margens do rio Ganges!!!!

Mas como ja aprendi a fazer muitas limonadas com os limaos que a vida da, sugiro que desta vez facamos juntos, uma GIGANTESCA limonada (principalmente as mocinhas apaixonadas por indianos).

Vamos olhar atentamente para as fotos do verdadeiro Taj Mahal e do falso taj mahal (Tumba de Aurangabad) e vamos brincar daquele velho joguinho dos 7 Erros, da epoca em que eramos criancas.

Agora eh serio, nao eh brincadeira nao. Olhe atentamente para as duas fotos ou procure outras fotos na Internet e tente descobrir as diferencas entre uma tumba e outra, para nao cair no conto do vigario, quando voce vier a India (ou no conto do namorado malandro).

Falso Taj (Tumba em Aurangabad)


Verdadeiro Taj Mahal

E nao se esqueca, a entrada para o verdadeira Taj Mahal custa 750 rupias e eles te dao uma pantufa para por nos pes e uma garrafa d'agua.

Agora olhe atentamente para as fotos e procure ver as diferencas entre uma tumba e outra.

Com o Indiagestão você viaja sem pagar nada e fica conhecendo TUDO que há de melhor!



Incredible India!

Om Shanti

06 novembro 2008

Preso!


Namaskar

A Incredible India realmente nao se cansa de me surpreender e hoje ela o fez novamente.

Pela manha, nem foi preciso abrir o jornal pois a noticia esta em destaque ja logo na primeira pagina.

Foi Rohit Monserratte, o filho do Ministro da Educacao de Goa, Sr. Atanasio Monserratte, quem estuprou a menina estrangeira (da Alemanha) menor de idade!!!!!

Se o filho do Ministro da Educacao faz isso, o que dira os outros?!?!?!

O que esta acontecendo com a ex-pacifica e pacata Goa???? Por que a cada 4 meses ha estupro de estrangeiras acontecendo por la????

Incredible Goa!

Om Shanti

28 maio 2008

Marcia na India






A INDIA DE AR CONDICIONADO

Viajamos para a Índia, para comemorar meu 50º aniversário, após anos de programações e leituras, ouvindo e vendo tudo sobre aquele país, inclusive o blog da Profª Sandra, o excelente Indi(a)gestão, descoberto pela Adriana quando já havíamos fechado o roteiro, o que sem dúvida nos deu uma medida real para o nosso sonho. Está certo, visitamos a Índia em confortáveis meios de transporte com ar condicionado, por isso não poderemos falar da sensação de viajar em ônibus apinhados, debaixo do sol gritante, da volta para casa em tuc-tuc ou a pé, mesmo, caminhando de chinelinhos em estradas empoeiradas, do cheiro da comida ardente vendida nas ruas e da água que pode fazer mal.

Tudo isso é a Índia, evidentemente. Mas também os templos cuidadosamente decorados por gerações de artistas; a carruagem de Shiva, esculpida num só bloco de pedra em Ellora (coisa de fazer inveja a Michelangelo!); as miniaturas do Rajastão, feitas com tintas minerais moídas, ouro e prata, preparadas pelos estudantes das escolas de arte e utilizadas pelos mestres, nas quais podem ser vistos os pêlos de animais, quando usamos lupas; as pinturas em perspectiva de Udaipur, criadas muito antes de a mesma ser “descoberta” pela Renascença italiana.

A Índia é, ainda, o colorido das indianas, os adornos, sejam de ouro ou de plástico, os cabelos lisos, cuidadosamente trançados ou amarrados num coque, seu cheiro inconfundível de beleza. Os saris feitos de seda ou de algodão, impecáveis ou surrados, as transformam nas mulheres mais elegantes do planeta, em minha opinião, algo que nenhum estilista francês conseguiu superar: seis metros de tecido, em geral feito tradicionalmente, sem nenhuma costura. Mas isso é um caso a parte...

Os homens indianos – alguns famintos pelo contato com o sexo oposto fora de seus casamentos arranjados muito cedo, outros sinceramente interessados na vida em nosso país – pararam na década de 50, pelo menos no modo de vestir e de se pentear. Os mais ousados estariam já nos anos 80, como os artistas que aparecem nas novelas e musicais da tevê. Os artistas de Bollywood... bem... esses fazem de tudo: cantam, dançam, interpretam, tocam mas, provavelmente, não pregam botões, como dizia uma propaganda antiga da máquina de costura que fazia tudo.

Algumas coisas, porém, nos lembravam que não estávamos num lugar qualquer, mas num país que desde a independência iniciada por Gandhi está em transição de uma sabedoria milenar e de um sistema rígido de castas para o corrompido mundo do consumo, do qual todos devem participar como consumidores ou consumidos. A república indiana que nasceu socialista, cansou de sustentar os antigos governantes dos diversos reinos que a formavam e eles tiveram, por assim dizer, que “pôr a mão na massa” para custear suas enormes despesas. Seus palácios, onde muitos ainda vivem, cederam grande parte dos antigos aposentos para visitação pública, ou viraram luxuosos hotéis e restaurantes, enquanto os incontáveis súditos ainda veneram os lugares por onde os descendentes deles passam e pedem sua “bênção” nas festas e apresentações públicas. E parece bem charmoso ter um governante que não mais governa (e, portanto, não pode ser culpado por nada), somente para fazer as vezes de um deus vivo. Um entre os mais de 30.000 que existem por todo o país, dos quais só conhecemos os mais famosos: Brahma, o criador, Vishnu, o mantenedor, e Shiva, o transformador, com as respectivas consortes Saraswati, Lashmi e Parvati (ou Durga, dependendo de seu bom ou mau humor – nossos guias riam bastante quando dizíamos que dentro de toda “Parvati” há uma “Durga”).

A veneração dos indianos pelos seus deuses de pedra, faces, na verdade, de um único Deus, como explicou-nos um de nossos guias, justifica todos os rituais que cercam a vida desse povo, do nascimento à morte. A adoração nos templos, os pujas (oferendas), as celebrações, o casamento e o cerimonial da morte, com a cremação dos corpos para que todos os elementos voltem à origem, inclusive a alma que não se deseja retorne para este mundo de desejos e sofrimentos.

Para entender a alma indiana, no entanto, é preciso tentar compreender também a peregrinação dos homens santos; os animais andando livres pelas ruas; a importância dos rios sagrados; as salinas que surgem tão longe do mar, nas terras áridas do semi-deserto que começa em Jodhpur; o olhar distante das mulheres paupérrimas - e provavelmente com dois ou três filhos - que carregam pedras nas cabeças, por 150 rúpias (cerca de 3 dólares) ao dia; as crianças que nos pedem cremes para o rosto ou batons, como foram acostumadas pelos turistas estrangeiros; a insistência irritante dos vendedores que não aceitam “não” como resposta, mas que não se irritam quando lhes damos as costas e vamos simplesmente embora, sem nada dizer.

De todas as coisas que vimos, duas nos impressionaram muito: os pequenos estudantes que pediam canetas aos turistas, perto da escola, em perfeito inglês, pulando de alegria, beijando o precioso troféu, quando o conseguiam e a tranqüilidade daquele povo nem sempre pacífico, politicamente falando, diante do trânsito caótico das cidades, onde semáforos foram feitos para serem admirados, mas nunca obedecidos, pois o que vale mesmo é o som das buzinas (seja nas ruas ou nas estradas) informando que o carro está sendo ultrapassado (pela direita, é claro, parte da grande herança da dominação inglesa que levou muitos de seus tesouros). Mesmo sem vacas parando no caminho, sem motos e bicicletas carregando no mínimo 3 pessoas; sem pedestres atravessando o tempo todo entre camelos e os “besourinhos” tuc-tuc que vão costurando as ruas, levando os motoristas a fazerem manobras perigosas e assustadoras para nós, muita gente no Brasil, por muito menos, já teria matado ou morrido de impaciência.

Mas o que se pode dizer desse povo que tem a comida apimentada e o sorriso doce, tornando irrecusável seu tchai (chá com especiarias), seus incensos, seus tecidos, seus óleos perfumados, seu artesanato, suas tatuagens de henna e qualquer coisa que nos ofereçam?

Diríamos que se preparam para enfrentar o “mundo lá fora”, como devíamos ter feito há muito tempo por aqui. Nas grandes e pequenas cidades, há escolas públicas por toda parte, com transporte para as crianças. As meninas já não ficam mais fora das classes, embora as do interior não passem dos primeiros estágios escolares, antes de se casarem. As universidades também brotam, especialmente as da área médica e de tecnologia, exportando pessoal para os ditos países de primeiro mundo. Um indiano contou-nos que são os estudantes pobres que freqüentam as grandes escolas de medicina por lá, pois o curso é muito difícil e os ricos não estão dispostos a se sacrificar, preferindo perpetuar-se nos prazeres, exceto a carne. Há também uma campanha em out-doors para que esses profissionais permaneçam no país depois de formados, a fim de atender à população carente da qual vieram.

Podemos não ter compreendido por completo seus contrastes ou suas ambigüidades; a pobreza imensa e a fartura cultural e religiosa; a cortesia sincera e a simplicidade em contraposição à crueldade das disputas pela sobrevivência no mundo do consumo; a fé inabalável nas coisas do “outro mundo”, mas também não é assim no Brasil? Ao pôr os pés em Mumbai e depois, ao sairmos de Delhi, em todos os momentos sentimo-nos em casa, talvez apenas sem a preocupação com horários, violência e correria. Por aqui, quem sabe, só nos falte um pouco mais de sorrisos, sinceridade, de curiosidade pelo outro, de vontade de desvendar, misturando o jeitinho indiano de ser ao inconfundível jeitinho brasileiro.

Não podemos deixar de relatar as coisas curiosas e/ou engraçadas que nos aconteceram, como o quase “assédio sexual” de alguns vendedores numa loja em Mumbai; o susto que levamos ao descobrir que no toalete feminino havia um “he” e um “she”, significando o modo ocidental (vaso sanitário) ou o indiano, utilizado pelas mulheres com sari (um buraco no chão, que você só acerta com os pés nos lugares exatos); a surpresa que demonstravam ao descobrirem (principalmente a Adriana) que não éramos indianas, por causa de nossa pele amorenada e a alegria com que nos recebiam, então, como brasileiras; a primeira refeição indiana a gente nunca esquece (principalmente eu que fui levada em desespero a um banheiro de estrada por causa dela); o tenebroso percurso de trem de Jodhpur a Jaipur, com direito a carregar nossas malas por incontáveis escadas, enquanto as pessoas escovavam os dentes e faziam “outras coisas” sobre os trilhos, além da uma hora e meia de atraso; o bolo de aniversário que ganhei quando reclamei; o desfile do Gangaur e o jantar glorioso no Rambagh Palace, da rede Taj, em Jaipur, com direito a lagosta, vinho branco e sobremesa de chef francês; nossa ida ao costureiro, em Jodhpur, para fazer trajes indianos que foram entregues no mesmo dia; a visita ao Taj Mahal, em Agra, ao museu de Gandhi (Mumbai) e ao memorial do Mahatma (Delhi); eu, no começo, ainda tentando ser gentil com os vendedores que me cercavam como corvos; a Adriana, normalmente comedida, expulsando os vendedores, como Jesus no templo, no final da viagem; as doces uvas sem semente compradas na rua comidas com gosto e que não fizeram mal; a saborosa manga Alfonso, presente do dono de uma tecelagem familiar em Aurangabad; a ligação para a Sandra em nosso último dia na Índia; Ah! Saudade do Brasil... Uma vontade de ficar...

Sandra, você tinha razão quando nos disse que estranharíamos bastante ao chegar em Paris. Realmente. Não fomos mais tratadas como seres dignos de admiração. A cidade-luz nos recebeu com frio e chuva e enquanto todos corriam para algum lugar, dentro do metrô ou nas ruas, percebemos que todo mundo se vestia de preto ou cinza ou bege e que tudo parecia muito triste. Sentimos falta da profusão de cores indianas, mas nem um pouco do assédio dos vendedores, que também existem em Paris, mas desistem a um não incisivo. Lá também há moradores de rua e pessoas que pedem dinheiro nos vagões do metrô, como aqui no Brasil. Os franceses melhoraram muito em termos de receptividade (a campanha trate bem o turista deve ter dado certo), mas jamais chegarão aos pés dos indianos, em termos de cortesia. Creio que pagamos todo o carma de não termos dados gorjeta a muitos carregadores indianos, pois em Paris ninguém nos ajudou a carregá-las.

Já nos disseram que a Índia ou se ama ou se odeia. Posso dizer por mim e pela Dri que não a odiamos e até trouxemos um pouquinho dela em seus temperos e vestimentas. Deixamos lá muitas risadas e pouca irritação, talvez porque a gente saiba como é viver no terceiro mundo, tomar ônibus cheio, fazer bicos para melhorar o orçamento. É claro que voltaremos, já está combinado. Mais alguns anos e fecharemos um novo roteiro, quem sabe para o sul. Precisamos também ver o Ganges, visitar Sai Baba, conhecer a cultura portuguesa de Goa. Fazer uma nova viagem, dessa vez sem ar condicionado.

Márcia e Adriana

P.S. – ainda não digitei nosso diário de viagem, mas também com quase 4.000 fotos tiradas entre 30/03 a 17/04/2008, ainda não tivemos tempo de compilar tudo.


26 maio 2008

Passeio de Elefante

Turista ocidental adora fazer coisas exoticas no pais dos outros e uma delas eh andar de elefante, mas nem sempre tudo eh tranquilo.

Veja so o que aconteceu com esta turista hehehehe :)

Clique abaixo no botao do lado esquerdo para assistir ao video.


08 maio 2008

Dicas do Ibirá

(Eu e meus amigos indianos, visitando um poço de água em funcionamento há séculos, a caminho do Panhala Fort)

Namaskar!


Quando publiquei meus relatos eu me dei conta de que acabei me responsabilizando por uma coisa muito importante, que é a integridade de todos vocês que queiram viajar para a Índia e tomam minha experiência como exemplo... Eu sei muito bem o quanto sou responsável por isso e, portanto, cabe a mim mesmo dar as devidas dicas a vocês.


Vou começar falando sobre amigos virtuais... todos os indianos que visitei na Índia eu conheci na internet, como disse nos depoimentos. MAS, devo dizer que não os conheci em qualquer lugar e menos ainda os conhecia há pouco tempo. Minha amizade com eles tem quase dois anos, desde que alguns deles vieram falar comigo, no orkut, por terem gostado das coisas que eu havia falado na comunidade do Gandhi. Ou seja, são pessoas que participavam ativamente numa comunidade específica - Gandhi - e que se interessaram em aprofundar o debate comigo fora do orkut. Ao longo desse tempo nós trocamos vários emails, com alguns deles até cartas e presentes, sempre discutindo assuntos mais sérios. Com o aprofundamento dessas amizades foi possível ter a certeza de quem eram eles, e assim poder confiar sem medo. Mas só depois de muita conversa e, insisto, não conheci essas pessoas em qualquer lugar.


Ainda nessa questão, quando eles souberam que eu iria para a Índia, E SOZINHO, imediatamente me convidaram para ficar na casa deles. Os indianos são extremamente hospitaleiros. Aceitei o convite, claro, pois de fato eram meus amigos e pessoalmente confirmei isso - e vocês estiveram comigo me acompanhando. MAS, tudo isso foi muito mais fácil para mim PORQUE SOU HOMEM.

Eu descrevi algumas de minhas dificuldades, mas não pude falar tudo e em muitos detalhes porque não tinha muito tempo e espaço mesmo. Mas posso dizer, agora, que para uma mulher tudo é extremamente mais complicado. A Sandra tenta deixar isso claro no blog, mas só é possível entender isso indo para a Índia. Olha que não sou mulher, mas pude facilmente entender o quanto aquele país é difícil para alguém do sexo feminino. AINDA MAIS SE ESTIVER SOZINHA


Eu vou escrever isso em parágrafo único: NÃO RECOMENDO A NENHUMA MULHER VIAJAR SOZINHA NA ÍNDIA.


Os indianos, por mais hospitaleiros que sejam, também são exageradamente malandros, como tentei deixar claro nos meus relatos. Ainda no meu último dia em Mumbai eles quase me engaram, sendo que eu já estava também malandro que nem eles. Se eu fosse uma mulher tudo seria pior pois eles insistiriam muito mais, sem contar que eu seria vítima em potencial de tentativas de estupro, por exemplo. Aliás, a mulher brasileira não tem muito boa fama na Índia; quer dizer, boa fama até tem, mas depende do ponto de vista...


Agora voltando ao assunto amigos virtuais, a quantidade de meninas aqui no Brasil que tem amigos indianos no orkut é imensa. E isso não é por menos - há muito interesse por trás.
Os garotos indianos são doidos por fazer novas amizades no orkut, melhor ainda se for mulher, melhor ainda se brasileira. A verdade é que eles sonham com a possibilidade de casar com elas - e eu não to brincando. Como os indianos são muito hospitaleiros e comunicativos, eles levam no papo muitas meninas, convidando elas para irem pra lá. MAS, os jovens indianos na internet constroem uma outra personalidade, já que a sociedade do mundo real deles não permite que eles vivam o que eles gostariam de viver. E isso resulta em muitos problemas sérios.


Fazer amigos virtuais é fácil, mas torná-los reais requer muito cuidado e cautela. Mesmo enquanto estive na Índia e fiz novos amigos, tudo foi depois de muuuuuuuuuito papo e mesmo assim não me permiti confiar tão logo. É preciso tomar muito cuidado com isso na Índia, sendo um estrangeiro, pois eles REALMENTE sabem como levar a gente no papo, fazendo-se de amigos, mas só querem enganar. Falo por experiência própria!


Bom, fica dada a dica. E assim sinto-me menos responsável também por experiências futuras de vocês! Quero também deixar claro que não estou falando mal da Índia não, pois inclusive quero voltar pra lá um dia. Também temos tudo isso no Brasil e amo nosso país de qualquer jeito. Basta ser esperto...


Om Shanti Om


Ibirá

07 maio 2008

Adriana e seu Turismo pela India


Namaskar

Veja que simpatico este depoimento que recebi da Adriana. Pena nao te-la conhecido pessoalmente, mas conversamos um pouco por telefone :)

Oi Sandra

Vou te dizer que amei a India, claro que não enfrentei os problemas que vocês devem enfrentar diariamente com transporte, custo de vida. Como era tudo passageiro não foi nada que eu odiasse. Pena que como era uma excursão (só que Graças a Deus eramos só nos e o Guia) então tinhamos que cumprir determinados horários e passeios mas conseguimos algum tempinho e demos um passeio sozinhas em Udaipur. Em Jodhpur e Jaipur foi acompanhada do guia a ida ao centro da cidade/mercados/bazares mas deu para ver como era.

Vou te dizer que a primeira coisa que me apavorou foi o trânsito mas depois entendi a "lógica" e me acalmei e até atravessava as ruas sozinha rsrsr.

Nós não nos arriscamos tomando água de bicas ou comendo na rua mas confesso que adorei a comida indiana e não passei mal não! Divina a comida.

Também te falo que não vi nada na Índia que não tenha visto ou saiba que exista no Brasil com relação a lixo, mendigos, vendedores etc. Claro que aqui não tem vaca, elefante, dromedário, porco e macaco nas ruas mas sabe que achei que as vacas nem fedem como as daqui rssrs e olha que passei bem perto delas algumas vezes rsrsr. Ah outra coisa os homens aqui fazem menos xixi no poste do que ai rsrsrs mas também fazem isto na rua, mas só em último caso rsrsr.

Pelo jeito a Índia passa por um grande processo de mudanças, não sei o quanto será bom ou ruim. De certa forma será benéfico pois vi que a Índia parece um canteiro de obras: várias avenidas, viadutos, ruas e até canalização - sem contar a tentativa de implantar semáforos rsrsr. Mas por outro lado vi com certo pesar que o consumismo cruel e exagerado também já tomou conta deles. Em Udaipur disseram que as mulheres que carregavam as pedras que eram quebradas nas ruas para a implantação de um sistema de canalização externo ganhavam 150 rupias por dia ao passo que as moças que fizeram umas tatoos que levaram 5 minutos queriam 300 rupias (não estou menosprezando mas... é a famosa injustiça social globalizada). Assim como os carregadores e qualquer pessoa que prestava algum serviço que no Brasil nos consideramos até uma gentileza "discretamente" queriam algumas rúpias. Sinceramente do meio pro fim nós já conseguiamos ignorar certas coisas e dávamos um Thanks, bye e virávamos as costas rsrsrs. Tudo bem que em rupia as coisas até que são baratas mas haja rupias para tantas gorgetas! E como tentamos explicar para um de nossos guias "'nós brasileiros temos cotas de compra" rsrsrs. Ah outra coisa, já que estava escrito literalmente no nosso carro e talvez na nossa testa que eramos turistas, do meio para o fim da viagem eles já pergutavam se nós pagariamos em EUROS (atualizadíssimos né rsrsr) e todo mundo que ia vender ou pedir dinheiro encostava no carro.

Agora outra coisa que para mim era um sofrimento era entrar em uma loja e tentar explicar que só estavamos olhando! Fala sério! Era chá e gente despencando a loja toda com coisas que nem tinhamos perguntado querendo que saíssemos de lá com algo! Eu que sou uma pessoa que gosto de ser "direta" na hora da compra tipo quero isto, de tal cor, quanto é? e que quando entro na loja já aviso que estou olhando se não tenho intenção de comprar para não atrapalhar as vendas. Ah preço era outro capitulo a parte - nunca falavam o preço de nada sem antes contar de como era bem feito, a qualidade a história etc etc etc e etc. Outra coisa que não consigo fazer é pechinchar então já viu né sofri rsrs.

Ah e nos últimos dias também era a mania de perguntarem onde iamos, se queriamos comprar algo etc eu já tava me sentindo sufocada pois eu queria fuçar tudo sozinha sem alguém dizendo que ia "só mostrar algo" e lá estávamos nós suando as nossas tangas para sairmos de alguma loja sem levar nada.

Como te disse, pena que tinhamos os tais passeios para cumprir que confesso foram magníficos mas este lado de conhecer mais as pessoas senti falta. Claro que o turismo deve ser um grande motivador e arrecadador de $ para a Índia então notamos que as agências tinham uma preocupação de não expor os turistas a riscos desnecessários: comer na rua, comprar coisas que não eram de boa qualidade e com isto denegrir a imagem do pais mas que dar uma volta no meio do povão fez uma falta danada isto fez! Fico imaginando o Ibira (?) fazendo isto deve ter sido algo mistico rsrsr.

Ah outra coisa (última eu prometo): Os homens que se cuidem pois a hora que esta mulherada (que tentaram acabar com elas) tiver as informações, estudo e principalmente a grana que elas merecem eles estão perdidos! Sei que isto não é verdade mas a impressão era que os homens ficavam "coçando" enquanto as mulheres carregavam pedras, lidavam na lavoura, cuidavam dos filhos e etc. E outra, não sei se elas vão querer eles não! Se eles não correrem atras do preju eles vão estar fritos no futuro!

Vou continuar entrando no seu blog para saber tudo sobre a India.

Beijo

Adriana


PS.: To enviando uma foto minha em Jodhpur com umas crianças lindas que dançavam no cenotáfio que fomos visitar.

03 maio 2008

Vacinas


Namaste

O nosso querido Ibira deixou saudades... mas tambem deixou muitos bons exemplos de como se adaptar a um pais e uma cultura tao diferente da nossa!

No entanto gostaria de esclarecer que ele nao foi um viajante relapso que nao se incomodou com a gritante falta de higiene e limpeza da India. Na verdade o Ibira foi MUITO esperto e nao brincou com sua saude e bem-estar. Ao contrario do que voce possa ter imaginado, ele se previniu ANTES de vir para ca, e voce que planeja vir a India deve fazer o mesmo.

Pelo menos 2 meses ANTES de vir para a India voce teve tomar as seguintes vacinas:

  • Febre Amarela (a única realmente exigida pelo governo indiano)
  • Hepatite A e B principalmente (se ainda não tiver) e
  • Anti-tetânica


Saiba que algumas das vacinas precisam de doses de reforco, como a da Hepatite e a Anti-tetânica (se tiver passado mais de dez anos da última).


O Ibira tomou ainda a super moderna "vacina do viajante" que ajuda a prevenir a famosa e temivel diarreia indiana, e caso ela ataque, sera em menor grau e de modo mais light de quem nao foi vacinado.

A vacina do viajante é tomada de forma oral em duas doses (a segunda dose depois de quinze dias da primeira) e não é muito fácil de se encontrar.

As vacinas são mais facilmente encontradas em locais especializados em MEDICINA DO VIAJANTE. O órgão público responsável por isso, no Brasil, é a Fundação Oswaldo Cruz.


Todas estas vacinas sao necessarias caso voce planeja se aventurar pela India de mochila nas costas como fez o nosso querido Ibira.


Eh MUITO importante que voce tome todas estas vacinas!!!

Om Shanti

12 abril 2008

New Delhi eh Tudo de Bom!!


Namaskar

36 horas em Nova Déli: Mais moderna, capital da Índia tem belíssima arquitetura e contrastes

SOMINI SENGUPTA
New York Times Syndicate


Um centro de poder há mais de mil anos, a cidade-Estado de Déli é uma sobrevivente de conquistas e mudanças. As dinastias Lodi e Mughal governaram esta área, assim como os britânicos, até ser novamente transformada pelos refugiados da partição.


Hoje, o novo dinheiro conquistou a região, que inclui Nova Déli, a capital de uma Índia que está mudando rapidamente. A alta dos aluguéis colocou uma loja Swarovski onde antes ficava uma pequena livraria independente, e, no mesmo mercado, uma loja chamada It's All About Bling vende brincos cheios de pontos brilhantes. Felizmente, muito da história notável sobreviveu, permitindo ao turista uma fácil viagem pelas dobras de sanfona do tempo.


Sexta-feira

16h - Tumba ao pôr-do-sol
Esta é uma cidade de ruínas e nenhuma está mais elegantemente preservada que a Tumba de Humayun, uma precursora do Taj Mahal e um dos primeiros exemplos da arquitetura Mughal. Construída nos anos 1560 pela esposa de Humayun, o segundo imperador Mughal, o mausoléu com domo possui um jardim elaborado, contendo tumbas de arenito vermelho, portões e uma mesquita (a entrada custa 250 rúpias para os estrangeiros, cerca de US$ 6 com o dólar valendo 41 rúpias). O melhor horário para apreciá-la é ao final dourado do dia.


20h - A arte do paladar
Para prosseguir na sobrecarga sensorial, siga ao Basant Lok Market, um movimentado shopping center de classe média em Vasant Vihar, no setor sudoeste, cuja principal atração é o restaurante Punjabi by Nature (Basant Lok Market, 11; 91-11-5151-6665;
www.punjabibynature.in). Tudo neste lugar é vistoso e grande, incluindo a comida. Experimente o aperitivo vodka gol gappa: pasteizinhos crocantes recheados com uma dose de vodca que explode na boca. Carnívoros: experimentem o cordeiro assado no forno tandoor ou o peixe tikka. Os vegetarianos terão que se virar com o brócolis assado no tandoor, bastante condimentado. Para pratos mais suaves que não sejam do Punjabi, vá ao mercado de Defence Colony e prepare-se para entrar na fila com outros fãs de comida no Swagath (mercado de Defence Colony, 14; 91-11-2433-7538; www.swagath.in), para pratos de frutos do mar do sul do país. Imperdíveis: lula com molho de manteiga e alho e pitu ao estilo de Chettinad. Um jantar para dois custa cerca de 2 mil rúpias, em qualquer um dos restaurantes (sem contar os vodka gol gappas).


22h - Sorvete na sobremesa
Para sobremesa, vá até uma das dezenas de vendedores de sorvete em frente ao Portão da Índia, onde balões, algodão-doce e o ar fresco proporcionam um agradável piquenique noturno.


Sábado

8h - Antiga glória

Tome logo cedo um táxi até o Forte Vermelho e mesquita Jama do século 17, horário em que são mais gloriosos. Dedique o restante da manhã para sentir a vida movimentada da cidade murada do imperador Shah Jahan, também conhecida como Velha Déli. Toda rua é um mundo próprio, dedicado a autopeças, convites de casamento ou temperos. Uma das mais animadas é a Bazar Kinari, um paraíso de artesãos repleto de armarinhos, lojas de contas e vendedores de turbantes de casamento vermelhos, juntamente com mansões decadentes. Este também é um retrato da economia da velha Índia, com carregadores transportando de tudo, de saris a bananas, sobre suas cabeças.


13h - Expresso Trans-Déli
O caos da velha cidade se dissolve na estação Chandni Chowk novinha em folha do metrô de Déli. Oito minutos e 8 rúpias depois, você está na estação Rajiv Chowk, no coração moderno da cidade, Connaught Place. Redes de varejo estão rapidamente tomando os imóveis com colunatas do início do século 20, apesar de ainda restarem várias livrarias, joalherias e lojas de armas independentes -assim como várias opções para almoço. Poucas superam o bufê do 1911 Restaurant no Imperial Hotel (Janpath; 91-11-2334-1234;
www.theimperialindia.com). Por 3 mil rúpias para duas pessoas, é possível escolher entre lula cozida, salada de rúcula e tiramisú. Para pratos regionais incomuns, experimente o Mosaic (Connaught Place, M 45/1; 91-11-2341-6842). Os pratos incluem camarão de Bengala cozido no vapor com coco e espinafre picante do sul da Índia com arroz.



15h - Loja de cítara
Para fazer a digestão, vá às compras. Para toalhas de mesa, acolchoados ou kurtas, há o Fabindia (Connaught Place, B-28, Inner Circle; 91-11-4151-3371;
www.fabindia.com) e o Soma (Connaught Place, K-44; 91-11-2341-6003; www.somashop.com) em frente ao PVR Cinema. Moda boêmia chique é a especialidade do People Tree (Regal Building, Parliament Street, 8; 91-11-2334-0699; www.peopletreeonline.com) e, a poucos passos de distância, a lendária A. Godin & Company (Regal Building, Parliament Street, 1; 91-11-2336-2809) vende cítaras e tablas. Continue andando pela Parliament Street, passe por um amplo observatório chamado Jantar Mantar, até chegar ao local de discurso público da cidade. Quando o Parlamento está em sessão, grupos se reúnem para protestar ao longo desta rua, seja estudantes universitários contrário à ação afirmativa ou agricultores aflitos com os altos juros.


17h - Corredor da moda
Se quiser algo mais sofisticado, siga ao Lodi Colony Main Market para conferir dois dos estilistas mais inovadores da Índia: o subestimado Rajesh Pratap Singh e o excessivamente badalado Manish Arora. A Singh (Lodi Colony Main Market, 9;
www.pratap.ws) oferece uma paleta suave, com cortes enxutos e impecáveis -talvez enxuto demais caso você tenha quadril. Camisas masculinas e blusas femininas custam a partir de 6 mil rúpias. A Manish Arora (Lodi Colony Main Market, 3; 91-11-2464-8898; www.manisharora.ws) é audaciosa e vistosa; uma túnica de veludo preto com apliques de minúsculas peças de relógios custa pouco menos de 10 mil rúpias. Se preferir explorar o artesanato indiano, deixe de lado o corredor dos estilistas e prefira o Dilli Haat (Naraina Industrial Area, C-126; www.dillihaat.com), um bazar ao ar livre onde artesãos mascateiam de tudo, de meias tricotadas à mão a pinturas ao estilo de Madhubani.


20h - Gostos sofisticados
Os jovens, ricos e impacientes dispõem de muito mais bares do que antes. O Smoke House Grill (Vipps Center, Masjid Moth; 91-11-4143-5530) ocupa dois andares no bairro de Greater Kailash II e seu diferencial são os pratos defumados. Para os vegetarianos, as opções incluem ravióli de alcachofra defumada; para os outros, o frango defumado e sopa de erva-doce, ou pitu e lula ao alho com pimenta vermelha sutil. Se quiser um jantar apropriado, reserve uma mesa no andar de cima. O jantar para dois custa cerca de 5 mil rúpias. O cardápio do bar no andar de baixo é limitado, a menos que pretenda se empanturrar de mojitos de maçã (350 rúpias) e admirar o D.J. Cheenu.


23h - Coquetéis à beira da piscina
Para encerrar a noite, você pode atravessar o pátio escuro até o Kuki (Masjid Moth Complex, E-7; 91-11-2922-5241), uma discoteca da moda onde o couvert varia de zero a 2 mil rúpias por casal; nas sextas e sábados, "cavalheiros" sem companhia atraente são impedidos de entrar. Uma melhor opção é o reluzente bar Aqua à beira da piscina no Park Hotel (Parliament Street, 15; 91-11-2374-3000;
newdelhi.theparkhotels.com). Uma bola de discoteca paira sobre a piscina e a entrada é gratuita.



Domingo

9h - Retiro de iogues
O pièce de résistance da cidade, também seu pulmão verde, é o Lodhi Gardens, um santuário tranqüilo e gratuito para periquitos e namorados. O amanhecer é reservado para os iogues que saúdam o sol, burocratas influentes que fazem caminhadas e pombas e esquilos que bebem nas mesmas poças. Também há mais de 100 espécies de árvores e tumbas que remontam os anos 1400. Para um café da manhã e o jornal matinal, vá ao ChokoLa (Khan Market, 36; 91-11-4175-7570), um café adorável no Khan Market com serviço de má qualidade. Para um último kebab, vale a pena fazer alguma hora até que o Khan Chacha, um quiosque dentro do mercado, abra suas portas (Khan Market, Middle Lane, 75; 91-98106-71103). A especialidade é o rolinho kathi, recheado com frango, carneiro ou queijo panir, talvez a lembrança mais saborosa desta nova cidade velha.


Informações básicas
O Aeroporto Internacional Indira Gandhi (
www.newdelhiairport.in) está passando por uma grande reforma, então prepare-se para um caos maior do que o habitual.


As diárias de hotéis recentemente subiram às alturas. Se gastar dinheiro não for problema, fique no ultramoderno Park Hotel em Connaught Place (Parliament Street, 15; 91-11-2374-3000; newdelhi.theparkhotels.com). Ele possui um bar à beira da piscina e quartos modernos que costumam custar a partir de 16 mil rúpias, cerca de US$ 390 com o dólar valendo 41 rúpias, mas com descontos online.


A Thikana (Gulmohar Park, A-7; 91-11-4604-1569; www.thikanadelhi.com) é uma nova pensão elegante com móveis e acessórios modernos e refeições caseiras a pedido. Diárias dos quartos duplos a partir de 4.500 rúpias. O único inconveniente é a localização: ela fica em uma importante via sempre congestionada.


O Jor Bagh 27 (Jor Bagh, 27; 91-11-2469-8475; www.jorbagh27.com), com 18 quartos, é tão básico a ponto de ser estéril, mas fica em frente ao Lodhi Gardens e à Book Shop (Jor Bagh Market, 13/7; 91-11-2469-7102), talvez a livraria mais aconchegante do país. Quartos duplos a partir de 3.500 rúpias.


Apesar de todas as mudanças, Nova Déli continua sendo uma cidade de contrastes, então prepare-se para cenas violentas de miséria. Entre as caridades que trabalham com animais estão: People for Animals http://www.peopleforanimalsindia.org/ E-mail: pplforanimals@nic.in Tel.: 1800-11-2121; Frendicoes SECA http://friendicoes.org/



Tradução: George El Khouri Andolfato

Fonte: UOL Viagem



Com o Indiagestão você viaja sem pagar nada e fica conhecendo TUDO que ha de melhor!




Incredible New Delhi!


Om Shanti




11 abril 2008

Ibira se Reabastecendo :)


Esta foi a primeira vez que Ibira iria experimentar uma Dosa, comida tipica de Tamil Nadu.


Ele adorou a Masala Dosa e limpou o prato :)


Ibira ficou feliz ao ver a variedade de alimentos vegetarianos disponiveis no MacDonald's da India.

Nesta foto ele esta degustando um Mac Veggi.

Ibira comendo so com a mao direita, sem mesa nem cadeira, de pernas cruzadas, totalmente a la indiana!

Deve-se pegar o curry com o pao e levar diretamente a boca.

O dificil eh quebrar o pao utilizando so a mao direita, mas Ibira aprendeu rapido!


Namaskar

Eh claro que para aguentar tantas peripecias aqui na Incredible India, o nosso viajante favorito - Ibira, tem que reabastecer o estomago de tempos em tempos :)

Incredible Ibira!

Om Shanti

14 março 2008

Depoimento do Nelson

NAMASTE SANDRA.

MEU DEPOIMENTO É MUITO SIMPLES, ADOREI TUDO QUE VI, OS TEMPLOS,COMO É LINDO O TAJ MAHAL!!!,AS PESSOAS. REALMENTE É UM CHOQUE DE CULTURA, O FATO DE O GESTO DE DIZER SIM BALANÇANDO A CABEÇA LATERALMENTE COM SE FOSSE O NOSSO NÃO JÁ CRIA UMA DISTANCIA ENORME NO ENTENDIMENTO DAS COISAS. MAS AS DIFERENÇAS QUE MAIS ME FASCINARAM: VI A PRESENÇA DO CONPORTAMENTO INSPIRADO POR GHANDI NO DIA DIA DAS PESSOAS. ME SURPREENDI EM PODER ANDAR COM DINHEIRO NO BOLSO, RETIRAR DINHEIRO E CONTAR NA FRENTE DAS PESSOAS E NINGUEM SE SURPREENDER COM ISSO. AO CONTRARIO DE SÃO PAULO QUE NÃO PODEMOS NEM ANDAR BEM VESTIDOS , POIS TEMOS MEDO DE SERMOS ASSALTADOS.

ANDEI POR LUGARES MUITO HUMILDES, COM INFRAEESTRUTURA MÍNIMA, MAS ME SENTI SEGURO O TEMPO TODO. NÃO SOFRI UMA UNICA AGRESSÃO EM TODOS OS LUGARES QUE VISITEI,SEJA EM DELI, AGRA JAIPUR ETC.

UM PONTO QUE NÃO CONSEGUI CONTORNAR FOI A ALIMENTAÇÃO, MESMO COMENDO AQUI NO BRASIL BASTANTE PIMENTA, SENTI MUITA DIFERENÇA NAS COMIDAS, VISTO QUE A PIMENTA ASSOCIADAS AOS CODIMENTOS CRIA UM AUMENTO PICANTE QUE NÃO CONSEGUI ME ADAPTAR, ACREDITO QUE PRECISARIA DE MAIS TEMPO PARA CONSEGUIR SUPERAR ESTA ETAPA E APARTIR DAI PODER APRECIAR OS PRATOS TÃO DIFERENTES DAQUELES APRECIADOS POR AQUI.

RESUMINDO,ACHO QUE O BRASILEIRO TEM MUITO A APRENDER COM OS INDIANOS, PRINCIPALMENTE A CALMA APARENTE QUE NOS PASSAM.ACREDITO QUE NECESITARIA PASSAR UNS DOIS ANOS AI VIVENDO COM INTENSIDADE O DIA DIA PARA DAR UM DEPOIMENTO MAIS ABRANGENTE E CONCISTENTE, PORÉM SE ME BASEAR NOS DIAS QUE AI PASSEI, MINHA NOTA É 10 AO POVO QUE ME ACOLHEU COM RESPEITO, SEGURANÇA E SIMPLICIDADE, SEJA NOS SHOPPINGS, SEJA NAS FACULDADES QUE VISITEI, SEJA NAS FABRICAS, SEJA COM OS ARTESÃOS QUE ALÉM DE ME VENDEREM PEÇAS DE ALTISSIMO NIVEL TECNICO, TIVERAM QUASE SEMPRE A PACIENCIA DE MOSTRAR COMO ERAM FEITAS ESTAS PEÇAS. FANTASTICO NÃO?

DESCUPA-ME PELOS ERROS, ESTOU ESCREVENDO NO HORARIO DE TRABALHO E COMO SABES VOLTEI AO MUNDO ONDE TUDO É PARA ONTEM E SE EU CORRER SEMPRE ESTAREI ATRASADO,ESTRESS TOTAL. COMO SE DIZ AQUI, VAMOS QUE VAMOS.

OBRIGADO MAIS UMA VEZ.

PODEMOS CONTINUAR NOS FALANDO

NELSON TRINDADE

Mais uma Estrangeira Estuprada


Namaskar

Polícia de Goa detém suspeito de violação e morte

A polícia indiana em Goa deteve no domingo um homem de 29 anos suspeito de violação e morte de uma adolescente britânica na praia de Anjuna, em Fevereiro, noticia hoje a edição online do diário goês Herald.

Samson dSouza, de 29 anos, foi acusado de violação e morte de Scarlett Keeling,
de 15 anos, encontrada semidespida e morta na praia de Anjuna na manhã de 18 de Fevereiro.

Segundo o Herald (antigo O Heraldo), o suspeito foi visto com a adolescente às 04:45 daquele dia, tendo o corpo sido encontrado sem vida cerca das 07:00 da manhã.
Mesmo que a relação sexual tenha sido consensual, é considerada violação, segundo a lei indiana, por se tratar de uma menor, disse o inspector-geral da polícia, Kishan Kumar, citado pelo Herald.

O caso vinha gerando grande controvérsia, em Goa, já que, no final de uma primeira autópsia, a polícia não contemplava a hipótese de morte violenta.
Uma segunda autópsia, requerida pela família, detectou 23 marcas de ferimentos anteriores à morte, informou o chefe do Departamento Forense da Escola Médica de Goa, Silvano Sapeco, segundo o Herald.

Scarlett encontrava-se de passeio na Índia na companhia da mãe, Fionna MacKeon, cinco irmãos e o companheiro da mãe.
A família de Scarlett estava de viagem noutra região da Índia quando a adolescente foi morta.

http://www.supergoa.com/pt/read/news_noticia.asp?c_news=963

Colaborou: Isabel Cristina

INCREDIBLE INDIA!

Om Shanti

09 março 2008

Veja o que a Alice aprendeu...

Namaskar

Aos poucos a vida vai voltando ao normal e eu vou podendo colocar algumas postagens para voce.

Veja abaixo o que a Alice nos enviou...

Há anos viajo, mas a Índia foi uma surpresa para mim. Lá naquele país aprendi a respeitar e reconhecer nas diferenças a beleza da igualdade.
Sim porque nas minhas viagens e contatos com pessoas de muitos lugares, crenças e diferenças sociais nunca me deparei com tamanha desigualdade como acontece quando estou na Índia, e só por isso já vale a viagem.
Reconhecer as nossas limitações frente ao diferente, observar com o coração aberto aquilo que a vida nos oferece já é mais que o suficiente para validar qualquer experiência.
Reféns das nossas limitações e crenças, muitas vezes percebemos que somos incapazes de sair de alguma situação-limite e, mesmo sofrendo, sabendo que os limites são auto-impostos, não conseguimos vencê-los.

Como falar inglês sem estudar? Como emagrecer sem fazer dieta? Qualquer conquista em nossa vida exige esforço, determinação e vontade, mas nada disso valerá a pena se a vibração do coração estiver comprometida.
E lá na India eles aceitam tudo como um karma ou darma, aceitam a fome a miseria, as classes sociais, a penuria como forma de vida futura...bem agora estou assim porque é o que os deuses querem para mim...

É o coração o grande vilão da experiência humana.
Porque podemos contar para as pessoas e para nós mesmos histórias sobre a vida, nossas intenções, mas se o coração estiver pesado, a vibração que você oferecerá ao mundo inevitavelmente será ruim.
Percebi na India que não é a ação ou intenção que vale na mudança de um jeito de viver, tudo isso acessa apenas o intelecto , deixando seu ego à deriva como costuma acontecer sempre em nossas vidas. Porém na hora de mudar o que vale realmente é a nossa reação...
Devemos reagir as coisas ruins da vida, reagir a algo que nos faz mal, que nos diminui..
Daí devemos partir para a ação, na verdade ao contrario da lei da ação e reação devemos reagir á vida para depois agir...

As coisas da vida vão continuar acontecendo; mortes, desalento, desemprego, insucessos afetivos, porque são lições da vida, pedaços que por alguma razão temos que enfrentar. O que de fato pode nos ajudar será a nossa postura, como afinal reagir a situações complicadas, como vibrar algo bom.
E o interessante que aprendi mais ainda com eles, aprendi a aceitar a vida como ela é...mas só se nada mais pode ser mudado, pois seria dar socos em ponta de faca...aprendi que não devo sofrer pelo que nunca poderá ser mudado ou o que não depende de nós a solução.
Aprendi mais ainda a mudar o que posso mudar em mim para melhorar espiritualmente e como pessoa, mas tambem aprendi a ser como sou pois sou uma pessoa especial aos olhos de Deus (ou deuses) e todas minhas qualidades devem ser cultivadas e aceitas com a mesma força com que tenho que mudar meus erros e defeitos.
Aprendi muito na India ... e a lição mais preciosa foi viver no Brasil com o coração na India onde deixei meus amados e queridos filhos e netos...

beijocas Alice

17 fevereiro 2008

Ibira na India - Parte 2




Em primeiro lugar queria pedir desculpas pela demora em mandar um segundo relato, mas nos ultimos dias foi impossivel utilizar a internet. No meu ultimo relato eu havia dito que apos o susto de Mumbai eu pude ter dias maravilhosos na India. Isso de fato eh verdade. Quando encontrei com minha amiga no aeroporto em Mumbai depois de um dia de India assustador pra mim, no's fomos a uma estacao de trem onde partiriamos a uma cidade 300km ao sul de Mumbai, onde um amigo indiano online que eu nunca tinha visto a cara estaria me esperando. A viagem de trem, apesar de ter sido a maior parte diurna, foi na "sleeper class", ja que duraria 7 horas. Esse tipo de vagao, embora relativamente confortavel para os padroes indianos, possui apenas estruturas para deitar, onde cada "nicho" possui tres andares de "cama" de cada lado.

Bom, eu nao dormi, mas pude ficar relaxado. No mesmo nicho que estava eu e minha amiga sentou uma familia cujo pai falava ingles e ele pode nos ajudar a saber em que estacao deveriamos descer, exatamente. Para estrangeiros nos trens indianos, sentar com pessoas confiaveis pode significar realmente uma grande ajuda, ja que em muitos casos eles nao medem esforcos para realmente ajudar.

As sete da noite chegamos em Chiplun, ja estava noite e a plataforma estava escura. Pensei: "Meu Deus, como meu amigo vai me reconhecer nessa escuridao??". No entanto, nem um minuto depois, escutei: "Hey, Mr. Tree" (meu nome, no Tupi-Guarani, pode ser traduzido para "arvore" e meu amigo sabia disso). Era ele, meu amigo online que eu nunca tinha visto a cara me encontrando na escuridao - ele ja tinha visto a minha em foto.

Da estacao em Chiplun pegamos um riquixa (meu primeiro) para a vila em que ele mora, chamada Parshuram, onde ficariamos na casa dele. Ao chegarmos na vila a mae dele ja nos esperava do lado de fora, junto com os vizinhos dos dois lados. Nos receberam com um enorme sorriso de boas vindas e deixamos as malas. Meu amigo nos levou pra dar uma volta na vila enquanto a janta ficava pronta e, por sorte, estava havendo um evento na escola publica da vila muito interessante. Ele me contou que a vila eh muito pequena e que as pessoas sao muito pobres, alem de ter muito mais gente morando nas areas mais afastadas - e sao principalmente eles que tem seus filhos estudando nessa escola publica. Para os outros com um pouco mais de dinheiro existe ali na vila tambem uma escola particular excelente, que foi onde meu amigo estudou. Bom, nessa escola publica estava havendo um encontro que so acontece uma vez por ano, onde as criancas dancam e cantam temas tradicionais, inclusive com as roupas tradicionais, o que eh motivo de muita emocao para os pais dessas criancas. O que mais me impressionou, no entanto, foi como o palco estava bem montado e bonito, com panos coloridos e cortina que subia e descia, embora a estrutura em si fosse no estilo indiano - barras de madeira amarradas com cordas.

Voltamos pra casa e pela primeira vez tive que tirar o sapato ao entrar em casa indiana - isso eh regra. Em seguida, fomos a cozinha e cade a mesa? Sentamos no chao. Imediatamente chegaram os pratos de inox - outra regra indiana - com a comida indiana que eu tinha pedido que fosse feita sem se preocuparem com a pimenta. E cade os talheres? Nao, nao, come-se com a mao. Direita, por favor. Eu havia pedido ao meu amigo que nada fosse feito de diferente so porque eu estava la, pois eu queria experimentar TUDO o que eles faziam normalmente, absolutamente tudo. Queria experimentar a vida indiana, o cotidiano. Digo que minha primeira janta plenamente indiana foi absolutamente um sucesso, considerando os fatores pimenta e comer com a mao.

Encerro esse meu longo relato com minha primeira noite tambem realmente indiana. Os comodos das casas na India, via de regra, nao tem exatamente as mesmas funcoes que no ocidente. A sala tem cama, o quarto tem cama e a cozinha tem cama. Eu e meu amigo dormimos na cozinha - no chao (em colchonetes, claro). Quando eu estava quase dormindo ouvi uns barulhos na cozinha. Meu amigo disse: "Eh o camundongo, voce nao tem medo nao, ne?". E eu, querendo viver tal qual eles e procurando sempre relaxar quando via que eles estavam plenamente relaxados disse: "Nao". No dia seguinte tive mais algumas primeiras experiencias tipicamente indianas, mas deixo para o proximo relato.

09 fevereiro 2008

Ibirá na Índia - Parte 1

Namaskar

Fique agora com o primeiro depoimento do Ibirá que acaba de chegar na Incredible India e que vai ficar por aqui 2 meses e meio.

Quando meu avião pousou em Mumbai era uma da manha do dia 1 de fevereiro. Alguém deveria estar esperando por mim para me levar ao hotel no qual eu havia feito a reserva. Quando sai do aeroporto havia uma multidão de indianos com placas com nomes, mas nenhuma placa tinha meu nome, nem sequer com o nome to hotel. Foi quando um homem me abordou e perguntou pra que hotel eu iria. Na minha cabeça só ficava o que alguns de meus amigos indianos diziam: não confie em ninguém em Mumbai. Mas o que faria eu nessa hora? Foi então que disse ao homem o nome do meu hotel. Ele procurou em volta e também não viu meu nome nem o do hotel. Ele perguntou se eu tinha o telefone do hotel e disse que sim, e então ligamos para lá. Quando me atenderam no hotel e disse que era o Ibira do Brasil, o cara disse: "Ah! Brazil! Ronaldo!". E eu: "Aha". Ele então prosseguiu e disse que minha reserva estava só para após o meio dia, que eu não teria quarto se fosse aquela hora. Perguntei então o que fazer, e a brilhante sugestão que ele me deu foi ir pra outro hotel e no dia seguinte me mudar pro hotel deles. No fim das contas foi o que acabei fazendo, mas tive que "confiar" naquele indiano que, no fim das contas, descobri não ser confiável. Ele me arranjou um verdadeiro muquifo pra dormir, pelo qual paguei quase 3000 rupias, o equivalente a quase 100 reais, o que na Índia e absolutamente muito dinheiro, muito mesmo. Eu estava cansado, assustado e ainda não sabia como tratar os indianos. A verdade e que não ha maldade neles como ha no Brasil, eles só querem dinheiro de estrangeiros idiotas. No meu próximo relato contarei em que tipo de hotel eu poderia ter ficado com um diária de 3000 rupias.

Bom, no dia seguinte logo cedo sai de lá e fui pro outro hotel. O taxi que peguei cobrou de mim 300 rupias, o que fui descobrir que também e caro para os padrões indianos. O outro hotel, finalmente, foi bem mais barato e bem mais confortável, num lugar da cidade também menos amedrontador. Mas preferi ficar lá dentro durante todo o dia, já que eu ainda estava cansado e assustado com tudo e todos. Ficaria somente ate o dia seguinte, quando eu iria me encontrar com uma amiga brasileira no aeroporto. Para ir ao aeroporto, naquela outra manha, perguntei na recepção se eles poderiam chamar taxi ou algo assim - não tinha coragem de usar o riquixa ainda. Eles me disseram que eu poderia usar o transporte que o próprio hotel oferece para o aeroporto, que custaria o mesmo tanto que o taxi - 300 rupias. Eu aceitei, mas por alguma sorte do destino o carro não estava lá e eles me colocaram num taxi que, adivinhem, cobrou 100 rupias. Foi ai que as coisas começaram a fazer mais sentido pra mim. Encontrei com minha amiga brasileira no aeroporto e pude ver com ela exatamente como tratar os indianos e conseguir sempre o menor preço. E absolutamente muito fácil e os preços são realmente baixos se sabemos barganhar. Mas pra um estrangeiro de primeira viagem, idiota e cansado como eu, o primeiro dia de Índia foi assustador.

Meu próximo relato vira quando eu tiver acesso a Internet, mas adianto que o que se seguiu após isso foi absolutamente diferente e eu pude ter dias realmente maravilhosos aqui na Índia.

Om Shanti Om

Ibirá