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03 dezembro 2008

5 Mortos e 34 Feridos em Assam

Namaskar

5 pessoas morreram e 34 ficaram feridas em mais um ataque terrorista na India, desta vez em um trem em Assam.

Veja o link (em ingles):

http://timesofindia.indiatimes.com/articleshow/3782797.cms

Incredible India! (slogan do governo indiano)

Om Shanti

Copyright - A reprodução é livre, desde que o autor, a fonte e o blog INDI(A)GESTÃO sejam devidamente citados e os links fornecidos.


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10 novembro 2008

Trens no Paquistao

Namaste

Depois que eu fui para o Butao, um pais vizinho a India, eh que eu entendi porque paquistaneses, afegaos, cingaleses, nepaleses etc. sonham em vir morar na India.

A India representa para as pessoas dos paises vizinhos, uma melhoria na qualidade de vida.

Para voce entender melhor o que eu digo, basta entrar neste link e ver as fotos do trem paquistanes.

http://completeall.com/Informative-general/Trains-in-Pakistan.html
Copie e cole no navegador


Colaborou: Julio de Almeida

Incredible India!

Om Shanti

01 julho 2008

Caminhão-Trem e Trem no Caminhão!!



Caminhão-Trem e Trem no Caminhão!!


Incredible India!

Om Shanti


26 junho 2008

Toilet em Trem (História)


Nâmaskar

Leia abaixo este interessante fato histórico:

Carta de Okhil Babu ao Departamento Ferroviário da Índia:

“Eu cheguei pelo trem de passageiro na estação Ahmedpur e minha barriga estava muito inchada de comer jaca. Fui então ao toilet. Estava eu defecando quando o guarda soou o apito de partida do trem e eu tive que correr com o “dhoti” na mão e cai expondo minha bunda a homens e mulheres na plataforma. Eu sai da estação Ahmedpur.

Isso é muito mau, se o passageiro vai cagar e o estúpido guarda não espera cinco minutos por ele. Portanto peço que multe aquele guarda pelo bem público. Caso contrário eu farei uma grande reclamação! aos jornais.”

Okhil Chandra Sen escreveu esta carta ao escritório de Sahibganj da ferrovia em 1909.
Ela está a mostra no Railway Museum (Museu Ferroviário) em Nova Delhi.

Adivinhe a importância histórica desta carta????
Ela aparentemente levou à introdução de toilets nos trens indianos!!


Veja abaixo a carta original em inglês.

Tive que fazer uma versão ao traduzir pois o inglês é bastante ruim.

"I am arrive by passenger train Ahmedpur station and my belly is too much swelling with jackfruit. I am therefore went to privy. Just I doing the nuisance that guard making whistle blow for train to go off and I am running with 'lotah' in one hand and 'dhoti' in the next when I am fall over and expose all my shocking to man and female women on plateform. I am got leaved at Ahmedpur station. This too much bad, if passenger go to make dung that dam guard not wait train five minutes for him. I am therefore pray your honour to make big fine on that guard for public sake. Otherwise I am making big report! to papers."

Incredible India! (slogan oficial do governo indiano)


Om Shanti

26 maio 2008

Vai um cha?


Namaskar

Transferencia de bandeja de cha de um vagao para o outro em trem indiano.

Trabalho altamente seguro hehehehe

Incredible India! (slogan do governo indiano)

Om Shanti

23 abril 2008

Trem entre Índia e Bangladesh volta a operar depois de 40 anos



Namaskar

Trem entre Índia e Bangladesh volta a operar depois de 40 anos

Maitree Express parte da cidade de Kolkata (Calcuta) com destino à Daca, capital de Bangladesh.

A retomada do serviço de trem aconteceu no primeiro dia do ano dos bengalis.

Fonte: G1


Incredible India! (slogan do governo indiano)

Om Shanti

Ibirá na Índia - Parte 14

( Nos fundos da universidade em Ashta, casas extremamente simples de agricultores familiares)
( A rua em frente à casa em que mora Sankalp e seus amigos, em Ashta)

Namaskar!
Finalmente contarei como foi minha última semana na Índia! A Sandra acaba de me liberar para escrever, agora que a situação melhorou, graças a Deus. Este relato, embora esteja sendo publicado quando eu já estou de volta ao Brasil, foi escrito em papel na minha última noite de Índia, do dia 14 ao 15 de abril, em Mumbai. Mas para alegria geral, ele não será o último! Meus escritos sobre minha última semana de Índia tiveram que ser divididos em dois relatos, então encerrarei minha participação no blog da Sandra no Ibirá na Índia - Parte 15.
Bom, vamos lá. Na terça-feira, dia 8 de abril, peguei o trem na New Delhi Station, às 17hs, rumo a Mumbai. Estava deixando a capital política indiana para chegar na capital financeira, 23 horas depois. Sim, vinte e três horas dentro de um trem indiano. Justamente por isso, eu estava torcendo para que as pessoas que ficassem no meu "nicho" no trem fossem no mínimo, digamos, comunicativos. No entanto, embora não fossem mal-caráteres, eles não falavam inglês... até tentaram se comunicar, mas o máximo de interação que tiveram comigo foi um doce que me deram. Enfim, fiquei lendo a maior parte do tempo.
Embora meus planos fosse ficar uma semana em Mumbai, meus amigos do começo da viagem - Sankalp e Pradeep - ao saberem que eu estaria relativamente perto deles mais uma vez, insistiram para que eu os revisitasse. Aceitei prontamente o convite, até porque uma semana de Mumbai seria exagero. Sendo assim, imediatamente ao desembarcar do trem em Mumbai parti para uma estação de ônibus, onde embarquei para Pune encontrar o Pradeep.
Cheguei lá por volta das 21hs. Pradeep encontrou comigo e fomos jantar num restaurante simples de comida do Rajastão (um lugar onde estrangeiro nenhum tinha ido e estavam todos felizes lá dentro). Comemos e fomos ao cinema assistir a um filme de Bollywood chamado Shaurya. Era em Hindi e sem legenda, então não entendia nada e o Pradeep ficava me falando as coisas mais importantes; mas deu pra perceber que o filme é sério e parece ser bom. Ele trata da questão da Cachemira e nem tem o tradicional song-and-dance de Bollywood. Ah sim, mas não posso esquecer de dizer uma coisa que aconteceu completamente inesperada e que ninguém nunca tinha me dito e nem sei se em toda a Índia é assim. Antes de o filme começar, mas após os trailers e comerciais, apareceu uma mensagem na tela e de repente todos levantaram. Levantei junto, claro, e eis que começa a tocar o hino nacional indiano! Somente após isso que o filme começou.
Bom, no dia seguinte o Pradeep me levou para conhecer a Universidade de Pune, uma das melhores da Índia e com o maior número de estrangeiros matriculados. Fomos até fuçar na secretaria para ver se há brasileiros ali, mas a resposta foi não... fomos inclusive visitar o pequenino departamento de geografia da universidade, onde me convidaram para fazer a pós-graduação, mas confesso que não fiquei muito animado, não...
Depois disso, no final da tarde, peguei um ônibus, novamente, rumo a Ashta, a cidade da faculdade do Sankalp. Para quem leu os meus primeiros relatos, eu havia ressaltado a questão do distanciamento entre garotos e garotas. Dessa vez, porém, houve uma sensível mudança. Enquanto eu estava em Delhi aprendendo a ser malandro, a faculdade do Sankalp promoveu uma excursão com os alunos e, graças a isso, garotos e garotas se enturmaram mais e eu percebi isso claramente. Ainda assim, por ordem da diretoria, na sala de aula os meninos ficam de um lado e as meninas de outro.
Fiquei três dias em Ashta com Sankalp e seus amigos. Não fizemos nada de especial, não fomos a nenhum outro lugar. Apenas vivi a vida de garotos indianos que estudam numa não reputada faculdade de engenharia, moram numa república e não têm muito o que fazer na cidade - Ashta não passa de uma vila rural, na verdade. Novamente eu estava na Índia tradicional, onde, diferentemente de Delhi e do que vi depois em Mumbai, os costumes e tradições da sociedade em volta falam mais alto, embora os estudantes sonhem em quebrar os costumes. Mesmo assim, a cerveja não faz parte do imaginário deles, ainda - no final da tarde, o famoso chá indiano. Num desses momentos de chá ocorreu uma coisa bem curiosa, quando começamos a filosofar sobre as religiões no mundo. O mais curioso nisso é que estávamos eu (a parte cristã da discussão, já que sou de um país cristão), Sankalp, que é hindu, e seu amigo Mushtaq, que é muçulmano. A conversa estava tão empolgante que tivemos que nos auto-interromper senão perderíamos a hora...
E sim, estando em Ashta, embora parte dos alunos da faculdade já me conhecessem, eu voltei a ser um completo ET. Dentro da faculdade eu tinha que parar a cada metro, pois toda hora vinha um estudante querendo saber quem eu era, por que estava ali etc... Um dos funcionários da faculdade, cuja esposa prepara marmita sob encomenda para os alunos, insistiu para que eu fosse à sua simples casa para tomar um café da manhã. Não recusei, claro, e na manhã seguinte fui a sua casa, realmente bem simples. Tomamos chá com biscoito, conversamos um pouco (ele não falava inglês direito, mas Sankalp estava junto e serviu de tradutor) e fomos embora.
Apenas para relembrá-los, enquanto estive em Pune e Mumbai com meus amigos eu revivi a vida indiana com tudo que tive direito. Ou seja... tudo aquilo que vocês já sabem em relação às refeições e ao uso do banheiro...
Bom, no sábado à noite, dia 12 de abril, peguei um ônibus para Mumbai, finalmente. Um dos amigos do Sankalp veio junto, o que me deu mais conforto, já que ele poderia me ajudar quando chegássemos em Mumbai. A viagem durou cerca de sete horas e chegamos na maior cidade indiana assim que o sol raiou. Mas, como já muito me alonguei aqui, fica para o próximo depoimento!
Om Shanti Om

26 março 2008

Ibira na India - Parte 11

(Na vila de Fatehpur, quando errei o caminho para o terminal de onibus)

(Taj Mahal, no meu unico dia nublado de India)

(Vista da casa do meu amigo Roni)

Bom, como disse, nesse relato descreverei mais detalhadamente algumas outras experiencias que tive durante a minha estada na capital indiana. Eu cheguei em Nova Delhi no dia 17 de fevereiro, e minha estada na capital terminara na proxima segunda-feira, dia 31 de marco. Ou seja, terei ficado um mes e meio nessa cidade, tempo suficiente para visitar quase todos os lugares (que sao muitos por aqui), mas, principalmente, tempo excelente pra conhecer distancias, precos, facilidades etc... como havia dito no outro relato, acabei pegando "as manha".

Enfim, deixe-me comecar pelo meu amigo Rohnit, mais conhecido por Roni. O Roni mora aqui em Delhi, mas em um bairro comum periferico, classe media baixa, mais pra baixa, e me convidou pra ir visita-lo em sua casa. Ele, muito educado, veio buscar-me no local em que eu estava hospedado e me levou ate seu bairro. Passei o dia com ele e sua familia, ate que, a noite, fui convidado para dormir la. Pensei: "Oba, vida indiana de novo!". E pensei mais um pouquinho: "Coco no buraco, limpar-se com a mao, comida indiana sem talher e mais um monte de outros detalhes..."... hhmmm, aceitei o convite, claro. Isso ainda era uma quinta-feira e acabei ficando na casa dele ate o domingo daquela semana, fazendo tudo de novo que uma verdadeira vida indiana recomenda. Mas a experiencia de vida indiana na capital eh um pouco diferente. Embora eles nao sejam de familia rica, nada disso, viver na capital, moderna, exemplar, faz a diferenca. Logo no primeiro dia fomos ao cinema e pegamos metro. Foi a primeira vez que usei metro e fui ao cinema na India. O metro eh absolutamente excelente, absolutamente. Mas claro, fui revistado na entrada, como todos devem ser, alem de ter sido revistado na entrada do cinema. La no cinema, alias, o policial ainda me pediu para ligar minha maquina fotografica e tirar uma foto pra provar que minha maquina fosse realmente uma maquina. Mas tambem, se fosse uma arma eu teria matado meu amigo, coitado, que estava bem na minha frente. Enfim, era apenas uma maquina fotografica.

Nos outros dias, todos os dias no final da tarde, o Roni ia na academia com seu primo, mas eu preferia ficar na casa dele. Os jovens da minha idade, principalmente das cidades grandes, estao todos indo na academia desde que os atores de Bollywood comecaram a aparecer gostosoes e sem blusa nos filmes nacionais. E tambem gracas ao filmes (mas claro, nao somente) as meninas indianas das grandes cidades tambem estao comecando a mudar o comportamento - e em alguns casos ate demais! A propria irma do Roni, por exemplo, pediu para tirar uma foto comigo, quando fomos ao cinema, e na hora da foto ela colocou as maos nos meus ombros! Foi uma grande surpresa pra mim, ja que as meninas indianas que tinha conhecido ate entao mal chegavam perto... e fora que ela vestia uma roupa plenamente ocidental, como grande parte das meninas de Delhi.

Bom, aproveitando o assunto, outro susto que levei em Delhi foi em relacao aos casais novos, de namorados. Os monumentos aqui na capital costumam ser em grandes areas, tipo parque, com gramados etc. Por conta disso, acabei vendo em todos esses lugares diversos casais de jovens sentados aos pes de arvores, o que era muito dificil de ver nos outros lugares que eu estava na India. Mais susto ainda levei quando vi alguns casais inclusive se beijando (o famoso selinho, claro, passar disso ja eh demais tambem...). Mas devo ressaltar que isso ainda so ocorre nesses locais, parques e monumentos, nao nas ruas e outros espacos publicos. Alias, muitos desses monumentos historicos de Nova Delhi foram apresentados para mim por uma nova amiga que fiz, indiana, que fala portugues. E fala um portugues incrivelmente bem, sem sotaque, alem de ela ser tambem dessa nova geracao de indianos ocidentalizados.

Agora deixe-me contar minha experiencia em Agra, onde fica o Taj Mahal... decidi que ia pra la de trem e nao fiz reserva, pois nessa epoca do ano a procura ja nao eh tao grande. Enfim, logo cedo, as seis e meia da manha, fui pra estacao e pedi o bilhete pra Agra no guiche. O moco falou que era 64 rupias (3 reais, mais ou menos), o que achei muito estranho, ja que Agra fica a 200km da capital. Pensei que pudesse ser o ticket do "general coach", o vagao economico, sem lugar marcado, sem conforto, sem ar condiconado, sem nada, onde so vai o povao. Pensei, pensei, pensei... e aceitei comprar esse ticket. Coitado de mim. Fui pra plataforma e nao tinha a menor ideia de onde parava esse tal general coach. O trem atrasou duas horas e, quando chegou, o vagao que eu deveria entrar estava bem longe de mim. Quando cheguei nele, coitado de mim de novo, ja nao havia mais absolutamente lugar nenhum, nem pra sentar e nem pra ficar em pe. Fui pro vagao do lado, de lugares marcados, e fiquei em pe, perto da passagem pro meu vagao (na India da pra passar de vagao pra vagao por dentro do trem). Depois de o trem comecar a andar passou o cara que confere os tickets. Na hora de ele conferir o meu, ele viu que eu estava no vagao errado e mandou eu ir pro outro; eu retruquei dizendo que nao havia absolutamente espaco nenhum pra mim, mas ele nao teve do e disse "va!". Eu simplesmente fui ate a passagem entre os dois vagoes, no maximo que pude ir, peguei uma folha de jornal da minha mochila, pus no chao, e sentei. Resumindo, fui pra Agra sentado no chao entre dois vagoes, durante cinco horas. E nao pensem que os indianos que estavam no vagao de lugares marcados gostaram disso. Eles tiveram do de mim, pediram que eu fosse sentar la com eles, que eu era estrangeiro, e estrangeiro na India eh como Deus, que isso que aquilo, mas eu nao podia fazer nada, havia pago apenas 3 reais...

Quando cheguei em Agra fui ver o Taj Mahal, logico. Qual nao foi minha surpresa (alem de ter de pagar injustas 750 rupias, ou mais de 35 reais) quando me comecam a cair gotas do ceu. Desde que estava na India eu mal tinha visto nuvens, e de repente, no dia de ver uma das novas sete maravilhas do mundo, o ceu me resolve chover. Mas por sorte nao passou de um chuvisco e pude ver o Taj. Mas o que mais gostei da viagem para Agra foi ter ido a Fatehpur Sikri, 40km dali, um complexo de palacios, simples ate, mas extremamente bem conservados em uma area relativamente grande, onde um dia foi a capital do rei Akbar, por meros doze anos, antes de ele se transferir para Agra.

De Fatehpur Sikri eu queria ir para Mathura, a cidade de nascimento do deus Krishna, e resolvi fazer o que nao esperava fazer: pegar onibus local, onde so tem coisa escrita em Hindi, e estrangeiro raramente tem coragem de fazer. Os onibus saiam da vila local, extremamente pobre, e era apenas descer ate ela e virar no terminal de onibus. E quem disse que eu virei pro lado certo? Virei pro lado errado e me meti nas ruazinhas apertadas e lotadas de moscas das tipicas vilas antigas da India. Andei quase dois quilometros, ainda achando que o lado era certo; e em cada lojinha eu ouvia um “hello!” pra mim. Acabei perguntando pra um menininho onde era a parada de onibus, e ai que ele me disse que era pro outro lado. Voltei tudo e encontrei o terminal, quando descobri que la nao parava o onibus que eu precisava. Fui ate o local certo e depois de um tempo passou o onibus e entrei. Tive que descer em outra cidade pra trocar de onibus, ate que, finalmente, acabei chegando em Mathura. Pegar onibus local sozinho ate que nao foi tao dificil; pedindo ajuda pras pessoas certas funcionou direitinho. E ainda, depois de ver a cidade de Krishna, voltei para Delhi de novo de onibus local, pagando o equivalente a 4 reais, para percorrer de novo 200 km.

Minhas experiencias mais relevantes em Delhi encerram-se por aqui. Semana que vem partirei para ver os pes do Himalaia e nao sei se conseguirei mandar relato tao rapido. Mas assim que puder mandarei minhas experiencias dessa terceira etapa de minha viagem, nos meus ultimos 15 dias de India.

Om Shanti Om

17 fevereiro 2008

Ibira na India - Parte 2




Em primeiro lugar queria pedir desculpas pela demora em mandar um segundo relato, mas nos ultimos dias foi impossivel utilizar a internet. No meu ultimo relato eu havia dito que apos o susto de Mumbai eu pude ter dias maravilhosos na India. Isso de fato eh verdade. Quando encontrei com minha amiga no aeroporto em Mumbai depois de um dia de India assustador pra mim, no's fomos a uma estacao de trem onde partiriamos a uma cidade 300km ao sul de Mumbai, onde um amigo indiano online que eu nunca tinha visto a cara estaria me esperando. A viagem de trem, apesar de ter sido a maior parte diurna, foi na "sleeper class", ja que duraria 7 horas. Esse tipo de vagao, embora relativamente confortavel para os padroes indianos, possui apenas estruturas para deitar, onde cada "nicho" possui tres andares de "cama" de cada lado.

Bom, eu nao dormi, mas pude ficar relaxado. No mesmo nicho que estava eu e minha amiga sentou uma familia cujo pai falava ingles e ele pode nos ajudar a saber em que estacao deveriamos descer, exatamente. Para estrangeiros nos trens indianos, sentar com pessoas confiaveis pode significar realmente uma grande ajuda, ja que em muitos casos eles nao medem esforcos para realmente ajudar.

As sete da noite chegamos em Chiplun, ja estava noite e a plataforma estava escura. Pensei: "Meu Deus, como meu amigo vai me reconhecer nessa escuridao??". No entanto, nem um minuto depois, escutei: "Hey, Mr. Tree" (meu nome, no Tupi-Guarani, pode ser traduzido para "arvore" e meu amigo sabia disso). Era ele, meu amigo online que eu nunca tinha visto a cara me encontrando na escuridao - ele ja tinha visto a minha em foto.

Da estacao em Chiplun pegamos um riquixa (meu primeiro) para a vila em que ele mora, chamada Parshuram, onde ficariamos na casa dele. Ao chegarmos na vila a mae dele ja nos esperava do lado de fora, junto com os vizinhos dos dois lados. Nos receberam com um enorme sorriso de boas vindas e deixamos as malas. Meu amigo nos levou pra dar uma volta na vila enquanto a janta ficava pronta e, por sorte, estava havendo um evento na escola publica da vila muito interessante. Ele me contou que a vila eh muito pequena e que as pessoas sao muito pobres, alem de ter muito mais gente morando nas areas mais afastadas - e sao principalmente eles que tem seus filhos estudando nessa escola publica. Para os outros com um pouco mais de dinheiro existe ali na vila tambem uma escola particular excelente, que foi onde meu amigo estudou. Bom, nessa escola publica estava havendo um encontro que so acontece uma vez por ano, onde as criancas dancam e cantam temas tradicionais, inclusive com as roupas tradicionais, o que eh motivo de muita emocao para os pais dessas criancas. O que mais me impressionou, no entanto, foi como o palco estava bem montado e bonito, com panos coloridos e cortina que subia e descia, embora a estrutura em si fosse no estilo indiano - barras de madeira amarradas com cordas.

Voltamos pra casa e pela primeira vez tive que tirar o sapato ao entrar em casa indiana - isso eh regra. Em seguida, fomos a cozinha e cade a mesa? Sentamos no chao. Imediatamente chegaram os pratos de inox - outra regra indiana - com a comida indiana que eu tinha pedido que fosse feita sem se preocuparem com a pimenta. E cade os talheres? Nao, nao, come-se com a mao. Direita, por favor. Eu havia pedido ao meu amigo que nada fosse feito de diferente so porque eu estava la, pois eu queria experimentar TUDO o que eles faziam normalmente, absolutamente tudo. Queria experimentar a vida indiana, o cotidiano. Digo que minha primeira janta plenamente indiana foi absolutamente um sucesso, considerando os fatores pimenta e comer com a mao.

Encerro esse meu longo relato com minha primeira noite tambem realmente indiana. Os comodos das casas na India, via de regra, nao tem exatamente as mesmas funcoes que no ocidente. A sala tem cama, o quarto tem cama e a cozinha tem cama. Eu e meu amigo dormimos na cozinha - no chao (em colchonetes, claro). Quando eu estava quase dormindo ouvi uns barulhos na cozinha. Meu amigo disse: "Eh o camundongo, voce nao tem medo nao, ne?". E eu, querendo viver tal qual eles e procurando sempre relaxar quando via que eles estavam plenamente relaxados disse: "Nao". No dia seguinte tive mais algumas primeiras experiencias tipicamente indianas, mas deixo para o proximo relato.

08 fevereiro 2008

Experiências da Katarina na Índia - Parte 1


Relato de um encontro com um senhor muito cativante num trem:
Entrei no trem e me acomodei num de seus vagões. Sempre há uma dificuldade
inicial para se estabelecer no trem, pois é freqüente que os indianos sentem
em assentos que não são os seus, requerendo que nos dirijamos a eles para
que possemos enfim ter nossos devidos lugares. Neste processo tive o imediato
apoio de um senhor em meu vagão, o que me tranqüilizou, pois era alguém de
fácil diálogo e que poderia nos ajudar na lida com os demais tripulantes do
trem. Com a sua ajuda, logo estávamos todos bem acomodados.
Sua aparência era: forte, cabelos e barba longos e brancos.
Em termos de jeito, senti logo uma conexão entre a gente, por ele ser falante como
eu (risos...) e transbordante de energia no contato com o outro. Assim como eu,
este senhor usa a meditação para "acalmar" um pouco tamanha atividade. Porém, enquanto
eu só faço uso desta prática de forma "programada" no Centro Zen do Recife, este
simpático indivíduo me surpreendeu quando "parou para meditar" (literalmente!) em
em meio(!) (risos...) a um papo animado nosso. A razão: se emocionou ao me relatar
um de seus encontros em pessoa com o Osho (foi devoto do Osho). E dado que
ele "apagou" em profunda meditação (inclusive ficando em postura de lótus no
banco do trem!) ao meu lado, só me restou seguir seu exemplo, ao menos
tentando silenciar por pouco mais de meia hora, quando, enfim, ele sai de seu
"transe" e retoma seu papo animado comigo.

Este momento com este ser tão único, que achei fantástico, foi decididamente
um dos que mais me tocou espiritualmente falando. Espero que a imagem
desta divertida criatura, que estou disponibilizando para vocês, possa lhes dar
uma idéia da sabedoria, paz e alegria que senti e presenciei a seu lado. Por fim,
divido com vocês um de seus poucos relatos pessoais (pois não me falou seu
nome, tampouco me passou seu e-mail, solicitado por mim, revelando-me que
havia chegado a hora do desapego, inclusive de seus familiares): vivia com muito
pouco dinheiro, só para o necessário, viajando por cidades na Índia para realizar
contribuições sociais e "treinava", através da meditação, para chegar a um estado
que denominou de "that", por ser complexo de se nomear (para evitar
"limitações") e me forneceu apenas duas características para tal: ausência de esforços
e onipresença.
Diante do aviso inesperado da chegada a meu destino, despeço-me
do meu amigo, com palavras apressadas e um inglês mal formulado, saudando-o:
"I hope you get to meet "that" and I will be there with you". E no último instante
em que nossos olhos se cruzaram, refletiam sorrisos ao som de gargalhadas
recíprocas. E percebo, logo após, que sua intenção de desapego não funcionava
para mim: desde o primeiro momento em que nos percebemos ficou registrado
para sempre em minha mente e em meu coração o nosso encontro. Revivo-o nas
lembranças com um saudosismo de ter sido gratificante e não poder reprogramar
o "bis" (reencontro). Restando apenas a reflexão de que por trás da espiritualidade
e arte divinamente bela deste povo, estão as pessoas que lhes dão "vida".

Ana Katarina Campelo

Foto: Katarina e o senhor do trem

Incredible India!

Om Shanti

19 dezembro 2007

Trem Indiano

Namaste

Por favor clique no link abaixo e veja como são os trens aqui na Índia.

http://xpock.com.br/2007/12/17/ainda-vai-reclamar-de-onibus-lotado



Incredible India!

Om Shanti

02 junho 2007

Autobiografia de Gandhi - Parte 9



02/06/2007

Continuando com a autobiografia de Gandhi....

***

No capítulo ALFABETIZAÇÃO, Gandhi confessa que não sabia Tamil e Urdu suficientemente bem, mas que atuou como professor na comunidade Phoenix ensinando as crianças o pouco que sabia. Ensinou também Gujarati, Hindi e um pouco de Sânscrito.

Certa vez um aluno mal-educado, mentiroso e desobediente levou Gandhi ao desespero, que apanhou uma régua e deu uma reguada no garoto. “I picked up a ruler lying at hand and delivered a blow on his arm.” Em seguida, ao ver o garoto chorar, Gandhi se arrependeu e nunca mais bateu em seus alunos. (Onde fica a Ahimsa???) Eu lecionava mas nunca bati em aluno nenhum, muito menos dar um reguada, ainda mais que naquela época as réguas eram de madeira.

Neste capítulo ele também diz que bateu uma única vez em um de seus filhos, mas não diz em qual deles ou o motivo.

***

No capítulo ENCONTRO COM GOKHALE Gandhi conta que o movimento Satyagraha terminou em 1914 na África do Sul. Ele recebeu instruções de Gokhale para retornar a Índia via Londres e assim ele o fez em julho de 1914.

Durante a viagem Gandhi implicou com seu amigo Sr. Kallenbach pois este possuía um binóculos de que gostava muito. Gandhi achava que o binóculos era uma possessão material que não combinava com o ideal de simplicidade adotado por ele, assim sendo, Gandhi pegou o binóculos do companheiro e jogou-o ao mar durante a viagem de navio de retorno a Londres.

***

O capítulo MINHA PARTICIPAÇÃO NA GUERRA refere-se a participação de Gandhi na 1 Guerra Mundial.

Gandhi era fiel a Inglaterra e não achava oportuno trai-la em um momento de necessidade como este. Seus amigos viam a guerra como uma oportunidade para tentar a independência da Índia, mas Gandhi discordava e acreditava que os indianos deveriam ajudar a Inglaterra na guerra.

Gandhi se voluntariou para participar no serviço de ambulância e primeiros socorros. Assim, Gandhi participou de 3 guerras, 2 na África do Sul (Boer e Zulu) e na 1 Guerra Mundial em Londres.

No capítulo DILEMA ESPIRITUAL Gandhi tenta convencer os amigos de que sua participação nas guerras não ia contra os preceitos da não-violência (Ahimsa), mas seus amigos discordavam. Porém quando Gandhi descobriu que não seria o líder da corporação de voluntários indianos que ele mesmo formou para participar da guerra, revoltou-se e criou uma pequena Satyagraha. Gandhi havia organizado tudo e juntado 80 voluntários indianos, mas acabou ficando acamado. (Freud explica. Para quem estudou psicanálise, este livro é um prato cheio).

***

No capítulo TRATAMENTO DA PLEURITE, Gandhi apesar de estar com pleurite recusou-se a tomar leite para se recuperar. Finalmente Gandhi se recupera e retorna a Índia após ter ficado 10 anos fora.

***

Já na Índia, Gandhi quis ter um ashram em Gujarat, sua terra natal, nos moldes da fazenda Phoenix (comunidade alternativa auto-suficiente) que havia criado na África do Sul. Como ele não possuía nenhuma verba para isso, seu amigo Gokhale comprou o ashram e arcou com todas as despesas para ele.

Enquanto isso, as pessoas da fazenda Phoenix ficaram provisoriamente em Shantiniketan. O interessante é que Gandhi conta que fez experimentos na escola do “poeta” porém não o chama pelo nome – Tagore. (Veja foto)

Gandhi era partidário da filosofia do trabalho e adorava por as pessoas para trabalharem executando diversas tarefas. Ele fez isto também na escola de Tagore em Shantiniketan.

***

Este capítulo, PASSAGEIRO DE TERCEIRA CLASSE é interessante pois Gandhi fez questão de viajar de trem na 3 classe com sua esposa e um dos filhos e reclama da falta de fila e organização para comprar as passagens.

Todos sabem que na terceira classe o bicho pega, ainda mais na Índia, mas Gandhi prefere reclamar.

Por fim, o filho conseguiu lugar no vagão superlotado da terceira classe mas Gandhi e a esposa preferiram entrar numa classe melhor. O fiscal os pegou pois é comum pessoas com passagens de classes inferiores quererem entrar nas classes melhores do trem; e Gandhi teve que pagar a diferença do preço da passagem.

Gandhi não poupa críticas sobre os indianos e desabafa dizendo “But the rudeness, dirty habits, selfishness and ignorance of the passengers themselves are no less to blame. The pity is that they often do not realize that they are behaving ill, dirtily or selfishly. They believe that everything they do is in the natural way.” A verdade é que infelizmente de 1927 até hoje, 2007, pouca coisa mudou no rude comportamento dos indianos que continuam sem noções básicas de higiene e limpeza; e muito menos de formação de fila. A Índia vive no passado.

Não só de trem, mas também de navio, Gandhi passou a viajar de terceira classe. Ele não chegou a fazer um voto oficial de pobreza, mas passou a viver de modo simples desde a criação da Satyagraha.

É muito interessante ir lendo e ir acompanhando a modificação interior e exterior de Gandhi. Sim, exterior também pois ele descreve suas vestimentas. Desde a época da Inglaterra onde andava bem alinhado e gastava dinheiro com roupas boas e cartola, até praticamente andar semi-desnudo e careca na Índia. Lembre-se que na África do Sul ele foi expulso do trem por querer andar na primeira classe!!! Como já disse antes, ele mudou muito mesmo.

Gandhi tinha por hábito fazer cortesia com o chapéu alheio e no capítulo KUMBHA MELA ele oferece-se para cuidar das latrinas porém põem o filho Manganlal para executar o serviço sujo. “The offer was naturally made by me, but was Manganlal Gandhi who had to execute it.” Esta questão da limpeza das latrinas era uma coisa muito importante para ele.

Há uma cena no filme Gandhi onde ele tem uma briga com a esposa pois ela recusa-se a limpar as latrinas.

Ainda neste capítulo da Kumbha Mela, Gandhi fica horrorizado com a exploração da fé das pessoas e conta como ficou assombrado ao descobrir que a vaca de 5 pernas na verdade era falsa e que os indianos simplesmente cortam a perna de um bezerro vivo e costuram no ombro de uma vaca normal. Para ele isso era uma tamanha crueldade para com os animais. “The result of this double cruelty was exploited to fleece the ignorant of their money.”

FOTOS: Gandhi com o poeta Tagore e Gandhi desembarcando de um trem.

Aguarde continuação…

Om Shanti

07 maio 2007

Sobre Trem & Menstruação


Nâmaskar

Como enganar o sistema de trens de passageiros de Mumbai


Stephen J. Dubner


Em um website chamado Reality Is A Farse (A Realidade é Uma Farsa), o bloguista Ganesh Kulkarni afirma ter descoberto que os trens urbanos de Mumbai atendem a seis milhões de passageiros diariamente, mas que o sistema não está equipado para checar as passagens de todos os usuários.

Em vez disso, escreve Kulkarni, os fiscais verificam aleatoriamente as passagens de alguns passageiros. Isso deu margem a uma forma de trapaça que é elegantemente chamada de "viagem sem passagem".

Embora provavelmente não seja muito comum ser pego viajando sem passagem, existe uma multa significativa para quem é descoberto. Assim sendo, escreve Kulkarni, um passageiro esperto elaborou um seguro para garantir que os passageiros sem passagem que sejam flagrados tenham condições de arcar com o valor da multa.

Paga-se 500 Rúpias (cerca de US$ 11) para ingressar em uma organização composta por outros passageiros que não pagam passagem. A seguir, se o indivíduo é descoberto viajando sem passagem, ele paga a multa às autoridades e, depois disso, apresenta o recibo à organização dos sem-passagem - que cobre 100% do valor da multa.

Vocês não gostariam que todos fossem tão criativos quanto esses trapaceiros?

Mas, o mais importante: não haveria um grande retorno financeiro caso se investisse na contratação de um número suficiente de fiscais encarregados de checar as passagens, de forma que esse sistema ferroviário realmente fizesse com que todos pagassem?



Curiosidade:

Além da passagem de trem propriamente dita, há aqui na Índia há também a passagem de plataforma.

Os turista estrangeiros são leigos quanto a esta passagem e até hoje não conheci nenhum turista estrangeiro que saiba de sua existência, e nenhum guia de viagem que fale sobre isto; mas aqui na Índia, se você quiser entrar na estação de trem e acompanhar a pessoa que vai viajar até a porta do trem, você tem que comprar uma passagem de plataforma. O preço é irrisório, custa 3 Rúpias por pessoa e se você for pego sem, terá que pagar multa.

***

Pergunta sobre menstruação revolta funcionárias públicas na Índia

da Folha Online

Funcionárias públicas da Índia estão sendo questionadas pelo governo a respeito de seu ciclo menstrual em um novo relatório de trabalho do serviço público, uma medida que causou forte rejeição entre as mulheres em busca de uma colocação no país.

Entre outras perguntas, o novo formulário elaborado pelo governo no início deste ano inclui questões pessoais como: "Qual foi a data da sua última menstruação?" ou "Dê detalhes a respeito de seu histórico menstrual".

O formulário especifica ainda que "todas as funcionárias mulheres" devem dar detalhes a respeito de sua última licença-maternidade.

"Isto é extremamente insensível", afirmou Seema Vyas, funcionária pública do setor administrativo do Estado de Maharashtra, no oeste da Índia. "O que o governo fará com essas informações?", questionou.

Todas as funcionárias do governo passam por check-ups periódicos, mas detalhes a respeito de sua saúde não constavam em seus relatórios de trabalho.

Mulheres indignadas com o novo formulário pretendem se reunir na próxima semana para organizar uma reclamação formal ao departamento pessoal do governo federal, exigindo que as perguntas sejam retiradas do relatório, de acordo com Vyas.

Em outros Estados indianos, não houve registro de reclamações de funcionárias. O Ministério da Saúde disse não ter recebido nenhuma queixa por parte das trabalhadoras.

"Um comitê formulou o novo questionário. Mas todo problema tem uma solução", afirmou K. Ramchandran, porta-voz do Departamento de Saúde federal. "Se o formulário não for apropriado, nomearemos um segundo comitê para revisar seu teor", acrescentou.

Cerca de 10% dos funcionários públicos na Índia são mulheres.


Se as mulheres indianas não tivessem tanta anemia, não parissem tantos filhos e fizessem exames ginecológicos regulares creio que estas perguntas não teriam entrado no relatório.

Mas relaxadas como são penso que é importante este tipo de pergunta para fins de estudos estatísticos, mas vai tentar explicar isso para uma indiana .....

Incredible India! (slogan do governo indiano)

Om Shanti

10 março 2007

Water & Coca Cola


Nâmaskar

Hoje vou interromper as postagens sobre a trajetória de vida das indianas pois preciso te contar duas coisas sobre nossa querida e Incredible Índia.

1. Lembra que na postagem de 20 de setembro de 2005 e na postagem de 4 de abril de 2006 eu te contei sobre o filme Water da cineasta indiana Deepa Mehta? Volta lá no arquivo e veja.

Eu te contei que o filme foi banido da Índia, ela foi expulsa da cidade sagrada de Veranasi onde ela estava fazendo o filme e os radicais hindus invadiram o set de filmagem e destruíram tudo, os cenários, o figurino, as câmaras em fim tudo mesmo. Deepa Mehta também foi proibida pelo governo central de filmar na Índia e disse que ela era persona não grata etc.

Pois bem, para preservar a própria vida ela achou por bem não teimar e saiu da Índia rapidinho. Isso tudo ocorreu quando eu ainda morava em Calcutá, por volta de 2001.

Proibida de filmar na Índia, Deepa teve que filmar no Sri Lanka, um país vizinho que fica ao sul da Índia.

Deepa Mehta agora vive no Canada e este ano, justamente o filme Water foi o escolhido para participar do Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro. O filme, naturalmente, participou do Oscar representando o Canadá (país que a acolheu e a apoiou).

Agora que o filme Water ficou famoso internacionalmente, a Índia como sempre, quer tirar para si os louros e glórias da conquista alheia e o governo indiano autorizou a exibição do filme nos cinemas; que inclusive vai estrear HOJE em 3 cinemas aqui em Delhi !!!!!!!!

Agora eu te pergunto, cadê aqueles políticos que enxotaram, humilharam e espezinharam a Deepa ???? Cadê aqueles artigos de meia página de jornal falando mal dela e do seu trabalho??? Como a Índia é hipócrita!!! Detesto esta falsidade indiana.

2. A segunda coisa que quero te contar é sobre a nova propaganda da Coca Cola. Até agora não sei se choro ou se dou risada.

É sabido e notório o hábito indiano de arrotar em público, pois bem, a Coca Cola não deixou por menos e fez uma propaganda a respeito.

Em um trem, o garçom vem trazendo uma garrafa de Coca Cola para um dos passageiros quando o trem passa por um túnel e fica tudo escuro. Depois de passar pelo túnel a garrafa de Coca aparece vazia, ou seja, alguém bebeu enquanto o trem estava no túnel. Como descobrir o culpado??? Simples, o que arrotar é o que bebeu. A questão é que os indianos todos arrotam o tempo todo, a aí começa aquele festival de arrotos no trem (nojento). Até que o próprio garçom dá o maior e mais alto arroto de todos!!!!!!

Clique no link e veja: http://www.youtube.com/watch?v=f6S4M-Sky7A pois mostra bem uma realidade indiana.

BURP !!

Incredible India! (slogan oficial do governo indiano)

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OM Shanti

20 fevereiro 2007

Atendado no "trem da amizade" que liga Índia e Paquistão deixa 66 mortos


Nâmaskar

Pois é minhas amigas leitoras, mais um atentado terrorista no país da ahimsa (não violência). Na verdade, como já escrevi antes, só mesmo M. Gandhi era pacífico os demais ....

Melhor fazem vocês aí que estão se divertindo pulando carnaval do que os indianos que ficam se matando. Pense bem, é para India que você deseja vir em busca de espiritualidade?????

Atendado no "trem da amizade" que liga Índia e Paquistão deixa 66 mortos
Elisabeth Roche
Da AFP, em Deewana

Pelo menos 66 pessoas morreram num atentado cometido na
madrugada destasegunda-feira em um trem que liga a Índia
ao Paquistão, um ataquedestinado a prejudicar o processo
de paz entre os dois rivais da Ásia do Sul, segundo fontes
oficiais.

"Contamos 66 corpos até agora e mais 30 pessoas estão
feridas. Elas foram levadas a hospitais de Nova Déli",
declarou à AFP o comissárioda Polícia de Panipat (norte
de Nova Déli), Mohinder Singh.

Uma bola de fogo destruiu por volta da meia-noite de
domingo dois vagões do "trem da amizade" que liga Nova
Déli à fronteira paquistanesa, indicaram responsáveis
oficiais. O comboio estava a 5 km da cidade de Panipat,
a 100 km a norte da capital indiana.

O ministro das Estradas de Ferro, Lalu Prasad Yadav,
disse que foi um atentado, acrescentando que as autoridades
encontraram explosivos à base de querosene em duas malas
no trem.

"As intenções são claras: é uma tentativa para
desestabilizar o processo de paz entre a Índia e o
Paquistão", continuou.

"Testemunhas disseram ter ouvido duas explosões.
A polícia encontrou um detonador no local e deduzimos
que foi uma sabotagem", declarou o diretor-geral das
Estradas de Ferro do norte da Índia, Vinoo Narain Mathur.

"Quem quer que sejam os autores deste atentado, isto é
contra a paz, contra as relações amistosas que estamos
tentando estabelecer com outros países", lamentou o
ministro do Interior, Shiv Raj Patil, referindo-se ao
Paquistão.

O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, condenou
este ato "raivoso", assegurando que isto não vai
interromper o processo de paz entre a Índia e o Paquistão.
"Estes atos de terrorismo injustificáveis vão nos ajudar
ainda mais a reforçar nossa determinação de atingir o
objetivo comum de paz duradoura entre os dois países",
afirmou o general Musharraf e comunicado divulgado
pela Presidência.

O primeiro-ministro Manmohan Singh manifestou seu
"sofrimento" e sua "tristeza". "Os culpados serão pegos",
prometeu.

As televisões mostram os bombeiros dentro dos vagões
incendiados. Segundo o canal "Times Now", as brigadas
de socorro demoraram 90 minutos para chegar ao local.

"Nós estávamos dormindo quando ouvi a explosão", contou
uma sobrevivente à "Times Now". "As portas do trem
estavam fechadas, nós não conseguimos abri-las e eu
estava ficando sufocada", continuou.

"Os passageiros entraram em pânico. Foi o caos total
no trem", contou outro sobrevivente à agência PTI.

O canal "New Delhi Television", citando os serviços
de informação, comparou este atentado aos de 11 de
julho de 2006 cometidos nos trens de Mumbai (187 mortos
e mais de 800 feridos).

Depois destes ataques, a Índia congelou durante vários
meses o processo de paz retomado com o Paquistão no
início de 2004.

Nova Délhi acusa os serviços secretos paquistaneses (ISI)
de apoiar grupos islâmicos da Caxemira indiana,
suspeitos de ter coordenado estes atentados de Mumbai.
Islamabad
nega sempre.

As duas potências nucleares rivais já entraram em guerra
três vezes desde a repartição de agosto de 1947, duas
delas pela Caxemira, um território do Himalaia dividido
em dois e reivindicado por cada um.

No âmbito do processo de paz, os dois países trocaram
em 1º de janeiro deste ano a lista de suas instalações
nucleares que eles se comprometem a não atacar em caso
de guerra. No fim de 2006, eles decidiram também cooperar
para a luta antiterrorista.

O expresso "Samjhauta" (ou "Expresso da Amizade") liga
Nova Délhi A Wagah, sul da fronteira paquistanesa. Lá,
os passageiros devem descer para pegar outro trem para
Lahore no Paquistão.

O serviço ferroviário é um símbolo da aproximação entre
os irmãos inimigos da Ásia do Sul. No entanto, estava
suspenso desde o início de 2002 após um atentado contra
o parlamento Indiano em dezembro de 2001, um ataque
atribuído por Nova Délhi a militantes apoiados pelo
Paquistão.

A linha do trem voltou a ser utilizada em janeiro de 2004.

Incredible India! (slogan oficial do governo indiano)

OM Shanti Shanti Shanti

13 fevereiro 2007

Estação de Trem


Nâmaskar

Quando cheguei de viagem no fim de janeiro, após três meses de Brasil, minha sogra e uma tia do meu esposo estavam aqui em casa. Ontem elas retornaram a Calcutá e fomos leva-las a estação de trem.

O trem (um expresso), atrasou 1h30 minutos. Enquanto aguardávamos sua chegada fiquei observando a estação e imediatamente ocorreu-me escrever um pouco a respeito. Na verdade é mais um alerta a você que planeja vir para a Índia e se locomover de cidade em cidade via trem.

Prepare-se emocionalmente para encontrar estações de trem abarrotadas de gente e com precárias condições de higiene e limpeza.

Raramente há bancos para se sentar e no geral as pessoas sentam nas próprias malas ou direto no chão.

Sugiro que compre uma garrafa de água se estiver com sede e evite beber a “drinking water” disponível nas estações.

Toilets são raros e portanto se precisar urinar basta faze-lo na linha do trem seguindo o exemplo indiano.

O cheiro forte, as moscas e mosquitos fazem parte do cenário, portanto não estresse.

Nas estações há “coolies” ou seja, carregadores que carregam suas malas para você e cobram por quantidade de malas. Utilize os serviços somente dos “coolies” oficiais que usam uniforme (jaleco) e dispense os serviços dos que não tem uniforme. No mais, tenha uma boa viagem!

Incredible India!

Om Shanti

06 abril 2006

Renato na India

Nâmaskar

Segue abaixo relato de viagem do nosso querido Renato Brás.

Olá Sandra, tudo bem ?

Já estou de volta ao Brasil e depois de reorganizar tudo pude colocar também em ordem meus sentimentos sobre a Índia.

Minha viagem não foi igual a da Roberta, pelo contrário tudo transcorreu muito bem, mas gostaria de deixar aqui minhas impressões.

Minha chegada em Delhi foi umas das mais diferentes que tive na vida, depois de descobrir que o meu transfer não aparecera resolvemos, eu e meu amigo, pegarmos um "taxi".
A negociação já foi confusa, assim como o aeroporto abarrotado de pessoas esperando por familiares, turistas etc...

Depois de um preço exorbitante e muita negociação até o preço justo seguimos em direção ao carro onde assim que entro e olho para o lado vejo nada mais do que uma pessoa fazendo na "boa" suas necessidades. Aquilo de cara foi um choque, mas enfim estava na Índia e já tinha lido bastante sobre vários costumes indianos.

Trânsito complicado até o hotel, sem regras e apenas muita buzina chegamos ao famoso bairro de mochileiros, Karol Bagh.
Deixando de lado qualquer coisa que possam achar de mim, ou até mesmo comentarem que moro em um país de 3° mundo e que tenho a miséria muito próxima, Karol Bagh me assustou. Sujeira, esgoto a céu aberto, muita gente dormindo na rua, ruas empoeiradas...disse "Chegueiem uma favela brasileira", parei para pensar e renovei meu pensamento "aqui começa mais uma aventura a la Indiana Jones".

Delhi é uma metrópole que para mim não chegou a ser caótica mas que não me agradou, achei-a abandonada. A famosa CP, o Indian Gate, a parte cívica da cidade, tem sua beleza mas acho que deveria ser mais cuidada.

Andamos de metrô (por sinal moderníssimo), auto-rikshaw, a pé, enfim devoramos Delhi no 1° dia. Tudo a preço de banana !!!

Mas nossa viagem pela Índia começaria mesmo no dia seguinte, já com uma confusão na recepção do hotel que jurava que o transfer tinha ido nos buscar no aeroporto, não pagamos mas tivemos a nítida certeza de que fomos enganados no valor dado por eles para levar-nos até a estação de New Delhi, aliás não achei os indianos simpáticos, na verdade o que conta para eles é o que você vai pagar, isso tirou, para mim, um pouco do brilho de toda a "espiritualidade".

Enfim, estação de trem, gente dormindo por todos os cantos, gente querendo levar vantagem em tudo, dizendo que seu bilhete está errado e que podem te levar em uma loja para endireitar...(toda atenção é pouca, isso é um velho golpe), mais gente fazendo "coisitas fisiológicas" próximo a estação e lá estávamos nós na 1ª classe (do século XIX) do trem com destino a Jaipur-Rajastão.

Nosso vagão era praticamente só de estrangeiros, tudo muito cordial e um serviço de bordo prá lá de engraçado, relaxei e comecei a observar uma Índia Rural, mágica pelas cores e triste pela miséria.
A cada cidade, vila, casebre, plantação que o trem rasgava minha mente trabalhava, sem saber se estava emocionado ou com raiva da miséria do mundo.

A cidade de Jaipur realmente pulsa. Saris, vacas, camelos, gente, muita gente nas ruas e um comércio intenso. Eu estava inserido na Índia, foram 3 dias de muita descoberta e paisagens maravilhosas. A única coisa que continuava a me incomodar, desde Delhi, era a sujeira e a falta de higiene da população (limpadores de ouvido, vendedores de dentaduras, tudo a céu aberto e a escolha do cliente que pode inclusive testar para ver se a dentadura cabe na boca, ruas sujas, esgoto a céu aberto..) Jaipur a cidade Rosa é realmente a cara da Índia.

De Jaipur seguimos para Agra, 5 horas de trem e chegamos na cidade mais feia que já vi na minha vida, além de caótica e imunda nos presenteia apenas com o Taj Mahal e o Forte, no mais tudo é muito tumultuado, sem opções.

O Taj Mahal é realmente uma maravilha do mundo, lotado de turistas e também de Indianos, causa um impacto e admirá-lo nunca é demais. Apenas um dia é necessário para esta cidade e de lá nossa etapa mais engraçada da viagem, a ida para Varanasi.

A viagem que duraria 10 horas conforme o staff do trem durou simplesmente 16 horas e a classe para turistas era um vagão imundo, com cortinas de plástico azul cintilante de banheiro, dividia as cabines, para 4 pessoas cada.

Foi uma festa, todos os turistas se conheceram, troca de biscoitos, frutas... a cada parada do trem (ele parava mais do que caminhão de lixo na hora da coleta) todo mundo descia, tirava fotos e contava suas aventuras pela Índia, gente que estava a mais de 6 mêses rodando pelo país, velhos, jovens, senhores Europeus com todo aquele ar blazê, assim como mochileiros franceses "tô nem aí", foi divertidíssimo. Imagina dormir neste trem, quando passei a mão no meu "colchão" ela sai preta, preta, preta.

Varanasi, a cidade sagrada tem lá sua magia, mas não me emocionou, achei bonita a fé mas todo comércio em volta da gente tentando tirar dinheiro tira o brilho, como já disse anteriormente, não achei o Indiano simpático e talvez seja apenas uma implicância minha.

O Rio Ganges e seus rituais levam a beira do rio muita gente, turistas Zen, turistas japoneses e suas cameras ultra-modernas, jovens, indianos de outras cidades, pessoas que esperam a morte nas galerias que levam ao ganges, vacas, sujeira, corpos a serem cremados, enfim algo que todo mundo deveria ver um dia. Varanasi tem 5000 anos e lá também se encontra o local onde Buda fez seu primeiro sermão.
Passamos dois dias por lá e voltamos a Delhi para nossa conexão com destino a Alemanha.

Ficamos sabendo que duas bombas explodiram no dia seguinte que saímos de Varanasi, ferindo vários turistas, inclusive uma na estação de trem , no horário do trem para Delhi. Escapamos por 24 horas.

A saída de Delhi é uma novela mas isso é uma história a parte, apenas para encurtar foram 3 horas da porta do aeroporto até o embarque (4 revistas)... mas isso depois eu conto.

Estarei em breve colocando em um fotoblog as fotos desta viagem que sem sombra de dúvidas nos deixou marcados de uma forma positiva ou negativa.
Abraços,
Renato Brás
Renato

08 fevereiro 2006

Relato da Roberta


08/02/2006

Namastê!

Renato: Geralmente NãO há greves de trem na Índia, isso é algo MUITO raro. A greve marcada para o dia 1º de março tem prazo indeterminado para acabar (pois já vários anos eles não fazem greve).

Hoje temos um trecho do e-mail da Roberta Machado que está nesse exato momento aqui na Índia. (Ela autorizou a postagem desse e-mail).

Eu creio que é muito interessante postar as experiências de pessoas que vem para a Índia com outras finalidades como: intercâmbio, trabalho voluntário, trabalho de evangelização (que alias é proibido aqui, mas acontece e muito), turismo, estudar yoga, dança, música, ayurveda etc.

O meu foco é sempre o de quem mora aqui, o de quem vive o dia-a-dia indiano ano após anos, o foco deles é de quem vem aqui por poucas semanas ou alguns meses. É bom saber também como os visitantes vêem esse país tão vasto quanto sua cultura.

Relato de Roberta Machado:
Namaste
Estou checando minha pasta de emails enviados, e nao estou muito Certa se vcs receberam esse ultimo boletim ou nao.. entao, mando de novo...
Bom, vou falar da minha ultima semana, quando fui pra Pune assistir a Conferencia Mundial da Paz. Passei 4 dias esperando grandes discursos e descobertas... bobagem!!! Como a maior parte das conferencias brasileiras, tinha gente demais para falar por tempo de menos... conclusao: discursos superficiais e utopias que cabem em 10 min para salvar o mundo... alem de superficial, um papinho bastante hipocrita: vamos desarmar o mundo, mas a cashmira nao se inclui no discurso, vamos respeitar os outros, mas as nossas mulheres so podem casar com quem seus respectivos pais escolherem, elas seguirao a carreira que nos acharmos melhor e nao poderao fumar, beber ou mesmo andar de maos dadas, abracar ou beijar todo e qq homem (ou mulher) que nao seja seu irmao ou seu pai!!! Sim, aqui os homens gays se abracam na rua... mas nao e pq eles aceitam o homossexualismo. Afinal, as lesbiscas nao tem a menor chance de sobreviver aqui... eles so aceitam os gays homens pq eles sao homens... marido e mulher nao podem expressar seu amor em publico. Se o fizerem, apanham da policia, como aconteceu no mes passado... As mulheres sao tao subirdinadas, que muitas vezes nao trabalham ou deixam de estudar para cuidar do marido (tem muita adolescente casando com 15 ou 16 anos)... ai, elas tomam um pe na bunda e ficam na miseria, pq a familia nao as aceita de volta... em funcao disso, ha inumeras ongs exclusivamente para melhorar a situacao das mulheres (isso vai me render uma puta materia!!!).
Bom, cansada de blablabla, peguei um onibus e fui pra praia... Goa, tambem conhecido como o paraiso dos malucos!!! Gente do mundo todo (vi 2 bandeiras do brasil penduradas pela cidade) vem para esse pequeno estado de praias para usar todos os tipos de droga e dancar tecno ate os pes sangrarem... juro, umna puta loucura, nao da pra imaginar que esse tipo de lugar existe por aqui!!! Fiz amizade com um taxista e fui com ele pra uma balada absurda: um lugar a ceu aberto, de onde se podia ver a praia, tocando uma tecnera sem nocao e a gringaiada pulando sem parar... so que o governo nao permite que esse tipo de festa passe das 10 pm... entao, a parada comeca as 18h e termina as 22h... o taxista ainda queria ir pra outra balada, mas eu tava sussa.. voltei pro hotel pra acordar cedo no dia seguinte... peguei praia, fiz o check-out do hotel, larguei minha bagagem la, voltei pra praia e so fui pra estacao de onibus as 20h, com agua do mar arabico no cabelo, ja que nao tinha onde tomar banho – maaaaster suja!!! Cheguei em pune e fui direto pro chuveiro. La, ainda tentamos visitar um centro da Osho, uma escola de meditacao muito louca, que utiliza tecnicas de new age, musica e sexo pra meditar (alguem se candidata a professor?), mas nao pudemos entrar pq os ingressos para os visitantes tinham acabado.

Bom, voltei pra ahmedabad ontem as 6h da matina, visitei um museu onde cruzei um brasileiro perdido por aqui e a noite sai com um pessoal master gente boa, que tem sido companheirassos.... tvz eu mude de cidade tb... pq eu nao tenho feito nada de util no meu trabalho e eu nao estou na produtora que eu deveria estar... estou numa ong em ahmedabad e deveria estar em uma produtora em new delhi ou em mumbai... hj, a representante da agencia de turismo que eu viajei, ta vindo aqui no meu trabalho pra falar comigo sobre isso... vamos ver no que e que da...bom, queridos, deixa eu voltar a fingir que estou produzindo algo por aqui... para aqueles que chegaram agora.


Incredible India!

Om Shanti

23 dezembro 2005

Saudades do Papai Noel


Namastê

Mais um problema para o Ministro de Ferrovias, Lalu Prasad resolver; o roubo ocorrido ontem no trem que ia de Mumbai a Lucknow.

12 homens armados e mascarados entraram no trem e roubaram os passageiros de seu dinheiro, jóias, anéis, pulseiras e até mesmo mangalsutras (colar de casamento).

Eles também estupraram uma moça de 22 anos.

Três passageiros homens que se revoltaram ao ver a moça sendo estuprada coletivamente (gang rape), foram jogados para fora do trem em movimento.

Um absurdo a falta de segurança nos trens indianos e ainda tem turista que viaja sozinho!!

Quando não são assaltos e estupros, são atentados terroristas que tiram a paz de quem viaja. Os bandidos sabem que quem está viajando no trem deve ter uma certa quantia em dinheiro no bolso para a viagem e estão indefesos pois não tem para onde correr. Esse tipo de arrastão está se tornando mais comum nos trens de longa distância ultimamente. O mais seguro hoje em dia é mesmo viajar de avião.

***
Apesar do tamanho normal de um rim humano ser de 9 cm, os médicos indianos removeram uma pedra de 13 cm do rim do senhor Vilas Ghuge de 37 anos de idade, aqui em Delhi. Agora ele vai constar no livro de recordes mundiais “Guinness book” como o sujeito com o maior pedregulho nos rins.

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Para alívio de 72 milhões de homens indianos, dia 26 de dezembro, um dia após o Natal, papai Noel trará o melhor presente para eles, a pílula azul - Viagra, produzida pela Pfizer. Cada pílula custará 594 Rúpias, mas tenho certeza que muitos não se importaram em pagar este preço alto. Só espero que a população de mais de 1 bilhão de indianos, não cresça ainda mais!!!

***
E por falar em Papai Noel, não vi nenhum esse ano. Só mesmo em uns poucos shoppings e hotéis 5 estrelas é que se pode ser o bom velhinho. Não é uma coisa cultural indiana, mas já que hoje em dia muitos indianos não cristãos compram árvores e enfeites de Natal e tentam imitar os ocidentais, creio que os lojistas poderiam contratar um Papai Noel.

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Os EUA decidiu não dar mais 30 mil vistos H1B para trabalhadores de nível superior como engenheiros e economistas. Muitos indianos ficarão desapontados por não poderem ir mais para a tão sonhada terra do Tio Sam. Sim, os indianos continuam querendo sair em massa da Índia, mas os EUA está cortando as esperanças deles. Os indianos mais estudados detestam a India por ser atrazada, ritualística e ignorante.

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O sobrinho do ministro de ferrovias Lalu Prasad foi preso em conexão a três crimes diferentes.

***
Os produtores de filmes indianos estão decepcionados pois o governo pouco fez para acabar com a pirataria que assola o país. Se vocês acham que o Paraguai é símbolo de pirataria, isso é porque vocês não conhecem a Índia. E aqui não é somente pirataria de CD de filme indiano não, rola MUITO filme pornô (indiano e ocidental), CD de programas para computador, roupas, perfumes, bolsas etc. Tem de tudo!

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O governo indiano proibiu a entrada de empresas de Direito estrangeiras e mais uma vez atacou com o tradicional protecionismo. Teremos que continuar a contar mesmo com esses advogados indianos que tem por aqui mesmo :(

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Uma baleia de cerca de 5 metros de comprimento, sangrando profusamente pela boca e com marcas de machucados pelo corpo apareceu em uma praia em Orissa. Desconfia-se que ela tenha se machucado em algum navio ou que alguém tenha tentado caça-la. Ela acabou morrendo na praia sem nenhum auxilio veterinário. Os indianos só gostam mesmo de ratos, vacas, baratas e cobras!!

***
Falando em veterinário, fico impressionada com a irrisória quantidade de faculdades de veterinária, odontologia, fisioterapia, psicologia, biologia etc. Indianos gostam mesmo é de engenharia e economia, o resto para eles é bobagem, por isto o país é como é!

Quero desejar a todos vocês um LINDO E MUITO FELIZ NATAL!!!!!!!

Que Papai Noel seja bem generoso e te dê muita Luz, Paz, Sucesso, Saúde, Amor e Muitas Alegrias!!!!!
Que o Poder Superior abençoe a todos nós!!!

FELIZ NATAL!!!!!!

Om Shanti

22 novembro 2005

Eletrocutado


Nâmaskar

Mais um homem morreu eletrocutado.

Dessa vez o incidente ocorreu na estação de trem Patel Nagar quando o homem viajava em cima do vagão de trem. Devido ao extremo calor e sujeira dentro dos vagões de trem, muitos indianos preferem viajar fora do vagão. Para quem assistiu ao filme GANDHI, deve lembrar-se de uma cena onde um padre anglicano é convidado pelos indianos para subir no topo do vagão. O padre aceita o convite mas a esposa de Gandhi segura o padre pelo tornozelo. Assista ao filme Gandhi.

***
500 crianças foram resgatadas de fábrias de bordados zari ontem aqui em Delhi. As mais novas tinham 7 anos de idade. Desde 1986 segundo o Child Labour Act, crianças estão proibidas de trabalhar em fábricas.

***
O governo indiano está negociando com o governo do Afghanistão para ver se consegue resgatar o indiano com vida sequestrato pelo Taliban.

***
Alguns templos hindus continuam proibidos para pessoas não-hindus. O Jagannath Templo tem uma placa em sua porta que deixa isso bem claro e recusou a entrada da princesa Tailandesa Sirindhorn em visita a Índia pois ela é budista. A americana Pamela Fleig, convertida ao hinduismo também não pode entrar pois para os fundamentalistas só é hindu quem nasce de pais hindus.

***
Desbaratada uma tentativa de ataque terrorismo em Delhi. Segundo o serviço de inteligência indiano, infiltraram-se no país alguns paquistaneses com o propósito de atacar o metrô, trens e o aeroporto internacional de Delhi inclusive com planos de sequestrar um avião como ocorreu em dezembo de 1999.

INCREDIBLE INDIA!

Om Shanti