5 pessoas morreram e 34 ficaram feridas em mais um ataque terrorista na India, desta vez em um trem em Assam.
Veja o link (em ingles):
http://timesofindia.indiatimes.com/articleshow/3782797.cms
Incredible India! (slogan do governo indiano)
Om Shanti
Notícias verdadeiras sobre a Índia. Blog criado em 2005. Por motivos técnicos as palavras estão sem acentuação.

Incredible India! (slogan oficial do governo indiano)
Om Shanti



Namaskar
Fonte: G1
Incredible India! (slogan do governo indiano)
Om Shanti
( Nos fundos da universidade em Ashta, casas extremamente simples de agricultores familiares)
( A rua em frente à casa em que mora Sankalp e seus amigos, em Ashta)
(Na vila de Fatehpur, quando errei o caminho para o terminal de onibus)
(Taj Mahal, no meu unico dia nublado de India)
(Vista da casa do meu amigo Roni)

Relato de um encontro com um senhor muito cativante num trem:
Entrei no trem e me acomodei num de seus vagões. Sempre há uma dificuldade
inicial para se estabelecer no trem, pois é freqüente que os indianos sentem
em assentos que não são os seus, requerendo que nos dirijamos a eles para
que possemos enfim ter nossos devidos lugares. Neste processo tive o imediato
apoio de um senhor em meu vagão, o que me tranqüilizou, pois era alguém de
fácil diálogo e que poderia nos ajudar na lida com os demais tripulantes do
trem. Com a sua ajuda, logo estávamos todos bem acomodados.
Sua aparência era: forte, cabelos e barba longos e brancos.
Em termos de jeito, senti logo uma conexão entre a gente, por ele ser falante como
eu (risos...) e transbordante de energia no contato com o outro. Assim como eu,
este senhor usa a meditação para "acalmar" um pouco tamanha atividade. Porém, enquanto
eu só faço uso desta prática de forma "programada" no Centro Zen do Recife, este
simpático indivíduo me surpreendeu quando "parou para meditar" (literalmente!) em
em meio(!) (risos...) a um papo animado nosso. A razão: se emocionou ao me relatar
um de seus encontros em pessoa com o Osho (foi devoto do Osho). E dado que
ele "apagou" em profunda meditação (inclusive ficando em postura de lótus no
banco do trem!) ao meu lado, só me restou seguir seu exemplo, ao menos
tentando silenciar por pouco mais de meia hora, quando, enfim, ele sai de seu
"transe" e retoma seu papo animado comigo.
Este momento com este ser tão único, que achei fantástico, foi decididamente
um dos que mais me tocou espiritualmente falando. Espero que a imagem
desta divertida criatura, que estou disponibilizando para vocês, possa lhes dar
uma idéia da sabedoria, paz e alegria que senti e presenciei a seu lado. Por fim,
divido com vocês um de seus poucos relatos pessoais (pois não me falou seu
nome, tampouco me passou seu e-mail, solicitado por mim, revelando-me que
havia chegado a hora do desapego, inclusive de seus familiares): vivia com muito
pouco dinheiro, só para o necessário, viajando por cidades na Índia para realizar
contribuições sociais e "treinava", através da meditação, para chegar a um estado
que denominou de "that", por ser complexo de se nomear (para evitar
"limitações") e me forneceu apenas duas características para tal: ausência de esforços
e onipresença.
Diante do aviso inesperado da chegada a meu destino, despeço-me
do meu amigo, com palavras apressadas e um inglês mal formulado, saudando-o:
"I hope you get to meet "that" and I will be there with you". E no último instante
em que nossos olhos se cruzaram, refletiam sorrisos ao som de gargalhadas
recíprocas. E percebo, logo após, que sua intenção de desapego não funcionava
para mim: desde o primeiro momento em que nos percebemos ficou registrado
para sempre em minha mente e em meu coração o nosso encontro. Revivo-o nas
lembranças com um saudosismo de ter sido gratificante e não poder reprogramar
o "bis" (reencontro). Restando apenas a reflexão de que por trás da espiritualidade
e arte divinamente bela deste povo, estão as pessoas que lhes dão "vida".
Ana Katarina Campelo
Foto: Katarina e o senhor do trem
Incredible India!
Om Shanti
02/06/2007
Continuando com a autobiografia de Gandhi....
***
No capítulo ALFABETIZAÇÃO, Gandhi confessa que não sabia Tamil e Urdu suficientemente bem, mas que atuou como professor na comunidade Phoenix ensinando as crianças o pouco que sabia. Ensinou também Gujarati, Hindi e um pouco de Sânscrito.
Certa vez um aluno mal-educado, mentiroso e desobediente levou Gandhi ao desespero, que apanhou uma régua e deu uma reguada no garoto. “I picked up a ruler lying at hand and delivered a blow on his arm.” Em seguida, ao ver o garoto chorar, Gandhi se arrependeu e nunca mais bateu em seus alunos. (Onde fica a Ahimsa???) Eu lecionava mas nunca bati em aluno nenhum, muito menos dar um reguada, ainda mais que naquela época as réguas eram de madeira.
Neste capítulo ele também diz que bateu uma única vez em um de seus filhos, mas não diz em qual deles ou o motivo.
***
No capítulo ENCONTRO COM GOKHALE Gandhi conta que o movimento Satyagraha terminou em 1914 na África do Sul. Ele recebeu instruções de Gokhale para retornar a Índia via Londres e assim ele o fez em julho de 1914.
Durante a viagem Gandhi implicou com seu amigo Sr. Kallenbach pois este possuía um binóculos de que gostava muito. Gandhi achava que o binóculos era uma possessão material que não combinava com o ideal de simplicidade adotado por ele, assim sendo, Gandhi pegou o binóculos do companheiro e jogou-o ao mar durante a viagem de navio de retorno a Londres.
***
O capítulo MINHA PARTICIPAÇÃO NA GUERRA refere-se a participação de Gandhi na 1 Guerra Mundial.
Gandhi era fiel a Inglaterra e não achava oportuno trai-la em um momento de necessidade como este. Seus amigos viam a guerra como uma oportunidade para tentar a independência da Índia, mas Gandhi discordava e acreditava que os indianos deveriam ajudar a Inglaterra na guerra.
Gandhi se voluntariou para participar no serviço de ambulância e primeiros socorros. Assim, Gandhi participou de 3 guerras, 2 na África do Sul (Boer e Zulu) e na 1 Guerra Mundial em Londres.
No capítulo DILEMA ESPIRITUAL Gandhi tenta convencer os amigos de que sua participação nas guerras não ia contra os preceitos da não-violência (Ahimsa), mas seus amigos discordavam. Porém quando Gandhi descobriu que não seria o líder da corporação de voluntários indianos que ele mesmo formou para participar da guerra, revoltou-se e criou uma pequena Satyagraha. Gandhi havia organizado tudo e juntado 80 voluntários indianos, mas acabou ficando acamado. (Freud explica. Para quem estudou psicanálise, este livro é um prato cheio).
***
No capítulo TRATAMENTO DA PLEURITE, Gandhi apesar de estar com pleurite recusou-se a tomar leite para se recuperar. Finalmente Gandhi se recupera e retorna a Índia após ter ficado 10 anos fora.
***
Já na Índia, Gandhi quis ter um ashram em Gujarat, sua terra natal, nos moldes da fazenda Phoenix (comunidade alternativa auto-suficiente) que havia criado na África do Sul. Como ele não possuía nenhuma verba para isso, seu amigo Gokhale comprou o ashram e arcou com todas as despesas para ele.
Enquanto isso, as pessoas da fazenda Phoenix ficaram provisoriamente em Shantiniketan. O interessante é que Gandhi conta que fez experimentos na escola do “poeta” porém não o chama pelo nome – Tagore. (Veja foto)
Gandhi era partidário da filosofia do trabalho e adorava por as pessoas para trabalharem executando diversas tarefas. Ele fez isto também na escola de Tagore em Shantiniketan.
***
Este capítulo, PASSAGEIRO DE TERCEIRA CLASSE é interessante pois Gandhi fez questão de viajar de trem na 3 classe com sua esposa e um dos filhos e reclama da falta de fila e organização para comprar as passagens.
Todos sabem que na terceira classe o bicho pega, ainda mais na Índia, mas Gandhi prefere reclamar.
Por fim, o filho conseguiu lugar no vagão superlotado da terceira classe mas Gandhi e a esposa preferiram entrar numa classe melhor. O fiscal os pegou pois é comum pessoas com passagens de classes inferiores quererem entrar nas classes melhores do trem; e Gandhi teve que pagar a diferença do preço da passagem.
Gandhi não poupa críticas sobre os indianos e desabafa dizendo “But the rudeness, dirty habits, selfishness and ignorance of the passengers themselves are no less to blame. The pity is that they often do not realize that they are behaving ill, dirtily or selfishly. They believe that everything they do is in the natural way.” A verdade é que infelizmente de 1927 até hoje, 2007, pouca coisa mudou no rude comportamento dos indianos que continuam sem noções básicas de higiene e limpeza; e muito menos de formação de fila. A Índia vive no passado.
Não só de trem, mas também de navio, Gandhi passou a viajar de terceira classe. Ele não chegou a fazer um voto oficial de pobreza, mas passou a viver de modo simples desde a criação da Satyagraha.
É muito interessante ir lendo e ir acompanhando a modificação interior e exterior de Gandhi. Sim, exterior também pois ele descreve suas vestimentas. Desde a época da Inglaterra onde andava bem alinhado e gastava dinheiro com roupas boas e cartola, até praticamente andar semi-desnudo e careca na Índia. Lembre-se que na África do Sul ele foi expulso do trem por querer andar na primeira classe!!! Como já disse antes, ele mudou muito mesmo.
Gandhi tinha por hábito fazer cortesia com o chapéu alheio e no capítulo KUMBHA MELA ele oferece-se para cuidar das latrinas porém põem o filho Manganlal para executar o serviço sujo. “The offer was naturally made by me, but was Manganlal Gandhi who had to execute it.” Esta questão da limpeza das latrinas era uma coisa muito importante para ele.
Há uma cena no filme Gandhi onde ele tem uma briga com a esposa pois ela recusa-se a limpar as latrinas.
Ainda neste capítulo da Kumbha Mela, Gandhi fica horrorizado com a exploração da fé das pessoas e conta como ficou assombrado ao descobrir que a vaca de 5 pernas na verdade era falsa e que os indianos simplesmente cortam a perna de um bezerro vivo e costuram no ombro de uma vaca normal. Para ele isso era uma tamanha crueldade para com os animais. “The result of this double cruelty was exploited to fleece the ignorant of their money.”
FOTOS: Gandhi com o poeta Tagore e Gandhi desembarcando de um trem.
Aguarde continuação…

Nâmaskar
Como enganar o sistema de trens de passageiros de Mumbai
Stephen J. Dubner
Em um website chamado Reality Is A Farse (A Realidade é Uma Farsa), o bloguista Ganesh Kulkarni afirma ter descoberto que os trens urbanos de Mumbai atendem a seis milhões de passageiros diariamente, mas que o sistema não está equipado para checar as passagens de todos os usuários.
Em vez disso, escreve Kulkarni, os fiscais verificam aleatoriamente as passagens de alguns passageiros. Isso deu margem a uma forma de trapaça que é elegantemente chamada de "viagem sem passagem".
Embora provavelmente não seja muito comum ser pego viajando sem passagem, existe uma multa significativa para quem é descoberto. Assim sendo, escreve Kulkarni, um passageiro esperto elaborou um seguro para garantir que os passageiros sem passagem que sejam flagrados tenham condições de arcar com o valor da multa.
Paga-se 500 Rúpias (cerca de US$ 11) para ingressar em uma organização composta por outros passageiros que não pagam passagem. A seguir, se o indivíduo é descoberto viajando sem passagem, ele paga a multa às autoridades e, depois disso, apresenta o recibo à organização dos sem-passagem - que cobre 100% do valor da multa.
Vocês não gostariam que todos fossem tão criativos quanto esses trapaceiros?
Mas, o mais importante: não haveria um grande retorno financeiro caso se investisse na contratação de um número suficiente de fiscais encarregados de checar as passagens, de forma que esse sistema ferroviário realmente fizesse com que todos pagassem?
Curiosidade:
Além da passagem de trem propriamente dita, há aqui na Índia há também a passagem de plataforma.
Os turista estrangeiros são leigos quanto a esta passagem e até hoje não conheci nenhum turista estrangeiro que saiba de sua existência, e nenhum guia de viagem que fale sobre isto; mas aqui na Índia, se você quiser entrar na estação de trem e acompanhar a pessoa que vai viajar até a porta do trem, você tem que comprar uma passagem de plataforma. O preço é irrisório, custa 3 Rúpias por pessoa e se você for pego sem, terá que pagar multa.
***
da Folha Online
Funcionárias públicas da Índia estão sendo questionadas pelo governo a respeito de seu ciclo menstrual em um novo relatório de trabalho do serviço público, uma medida que causou forte rejeição entre as mulheres em busca de uma colocação no país.
Entre outras perguntas, o novo formulário elaborado pelo governo no início deste ano inclui questões pessoais como: "Qual foi a data da sua última menstruação?" ou "Dê detalhes a respeito de seu histórico menstrual".
O formulário especifica ainda que "todas as funcionárias mulheres" devem dar detalhes a respeito de sua última licença-maternidade.
"Isto é extremamente insensível", afirmou Seema Vyas, funcionária pública do setor administrativo do Estado de Maharashtra, no oeste da Índia. "O que o governo fará com essas informações?", questionou.
Todas as funcionárias do governo passam por check-ups periódicos, mas detalhes a respeito de sua saúde não constavam em seus relatórios de trabalho.
Mulheres indignadas com o novo formulário pretendem se reunir na próxima semana para organizar uma reclamação formal ao departamento pessoal do governo federal, exigindo que as perguntas sejam retiradas do relatório, de acordo com Vyas.
Em outros Estados indianos, não houve registro de reclamações de funcionárias. O Ministério da Saúde disse não ter recebido nenhuma queixa por parte das trabalhadoras.
"Um comitê formulou o novo questionário. Mas todo problema tem uma solução", afirmou K. Ramchandran, porta-voz do Departamento de Saúde federal. "Se o formulário não for apropriado, nomearemos um segundo comitê para revisar seu teor", acrescentou.
Cerca de 10% dos funcionários públicos na Índia são mulheres.
Se as mulheres indianas não tivessem tanta anemia, não parissem tantos filhos e fizessem exames ginecológicos regulares creio que estas perguntas não teriam entrado no relatório.
Mas relaxadas como são penso que é importante este tipo de pergunta para fins de estudos estatísticos, mas vai tentar explicar isso para uma indiana .....
Incredible India! (slogan do governo indiano)
Om Shanti

Nâmaskar
Hoje vou interromper as postagens sobre a trajetória de vida das indianas pois preciso te contar duas coisas sobre nossa querida e Incredible Índia.
1. Lembra que na postagem de 20 de setembro de 2005 e na postagem de 4 de abril de 2006 eu te contei sobre o filme Water da cineasta indiana Deepa Mehta? Volta lá no arquivo e veja.
Eu te contei que o filme foi banido da Índia, ela foi expulsa da cidade sagrada de Veranasi onde ela estava fazendo o filme e os radicais hindus invadiram o set de filmagem e destruíram tudo, os cenários, o figurino, as câmaras em fim tudo mesmo. Deepa Mehta também foi proibida pelo governo central de filmar na Índia e disse que ela era persona não grata etc.
Pois bem, para preservar a própria vida ela achou por bem não teimar e saiu da Índia rapidinho. Isso tudo ocorreu quando eu ainda morava em Calcutá, por volta de 2001.
Proibida de filmar na Índia, Deepa teve que filmar no Sri Lanka, um país vizinho que fica ao sul da Índia.
Deepa Mehta agora vive no Canada e este ano, justamente o filme Water foi o escolhido para participar do Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro. O filme, naturalmente, participou do Oscar representando o Canadá (país que a acolheu e a apoiou).
Agora que o filme Water ficou famoso internacionalmente, a Índia como sempre, quer tirar para si os louros e glórias da conquista alheia e o governo indiano autorizou a exibição do filme nos cinemas; que inclusive vai estrear HOJE em 3 cinemas aqui em Delhi !!!!!!!!
Agora eu te pergunto, cadê aqueles políticos que enxotaram, humilharam e espezinharam a Deepa ???? Cadê aqueles artigos de meia página de jornal falando mal dela e do seu trabalho??? Como a Índia é hipócrita!!! Detesto esta falsidade indiana.
2. A segunda coisa que quero te contar é sobre a nova propaganda da Coca Cola. Até agora não sei se choro ou se dou risada.
É sabido e notório o hábito indiano de arrotar em público, pois bem, a Coca Cola não deixou por menos e fez uma propaganda a respeito.
Em um trem, o garçom vem trazendo uma garrafa de Coca Cola para um dos passageiros quando o trem passa por um túnel e fica tudo escuro. Depois de passar pelo túnel a garrafa de Coca aparece vazia, ou seja, alguém bebeu enquanto o trem estava no túnel. Como descobrir o culpado??? Simples, o que arrotar é o que bebeu. A questão é que os indianos todos arrotam o tempo todo, a aí começa aquele festival de arrotos no trem (nojento). Até que o próprio garçom dá o maior e mais alto arroto de todos!!!!!!
Clique no link e veja: http://www.youtube.com/watch?v=f6S4M-Sky7A pois mostra bem uma realidade indiana.
BURP !!
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Elisabeth Roche
Da AFP, em Deewana
Pelo menos 66 pessoas morreram num atentado cometido na
madrugada destasegunda-feira em um trem que liga a Índia
ao Paquistão, um ataquedestinado a prejudicar o processo
de paz entre os dois rivais da Ásia do Sul, segundo fontes
oficiais.
"Contamos 66 corpos até agora e mais 30 pessoas estão
feridas. Elas foram levadas a hospitais de Nova Déli",
declarou à AFP o comissárioda Polícia de Panipat (norte
de Nova Déli), Mohinder Singh.
Uma bola de fogo destruiu por volta da meia-noite de
domingo dois vagões do "trem da amizade" que liga Nova
Déli à fronteira paquistanesa, indicaram responsáveis
oficiais. O comboio estava a 5 km da cidade de Panipat,
a 100 km a norte da capital indiana.
O ministro das Estradas de Ferro, Lalu Prasad Yadav,
disse que foi um atentado, acrescentando que as autoridades
encontraram explosivos à base de querosene em duas malas
no trem.
"As intenções são claras: é uma tentativa para
desestabilizar o processo de paz entre a Índia e o
Paquistão", continuou.
"Testemunhas disseram ter ouvido duas explosões.
A polícia encontrou um detonador no local e deduzimos
que foi uma sabotagem", declarou o diretor-geral das
Estradas de Ferro do norte da Índia, Vinoo Narain Mathur.
"Quem quer que sejam os autores deste atentado, isto é
contra a paz, contra as relações amistosas que estamos
tentando estabelecer com outros países", lamentou o
ministro do Interior, Shiv Raj Patil, referindo-se ao
Paquistão.
O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, condenou
este ato "raivoso", assegurando que isto não vai
interromper o processo de paz entre a Índia e o Paquistão.
"Estes atos de terrorismo injustificáveis vão nos ajudar
ainda mais a reforçar nossa determinação de atingir o
objetivo comum de paz duradoura entre os dois países",
afirmou o general Musharraf e comunicado divulgado
pela Presidência.
O primeiro-ministro Manmohan Singh manifestou seu
"sofrimento" e sua "tristeza". "Os culpados serão pegos",
prometeu.
As televisões mostram os bombeiros dentro dos vagões
incendiados. Segundo o canal "Times Now", as brigadas
de socorro demoraram 90 minutos para chegar ao local.
"Nós estávamos dormindo quando ouvi a explosão", contou
uma sobrevivente à "Times Now". "As portas do trem
estavam fechadas, nós não conseguimos abri-las e eu
estava ficando sufocada", continuou.
"Os passageiros entraram em pânico. Foi o caos total
no trem", contou outro sobrevivente à agência PTI.
O canal "New Delhi Television", citando os serviços
de informação, comparou este atentado aos de 11 de
julho de 2006 cometidos nos trens de Mumbai (187 mortos
e mais de 800 feridos).
Depois destes ataques, a Índia congelou durante vários
meses o processo de paz retomado com o Paquistão no
início de 2004.
Nova Délhi acusa os serviços secretos paquistaneses (ISI)
de apoiar grupos islâmicos da Caxemira indiana,
suspeitos de ter coordenado estes atentados de Mumbai.
Islamabad nega sempre.
As duas potências nucleares rivais já entraram em guerra
três vezes desde a repartição de agosto de 1947, duas
delas pela Caxemira, um território do Himalaia dividido
em dois e reivindicado por cada um.
No âmbito do processo de paz, os dois países trocaram
em 1º de janeiro deste ano a lista de suas instalações
nucleares que eles se comprometem a não atacar em caso
de guerra. No fim de 2006, eles decidiram também cooperar
para a luta antiterrorista.
O expresso "Samjhauta" (ou "Expresso da Amizade") liga
Nova Délhi A Wagah, sul da fronteira paquistanesa. Lá,
os passageiros devem descer para pegar outro trem para
Lahore no Paquistão.
O serviço ferroviário é um símbolo da aproximação entre
os irmãos inimigos da Ásia do Sul. No entanto, estava
suspenso desde o início de 2002 após um atentado contra
o parlamento Indiano em dezembro de 2001, um ataque
atribuído por Nova Délhi a militantes apoiados pelo
Paquistão.
A linha do trem voltou a ser utilizada em janeiro de 2004.
Nâmaskar
Raramente há bancos para se sentar e no geral as pessoas sentam nas próprias malas ou direto no chão.
Sugiro que compre uma garrafa de água se estiver com sede e evite beber a “drinking water” disponível nas estações.
Incredible India!
Om Shanti



Sucesso entre Jornalistas e Professores.
Tema de tese de Doutorado, Mestrado e diversos TGs.
Fonte da novela Caminho das Índias.
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