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07 junho 2007

Mahatma Gandhi -

Homenagem a Gandhi.


Vc é contra ou a favor do dia 2 de outubro, aniversário de Gandhi, ser o Dia Internacional da Não Violência???

02 junho 2007

Autobiografia de Gandhi - Parte 9



02/06/2007

Continuando com a autobiografia de Gandhi....

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No capítulo ALFABETIZAÇÃO, Gandhi confessa que não sabia Tamil e Urdu suficientemente bem, mas que atuou como professor na comunidade Phoenix ensinando as crianças o pouco que sabia. Ensinou também Gujarati, Hindi e um pouco de Sânscrito.

Certa vez um aluno mal-educado, mentiroso e desobediente levou Gandhi ao desespero, que apanhou uma régua e deu uma reguada no garoto. “I picked up a ruler lying at hand and delivered a blow on his arm.” Em seguida, ao ver o garoto chorar, Gandhi se arrependeu e nunca mais bateu em seus alunos. (Onde fica a Ahimsa???) Eu lecionava mas nunca bati em aluno nenhum, muito menos dar um reguada, ainda mais que naquela época as réguas eram de madeira.

Neste capítulo ele também diz que bateu uma única vez em um de seus filhos, mas não diz em qual deles ou o motivo.

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No capítulo ENCONTRO COM GOKHALE Gandhi conta que o movimento Satyagraha terminou em 1914 na África do Sul. Ele recebeu instruções de Gokhale para retornar a Índia via Londres e assim ele o fez em julho de 1914.

Durante a viagem Gandhi implicou com seu amigo Sr. Kallenbach pois este possuía um binóculos de que gostava muito. Gandhi achava que o binóculos era uma possessão material que não combinava com o ideal de simplicidade adotado por ele, assim sendo, Gandhi pegou o binóculos do companheiro e jogou-o ao mar durante a viagem de navio de retorno a Londres.

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O capítulo MINHA PARTICIPAÇÃO NA GUERRA refere-se a participação de Gandhi na 1 Guerra Mundial.

Gandhi era fiel a Inglaterra e não achava oportuno trai-la em um momento de necessidade como este. Seus amigos viam a guerra como uma oportunidade para tentar a independência da Índia, mas Gandhi discordava e acreditava que os indianos deveriam ajudar a Inglaterra na guerra.

Gandhi se voluntariou para participar no serviço de ambulância e primeiros socorros. Assim, Gandhi participou de 3 guerras, 2 na África do Sul (Boer e Zulu) e na 1 Guerra Mundial em Londres.

No capítulo DILEMA ESPIRITUAL Gandhi tenta convencer os amigos de que sua participação nas guerras não ia contra os preceitos da não-violência (Ahimsa), mas seus amigos discordavam. Porém quando Gandhi descobriu que não seria o líder da corporação de voluntários indianos que ele mesmo formou para participar da guerra, revoltou-se e criou uma pequena Satyagraha. Gandhi havia organizado tudo e juntado 80 voluntários indianos, mas acabou ficando acamado. (Freud explica. Para quem estudou psicanálise, este livro é um prato cheio).

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No capítulo TRATAMENTO DA PLEURITE, Gandhi apesar de estar com pleurite recusou-se a tomar leite para se recuperar. Finalmente Gandhi se recupera e retorna a Índia após ter ficado 10 anos fora.

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Já na Índia, Gandhi quis ter um ashram em Gujarat, sua terra natal, nos moldes da fazenda Phoenix (comunidade alternativa auto-suficiente) que havia criado na África do Sul. Como ele não possuía nenhuma verba para isso, seu amigo Gokhale comprou o ashram e arcou com todas as despesas para ele.

Enquanto isso, as pessoas da fazenda Phoenix ficaram provisoriamente em Shantiniketan. O interessante é que Gandhi conta que fez experimentos na escola do “poeta” porém não o chama pelo nome – Tagore. (Veja foto)

Gandhi era partidário da filosofia do trabalho e adorava por as pessoas para trabalharem executando diversas tarefas. Ele fez isto também na escola de Tagore em Shantiniketan.

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Este capítulo, PASSAGEIRO DE TERCEIRA CLASSE é interessante pois Gandhi fez questão de viajar de trem na 3 classe com sua esposa e um dos filhos e reclama da falta de fila e organização para comprar as passagens.

Todos sabem que na terceira classe o bicho pega, ainda mais na Índia, mas Gandhi prefere reclamar.

Por fim, o filho conseguiu lugar no vagão superlotado da terceira classe mas Gandhi e a esposa preferiram entrar numa classe melhor. O fiscal os pegou pois é comum pessoas com passagens de classes inferiores quererem entrar nas classes melhores do trem; e Gandhi teve que pagar a diferença do preço da passagem.

Gandhi não poupa críticas sobre os indianos e desabafa dizendo “But the rudeness, dirty habits, selfishness and ignorance of the passengers themselves are no less to blame. The pity is that they often do not realize that they are behaving ill, dirtily or selfishly. They believe that everything they do is in the natural way.” A verdade é que infelizmente de 1927 até hoje, 2007, pouca coisa mudou no rude comportamento dos indianos que continuam sem noções básicas de higiene e limpeza; e muito menos de formação de fila. A Índia vive no passado.

Não só de trem, mas também de navio, Gandhi passou a viajar de terceira classe. Ele não chegou a fazer um voto oficial de pobreza, mas passou a viver de modo simples desde a criação da Satyagraha.

É muito interessante ir lendo e ir acompanhando a modificação interior e exterior de Gandhi. Sim, exterior também pois ele descreve suas vestimentas. Desde a época da Inglaterra onde andava bem alinhado e gastava dinheiro com roupas boas e cartola, até praticamente andar semi-desnudo e careca na Índia. Lembre-se que na África do Sul ele foi expulso do trem por querer andar na primeira classe!!! Como já disse antes, ele mudou muito mesmo.

Gandhi tinha por hábito fazer cortesia com o chapéu alheio e no capítulo KUMBHA MELA ele oferece-se para cuidar das latrinas porém põem o filho Manganlal para executar o serviço sujo. “The offer was naturally made by me, but was Manganlal Gandhi who had to execute it.” Esta questão da limpeza das latrinas era uma coisa muito importante para ele.

Há uma cena no filme Gandhi onde ele tem uma briga com a esposa pois ela recusa-se a limpar as latrinas.

Ainda neste capítulo da Kumbha Mela, Gandhi fica horrorizado com a exploração da fé das pessoas e conta como ficou assombrado ao descobrir que a vaca de 5 pernas na verdade era falsa e que os indianos simplesmente cortam a perna de um bezerro vivo e costuram no ombro de uma vaca normal. Para ele isso era uma tamanha crueldade para com os animais. “The result of this double cruelty was exploited to fleece the ignorant of their money.”

FOTOS: Gandhi com o poeta Tagore e Gandhi desembarcando de um trem.

Aguarde continuação…

Om Shanti

31 março 2007

Mahavira (Jainismo)


Nâmaskar


Eu já estive em 3 templos jainistas em Kolkata e confesso que gostei muito deles. Bill Clinton, quando ainda era presidente dos EUA também esteve no mesmo templo coberto por mosaico de espelhos que eu estive.


Como hoje é um dia de celebração para os Jainistas, pois hoje é celebrado o aniversário do Mahavira, resolvi postar esta matéria sobre essa religião peculiar aqui da Índia.


O Jainismo foi originalmente, como o budismo, seu contemporâneo, um movimento de reforma dentro do hinduísmo.


Tomou depois forma como religião independente e existe até os dias de hoje, com mais de dois milhões de adeptos na Índia, concentrados sobretudo ao norte do país.


A palavra "Jainismo" ou "Jinismo" tem sua origem no verbo sânscrito "Jin" que significa "conquistador". O Jainismo foi criado no século VI A.C. por Vardhamana, conhecido como Mahavira (Grande Herói). Segundo alguns, contudo, o Jainismo teria surgido dois séculos antes, com Parsvanatha, cujo título honorífico de "vencedor" (jaina ou jina, donde jainismo), também dado a Mahavira, teria sido a origem do nome desta religião. De qualquer forma, coube a Mahavira desenvolver a nova religião.


Como Buda, ele pertencia à casta guerreira, na qual o movimento teve origem.
Tanto o Jainismo como o budismo reagiam contra as concepções existentes sobre a divindade e adotavam posição não-teísta.


Ambos, budismo e Jainismo, no início, protestavam contra o regime de castas e os privilégios dos brâmanes.
Não acreditando em deuses, espíritos ou demônios, os jainistas adotam uma metafísica muito complexa e até contraditória.


Dualistas, afirmam que o universo está dividido em duas categorias últimas e eternas: os seres vivos ou almas (jiva) e as coisas inanimadas ou materiais (ajiva). Entre as últimas distinguem quatro categorias: matéria, movimento, repouso e tempo.
Já os seres vivos constituem uma combinação de alma e matéria, reunidas pelo
karma (ação) e divididos em oito classes com inúmeras subdivisões.
A salvação consiste em liberar-se dos laços materiais e alcançar o nirvana.


No Jainismo o princípio do
ahimsa (não fazer mal a nenhuma criatura) é muito mais rigoroso do que no budismo, o que os torna vegetarianos rigorosos.


Mahavira foi um homem dos mais interessantes, só que pouco se ouve falar dele no ocidente. Era contemporâneo do Buda, nascido no mesmo solo indiano, mas dizem que os dois mestres espirituais nunca chegaram a se encontrar.

Mahavira foi o paradigma do asceta, o rei da disciplina e do autocontrole. Mas seu maior legado à humanidade talvez seja o conceito de
ahimsa, ou não-violência que ele pegou do budismo. A mesma idéia que Mohandas "Mahatma" Gandhi, dois mil e quinhentos anos depois, tentou popularizar na Índia.

Mas o que é
ahimsa, a não-violência? Uma boa definição é a seguinte: não causar nenhum mal a nenhum ser vivo, seja em ação, palavra ou pensamento.


O conceito é simples, mas aplicá-lo em nossas vidas não é fácil. Já não resolvemos mais no braço as pendengas da vida, mas nossa língua e nossa mente continuam craques em ferir as pessoas com quem convivemos.

Os jainistas mais radicais não caminham sem varrer o chão à frente, com receio de pisar nalgum inseto. Acham que toda vida é uma só vida, e que deve ser respeitada. Eles carregam sempre consigo uma espécie de espanador e sempre espanam o local antes de sentar, para não sentarem em nenhum ser vivo. Outra caracteriza é o fato de usarem máscaras de tecido branco na boca (como Michel Jackson) para não engolirem nenhum organismo vivo.


Há duas divisões básicas entre os jainistas, os Digambar e os Shwetambar. Os Digambar andam sempre nus, inclusive em público, mas nunca vão presos e a sociedade aceita perfeitamente os peladões caminhando pelas ruas do país.


Os Shwetambar vestem roupas brancas e não são adeptos do nudismo.


Por favor leia no arquivo do Indiagestão a postagem Mahamastakabhisheka

de 15 de fevereiro de 2006, onde eu explico um pouco sobre esta celebração jainista que sem dúvida nenhuma é a mais importante de todas para seus seguidores.


Incredible India! (slogan do governo indiano)

Om Shanti

02 outubro 2005

Mahatma Gandhi


Nâmaskar

Hoje, dia 02 de Outubro, comemoramos o aniversário de nascimento de Mohondas K. Gandhi.

Em primeiro lugar, sugiro que você assista novamente ao filme Gandhi que ganhou 9 Oscars em 1982. Preste muita atenção não somente no Gandhi e sua história de vida mas também nos arredores, nas pessoas e no cenário, pois a Índia mudou muito pouco na área rural; e a Índia do filme é a Índia de hoje.

Gandhi nunca gostou do título de Mahatma pois sabia de suas falhas como marido e pai.

Seu nome era Mohandas Karamchand Gandhi. Ele estudou direito na Inglaterra onde morou por vários anos. Rabindranath Tagore deu-lhe o título de Mahatma Gandhi, enquanto Subhas Chandra Bose referia-se a ele como “O pai da nação”.

Gandhi guiava-se pelos seguintes princípios: Ahimsa (não violência), falar sempre a verdade, fim do separatismo religioso (briga entre hindus e muçulmanos), fim do sistema de castas indiano e muitos outro princípios nobres. Ele fundou um ashram na África do Sul, assim como em Sabarmati no estado indiano de Gujrat (que ainda existe em pleno funcionamento).

Gandhi foi casado com Kasturba e tiveram quatro filhos. Apos ter tido quatro filhos ele passou a acreditar que cada casal deveria ter apenas uma criança. Com certeza a população indiana não seguiu essa filosofia, mas sim seu exemplo e atualmente a Índia é o segundo país mais populoso.

Sua autobiografia é com certeza sua obra mais conhecida, chama-se “The Story of My Experiments With Truth”, traduzida para o português como: “Minha Vida e Minhas Experiências com a Verdade”. Ele escreveu ainda mais de 20 livros (não sei se foram traduzidos para o português).

Aqui em Delhi há um lindo jardim (Raj Ghat) ao redor do local onde Mohondas Gandhi foi cremado após ter sido assassinado por um fundamentalista hindu. O local possui uma grande plataforma de mármore preto marcando o local exato de sua cremação e onde arde um fogo eterno. A entrada é franca.

O Gandhi Memorial Museum também é gratuito e a arma que o matou está em exibição. Aos domingos das 16 às 17 horas é exibido um filme sobre Gandhi.

Em 2002 o governo da Índia doou à cidade de São Paulo uma estátua de bronze de Gandhi em tamanho natural. A peça está entre o Parque do Ibirapuera e a Assembléia Legislativa, na praça Túlio Fontoura, que passou a se chamar Espaço Gandhi. A escolha da cidade para receber a estátua do líder que levou a Índia à independência em 1947 foi o trabalho da Associação Palas Athena, que divulga o pensamento de Gandhi no Brasil.

Fica aqui minha homenagem a esse homem e com certeza o mais conhecido personagem da Índia.

Om Shanti


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