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02 janeiro 2019

Saurabh Chatterjee from Chittaranjan Park has threatened me

Yesterday 01/01/2019 an Indian man called Saurabh Chatterjee that lives in Chittaranjan Park also known as C R Park, with a thick wooden baton in his hands, threatened me for giving water to the street dogs. 

He promised to beat me and kill the dogs if I give water to them. 

So far he has broken eight (8) bowls of water for the dogs. 

He is a violent man. He works in the Public Policy and Government Affairs at Tata Motors Limited, that is an Indian company. 

Everything has been recorded by the CCTV camera on the street. 

I had to go to police and file a FIR as he said he would beat me with the wood stick for giving water to the dogs. 

I hope that Delhi Police can help me!


#Saurabh_Chatterjee

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27 junho 2008

Viuva


Namaskar

Não tenho o habito de dar esmola, mas abro uma exceção para a senhoras idosas viuvas.

Eh extremamente sofrida e cruel a vida das viuvas aqui na Índia.

Deus as abençoe!


Assista ao filme Water da cineasta Deepa Mehta que trata justamente sobre o tema das viuvas na Incredible India! Leia as postagens neste blog a respeito deste filme ganhador do Oscar.


Om Shanti

24 abril 2007

Roteiro para o filme WATER


Nâmaskar

Hoje vou contar o enredo do excelente filme WATER, escrito e dirigido pela fantástica cineasta indiana Deepa Mehta. Esse filme é de 2005 e os atores principais são John Abraham e Lisa Ray, ambos muito bonitos e talentosos.

O filme chama-se WATER, traduzindo - Água. E faz parte da série Fire, Earth, Water (Fogo, Terra, Água). O DVD possui legenda em inglês e francês, pois foi lançado no Canadá.

O filme começa com a seguinte citação:
“Uma viúva deve sofrer prolongadamente até sua morte, auto-contida e casta. Uma esposa virtuosa que se mantém casta quando seu marido morre vai para o céu. Uma mulher que é infiel a seu marido renasce no ventre de um chacal”.
As Leis de Manu
Capítulo 5 versículos 156-161
Dharamshastras (Textos Sagrados Hindus)

A estória é de uma menina que casada com um homem muito mais velho e fica viúva aos 7 anos de idade. O filme se passa em 1938, época em que Mahatma Gandhi tenta introduzir na Índia idéias de liberdade, igualdade, fim do sistema de castas e da discriminação.

ROTEIRO para assistir ao filme:

Já logo na primeira cena você vê o marido moribundo ADULTO, sendo levado em uma carroça para a cidade de Veranasi, onde os hindus ficam esperando morrer, pois segundo a crença hindu, quem morre lá não precisa re-encarnar novamente. A esposa do moribundo, uma menina de 7 anos de idade cujo nome é Chuyia, acompanha o marido na carroça juntamente com seu pai e sua sogra.

O marido falece e passa a cena das fogueiras a céu aberto onde são realizadas as cremações em estilo tradicional.

A sogra retira as pulseiras de casada da menina (como aliança de casamento) e em seguida passa o ritual de cortar o cabelo da viúva e raspar-lhe a cabeça completamente. A partir de agora Chuyia terá que vestir só sari branco. Mesmo se a pessoa antes era não-vegetariana, agora passará a ser vegetariana. Viúvas até hoje, 2007 seguem esta regra a risca, sei disso pois minha sogra faz igual. O motivo? Para não ter desejos sexuais e se manter casta. Os hindus crêem que a carne assim como outros alimentos como cebola e alho dão “quentura” no corpo.

Naturalmente, ao mostrar fatos reais como a condição subumana de vida das viúvas, Deepa Mehta mais uma vez, coloca o dedo na ferida da hipócrita sociedade indiana; e por isso mesmo ela não é mais bem-vinda por aqui.

A Índia não quer ver revelada sua realidade desumana e brutal e tenta de todos os modos mostrar ao ocidente uma imagem de desenvolvimento espiritual que na realidade não existe.

O pai de Chuyia e sua sogra levam-na para um “viuvário” ou seja, casa de viúvas, e a deixam lá. Ela não quer ficar e se rebela mordendo a perna da matriarca da casa.

Todas as atrizes tiveram que raspar os cabelos de verdade, era exigência de Deepa Mehta.

Uma das viúvas passa pasta de curcuma (açafrão da terra) na careca da menina para refrescar. As viúvas são extremamente pobres e nem usam blusa por baixo do sari.

A velhinha cujo nome é Patiraji gostou que Chuyia mordeu a perna da matriarca e lhe pede um doce.

Chuyia sai do viuvário, vai até um templo onde muitas viúvas oram para Krishna e retorna para o viuvário.

A viúva Kalyani, a única com cabelo, mora na parte de cima da casa. Ela chama a menina e mostra-lhe seu cãozinho. Ela explica que cães dão azar e por isso tem que mante-lo escondido. Ela diz para a menina que esta deve rezar 108 vezes para Krishna tirá-la do viuvário. A menina diz que só sabe contar até 10 e Kalyani retira sua mala do pescoço de Rudraksha com 108 contas e entrega a menina.

Todas as viúvas deitam-se no chão sobre esteiras, só a matriarca tem cama.

A velhinha Patiraji conta a menina sobre os doces que comeu no dia do seu casamento. (Indianos AMAM doces).

No dia seguinte Kalyani e a menina estão lavando o cão mas ele foge. A menina sai correndo atrás do animal e acaba encontrando Narayan. Kalyani sai correndo atrás da menina e sem querer topa com uma senhora que lhe dá uma repremenda dizendo “você me poluiu, agora terei que tomar outro banho”. (As viúvas são consideradas pessoas sujas).

Narayan leva a menina até onde Kalyani está e quando a vê se apaixona. É amor a primeira vista.

Narayan está de volta para casa após ter se formado em Direito. Ele volta revolucionário e solidário as idéias de Gandhi.

Um travesti é conhecido da matriarca do viuvário e dá-lhe cachimbos de ópio e maconha e comenta com ela as idéias revolucionárias de Gandhi. É este travesti que lava Kalyani para se prostituir e ganhar dinheiro para o aluguel e despesas do viuvário.

O pai de um amigo de Narayan usa os “serviços” das viúvas. Narayan tenta convencer o amigo a juntar-se a causa de Gandhi pela independência da Índia.

Durante a reza as margens do sagrado rio Ganges, a menina pergunta onde fica o viuvário para homens e as viúvas entram em comoção a amaldiçoando.

Observe a menina comendo com a mão direita sobre uma folha de bananeira. Ainda é assim em muitos lugares da Índia atual.

Narayan apaixonado vai até o viuvário mas não é recebido. (Não é permitido a entrada de homens nos viuvários). No entanto sem querer Kalyani torce um sari na cabeça de Narayan.


O filme é doce, a fotografia é linda e as músicas são belas e suaves, com certeza não justifica a enorme onda de ameaças que Deepa Mehta sofreu.

Durante uma cerimônia de casamento o pastor da uma bronca na viuva que pega água e diz para ela “não deixar cair sua sombra neles”. Até a sombra das viuvas é impura e azarenta.

Com o dinheiro que recebe de esmola a menina compra um doce para a velhinha. Enquanto a velhinha come o doce ela se lembra do dia de seu casamento. Ela tinha 7 anos de idade quando casou com um homem adulto.

O travesti leva novamente Kalyani para se prostituir na casa do amigo de Narayan. Ele (Narayan) vê o travesti e pergunta o motivo. O amigo explica tudo e Narayan fica indignado.

Durante a noite a velhinha que comeu o doce passa mal e morre. Ninguém tem dinheiro para a cremação então Kalyani paga pela cremação.

A menina conversa com uma viúva que lhe diz: “se Deus quiser ela re-encarnará homem”. Nascer mulher na Índia é uma tortura, praticamente um sacrilégio.

Narayan envia um bilhete a Kalyani e pede para se encontrar com ele a noite. No encontro Narayan recita um poema em sânscrito para Kalyani. Eles conversam e ela diz que ficou viuva aos 9 anos de idade.

No dia da cremação da velhinha não é permitido comer ou beber água e a menina reclama de fome.

A matriarca dá um sari novo para Kalyani e diz que ela é a jóia do viuvário, que ela precisar se cuidar e ser feliz para fazer os clientes felizes. Kalyani fica brava e diz que isto não é correto.

Narayan avisa Kalyani que vai tentar um emprego em Calcutá, ela fica triste e ele diz que não vai a lugar algum sem ela.

A mãe de Narayan quer que ele case, ele avisa que já tem uma moça em vista e diz que ela é viuva. A mãe fica muito brava, diz que é pecado casar com viuva e chora.

A menina conta a matriarca que Kalyani vai casar. A matriarca corta-lhe o cabelo e a tranca para que ela não se case pois isso traria desgraça para o viuvário. (Os indianos são EXTREMAMENTE supersticiosos).

A menina em vingança mata o papagaio da matriarca.

Uma viuva pergunta ao pastor por que as viuvas não podem casarem novamente e ele diz que pode. Que há uma lei que permite. Ao voltar para casa e viuva vai até a matriarca e pega a chave para soltar Kalyani.

Narayan se encontra com Kalyani.

Festival de Holi, o festival das cores, propagando por Krishna. Uns passam pó colorido nos outros.

Narayan está levando Kalyani para casa. Ela reconhece a casa e pergunta o nome do pai dele. Ele responde e ela reconhece como sendo um de seus “clientes”. Ela entra em pânico e quer retornar, ela a leva de volta.

Ele conversa com o pai e o pai confessa que transa com viuvas. A esposa sabe, mas nada diz (as mulheres são MUITO submissas na Índia). O pai diz que as viuvas devem considerar uma benção irem pra cama com um brâmane. Narayan fica enfurecido e diz que tem nojo do pai.

Kalyani volta para o viuvário e a matriarca quer que ela vá visitar um cliente. Kalyani vai para o rio Ganges e se suicida.

No dia seguinte, mesmo sabendo que Kalyani já transou com o pai dele, Narayan vai busca-la para se casarem e recebe a notícia de sua morte.

A matriarca já não tem mais Kalyani para explorar (prostituir) e manda a menina. A menina acha que vão leva-la devolta a casa de sua mãe e vai. Chegando na casa do pai de Narayan o travesti diz que ela deve brincar e comer doces ali antes de seguirem viagem. Ela acredita e vai.

Uma viuva se apieda da menina e sai atrás dela mas já é tarde demais. Sem saber ao certo o que fazer ela a menina a estação de trem onde Gandhi fez uma parada de 5 minutos para orar e falar ao público. Ela quer entregar a menina a alguém para que a dêem a Gandhi mas ninguém aceita. Narayan está no trem indo para Calcutá e pega a menina.

Pensei que o filme fosse ser intenso e contundente, mas Deepa Mehta ‘pegou leve’ e nem abordou questões mais sérias como a gravidez de viúvas que transavam com os pastores hindus em troca de um prato de comida.

“Há 34 milhões de viuvas na Índia segundo o Censo de 2001, muitas continuam a viver sob condições subumanas, como prescrito 2000 anos atrás nos textos sagrados de Manu.” Com esta frase, o filme termina.


Fique agora com algumas cenas do filme e veja que maravilha!

http://youtube.com/watch?v=4SzCE1tuZoM

Cena do filme Water de Deepa Mehta indicado para o Oscar de 2006 como melhor filme estrangeiro!!!

http://youtube.com/watch?v=h2K3xwnzxbQ

Mais cenas do filme Water

http://youtube.com/watch?v=riEh7asIHQA

Naina Neer Bahai

http://youtube.com/watch?v=3YU12vbIPCs

Sham Rang Dei

http://youtube.com/watch?v=H6sVnDxn1cs&mode=related&search=

Aayo Re Sakii

http://youtube.com/watch?v=KMYEK_4Io2g

Piya Ho

http://youtube.com/watch?v=OtxJGmWklPo

Vaishnava Jana

OM Shanti

12 março 2007

A Trajetória de Vida da Mulher na Índia - Parte III


Nâmaskar


Uma minoria da população indiana (1%) tem teimado em escolher o próprio parceiro e não aceitar o casamento arranjado pelos pais. Essas moças corajosas tem sofrido não só perseguições familiares como também pública. As leis indianas proíbem demonstrações de carinho e afeto em público e que torna difícil o ato de namorar. Os casais que vão à parques namorar são perseguidos pelos policiais que além de humilha-los os agridem fisicamente e exigem propina para nao leva-los preso.

Como as meninas casam-se muito novas, aos 10 ou 11 anos de idade já estão parindo seu primeiro filho. Muitas morrem no parto e a maioria das mulheres indianas sofrem de anemia. É pratica entre as indianas dar primeiro comida para o marido, depois para os filhos e o que sobrar, se sobrar, vai para elas. A mulher indiana nunca senta-se para comer junto da família, ela fica servindo as pessoas e só depois que todos comeram é que elas vão comer.

Além da anemia, a perseguição por causa do dote é outra violência que assola as indianas. O pai das noivas tem que dar um bom dote em dinheiro para o noivo e para a família dele. Atualmente aceita-se também além de dinheiro, motos, carros, casas etc. Se o pai da noiva não dá o dote prometido ou se a família do noivo pede algo a mais, depois do casamento e o pai da noiva não dá, a moça sofre todo tipo de violência física, mental e emocional e inúmeras vezes acaba sendo assassinada pela família do noivo.

O modo mais comum de assassinar as moças é tacando fogo nelas e dizer depois que foi acidente e ela se queimou na cozinha. Noticias sobre este tipo de violência doméstica esta todos os dias nos jornais, é corriqueira e não prende a atenção de ninguém. Este é justamente um dos motivos pelos quais os pais não querem ter filhas, pois estas incorrem em muita despesa pela ocasião do casamento e os noivos atualmente pedem mais e mais dote.

Outro problema grave nos centros urbanos indianos é o crescente número de estupros. Os indianos vêem as mulheres somente como um objeto para realizarem seus instintos sexuais e não pensam duas vezes em estupra-las. A situação anda tão crítica que até mesmo uma diplomata Suíça foi estuprada dentro do próprio carro em um estacionamento aqui em Delhi. Creio que o fato de existirem mais homens do que mulheres na Índia agrave o problema. Os casos de estupro que vão para a justiça sempre acabam culpando as mulheres e as acusam de seduzirem os homens e estes por sua vez sempre saem livres nunca indo presos e nunca pagando pelo crime que cometeram. Não é recomendado que turistas estrangeiras viagem sozinhas pela Índia.

Com a diminuição da prática do Sati as viuvas agora são expulsas de casa pela família do marido quando este morre e no geral são levadas para a cidade de Veranasi onde ficam vivendo em condições subumanas até morrer. O filme Water de Deepa Mehta que mostra esta triste e sofrida realidade das viuvas indianas foi banido da Índia e a cineasta teve que sair correndo pois recebeu inúmeras ameaças de morte. Aqui na Índia todos sabemos que ameaça em geral significa a morte, como ocorreu com a Primeira Ministra Indira Gandhi; outra grande mulher na história deste país chauvinista.

A proibição do Sati, eh a única lei em relação a mulher que tem sido um pouco mais respeitada. Refere-se a prática milenar de colocar a viuva viva junto ao corpo do marido falecido e força-la a morrer queimada simultaneamente na mesma pira do marido. Com a morte do marido, a família deste não via sentido em ficar sustentando a viúva. Praticando o Sati, ou seja, matando-a queimada na pira funeral, evitava-se assim também problemas de divisão da herança. Como agora está proibido matar as viuvas, estas são levadas à Veranasi e abandonadas lá.

Fica aqui então a sugestão para que assista ao filme Water de Deepa Mehta que além de retratar uma realidade indiana atual, é um modo inteligente de prestigiar esta mulher indiana corajosa e cineasta de grande gabarito que sofreu e sofre até hoje perseguição do governo indiano e de sua população machista, que tenta a todo custo tampar o sol com a peneira.

Foto: Meus olhos ainda não se acostumaram a ver crianças de 10 anos de isade já mães carregando bebes no colo. Quem sabe um dia minha cabeça ocidental deixe de me perseguir e eu consiga ver como normal este costume indiano......

 

Om Shanti

Incredible India! (slogan do governo indiano)


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10 março 2007

Water & Coca Cola


Nâmaskar

Hoje vou interromper as postagens sobre a trajetória de vida das indianas pois preciso te contar duas coisas sobre nossa querida e Incredible Índia.

1. Lembra que na postagem de 20 de setembro de 2005 e na postagem de 4 de abril de 2006 eu te contei sobre o filme Water da cineasta indiana Deepa Mehta? Volta lá no arquivo e veja.

Eu te contei que o filme foi banido da Índia, ela foi expulsa da cidade sagrada de Veranasi onde ela estava fazendo o filme e os radicais hindus invadiram o set de filmagem e destruíram tudo, os cenários, o figurino, as câmaras em fim tudo mesmo. Deepa Mehta também foi proibida pelo governo central de filmar na Índia e disse que ela era persona não grata etc.

Pois bem, para preservar a própria vida ela achou por bem não teimar e saiu da Índia rapidinho. Isso tudo ocorreu quando eu ainda morava em Calcutá, por volta de 2001.

Proibida de filmar na Índia, Deepa teve que filmar no Sri Lanka, um país vizinho que fica ao sul da Índia.

Deepa Mehta agora vive no Canada e este ano, justamente o filme Water foi o escolhido para participar do Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro. O filme, naturalmente, participou do Oscar representando o Canadá (país que a acolheu e a apoiou).

Agora que o filme Water ficou famoso internacionalmente, a Índia como sempre, quer tirar para si os louros e glórias da conquista alheia e o governo indiano autorizou a exibição do filme nos cinemas; que inclusive vai estrear HOJE em 3 cinemas aqui em Delhi !!!!!!!!

Agora eu te pergunto, cadê aqueles políticos que enxotaram, humilharam e espezinharam a Deepa ???? Cadê aqueles artigos de meia página de jornal falando mal dela e do seu trabalho??? Como a Índia é hipócrita!!! Detesto esta falsidade indiana.

2. A segunda coisa que quero te contar é sobre a nova propaganda da Coca Cola. Até agora não sei se choro ou se dou risada.

É sabido e notório o hábito indiano de arrotar em público, pois bem, a Coca Cola não deixou por menos e fez uma propaganda a respeito.

Em um trem, o garçom vem trazendo uma garrafa de Coca Cola para um dos passageiros quando o trem passa por um túnel e fica tudo escuro. Depois de passar pelo túnel a garrafa de Coca aparece vazia, ou seja, alguém bebeu enquanto o trem estava no túnel. Como descobrir o culpado??? Simples, o que arrotar é o que bebeu. A questão é que os indianos todos arrotam o tempo todo, a aí começa aquele festival de arrotos no trem (nojento). Até que o próprio garçom dá o maior e mais alto arroto de todos!!!!!!

Clique no link e veja: http://www.youtube.com/watch?v=f6S4M-Sky7A pois mostra bem uma realidade indiana.

BURP !!

Incredible India! (slogan oficial do governo indiano)

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OM Shanti

04 abril 2006

Water



Nâmaskar

Hoje vou contar o enredo do excelente filme WATER, escrito e dirigido pela fantástica cineasta indiana Deepa Mehta. Esse filme é de 2005 e os atores principais são John Abraham e Lisa Ray, ambos muito bonitos e talentosos.

O filme chama-se WATER, traduzindo - Água. E faz parte da série Fire, Earth, Water (Fogo, Terra, Água). O DVD possui legenda em inglês e francês, pois foi lançado no Canadá.

O filme começa com a seguinte citação:
“Uma viúva deve sofrer prolongadamente até sua morte, auto-contida e casta. Uma esposa virtuosa que se mantém casta quando seu marido morre vai para o céu. Uma mulher que é infiel a seu marido renasce no ventre de um chacal”.
As Leis de Manu
Capítulo 5 versículos 156-161
Dharamshastras (Textos Sagrados Hindus)

A estória é de uma menina que casada com um homem muito mais velho fica viúva aos 7 anos de idade. O filme se passa em 1938, época em que Mohandas Gandhi tenta introduzir na Índia idéias de liberdade, igualdade, fim do sistema de castas e da discriminação.

O filme mostra ainda os seguintes aspectos culturais:
- Cremação de corpos a céu aberto a beira do rio Ganges em Veranasi (na realidade o filme teve que ser feito no Sri Lanka pois Deepa Mehta e sua equipe foram expulsos de Veranasi, tiveram suas câmaras e materiais de filmagem destruídos e foram ameaçados de morte).
- O ritual de cortar o cabelo da viuva e raspar-lhe a cabeça careca.
- Vestir somente roupas brancas depois da viuvez.

Naturalmente, ao mostrar fatos reais como a condição subumana de vida das viúvas, Deepa Mehta mais uma vez, coloca o dedo na ferida da hipócrita sociedade indiana; e por isso mesmo ela não é mais bem-vinda por aqui.

A Índia não quer ver revelada sua realidade desumana e brutal e tenta de todos os modos mostrar ao ocidente uma imagem de desenvolvimento espiritual que na realidade não existe.

O filme é doce, a fotografia é linda e as músicas são belas e suaves, com certeza não justifica a enorme onda de ameaças que Deepa Mehta sofreu.

Pensei que o filme fosse ser intenso e contundente, mas Deepa Mehta ‘pegou leve’ e nem abordou questões mais sérias como a gravidez de viúvas que transavam com os sacerdotes hindus em troca de um prato de comida.

“Há 34 milhões de viuvas na India segundo o Censo de 2001, muitas continuam a viver sob condições subhumanas, como prescrito 2000 anos atrás nos textos sagrados de Manu.” Com esta frase, o filme termina.

OM Shanti

21 fevereiro 2006

A Arte de Viver


21/02/2006

Nâmaskar

Deepa Mehta uma excelente cineasta indiana disse em entrevista ao TOI que demorou 5 anos para passar sua mágoa em relação a ter sido proibida e expulsa de Veranasi onde ela queria filmar WATER. Finalmente ela pode fazer seu filme, mas teve que filma-lo no Sri lanka.

Uma vez que o filme retrata fatos históricos da Índia, Deepa Mehta gostaria de ver seu filme exibido aqui, mas o governo indiano proibiu a entrada do filme no país.

O repórter ainda disse a Deepa Mehta que se algum dia o filme for exibido na Índia, os indianos a criticarão dizendo que ela “está vendendo a miséria (indiana) para o ocidente”. Deepa respondeu: “Por que temos tanto medo de mostrar a verdade? Por que não podemos questionar aspectos de nossa tradição que não são tão bons? Por que temos tanto medo de mostrar nosso passado? Por que queremos que o ocidente pense tão bem de nós?”.

Já é sabido e notório que quem pratica ioga atualmente são os ocidentais, indiano não quer mais saber de ficar se contorcendo como antigamente; sendo assim, o ministro da saúde A. Ramadoss decidiu tornar ioga e educação física matérias obrigatórias nas escolas. É uma vergonha que os melhores instrutores de yoga aqui mesmo na Índia são ocidentais e não indianos!! Vamos ver se com a obrigatoriedade, a situação de inverte daqui alguns anos.

O movimento A Arte de Viver de Sri Sri Ravi Shankar (NãO é o músico) completa 25 anos. Cerca de 250 mil pessoas de 140 países vieram pra cá (Bangalore) para participar das festividades e celebração. Eu particularmente simpatizo muito com esse Guru e no momento estou lendo o livro dele entitulado “Sabedoria para o Milênio” que me foi presenteado pela Liana. “Guruji”, como é conhecido, é uma pessoa muito doce e seus ensinamentos são básicos e direto ao ponto. Quem quiser saber mais sobre a Arte de Viver pode clicar no http://www.artedeviver.org.br/ Parabéns a todos da Arte de Viver pelos 25 anos de bom trabalho!! Parabéns Sri Sri Ravi Shankar!!!

Incredible India!

OM Shanti

20 setembro 2005

Water

Namastê

Deepa Mehta de 55 anos, é indiana e diretora de cinema. Ela nasceu na cidade de Amritsar e atualmente mora em Toronto, Canadá.

Muito talentosa, ela acaba de lançar no Canadá o filme Water da série Terra, Fogo, Água e Ar.

Em 2000 Deepa Mehta foi a cidade de Veranasi (antiga Benaras) para filmar Water, mas teve que sair de lá correndo, deixando para trás câmeras e equipamentos de filmagem, e tendo grande prejuízo financeiro, pois os radicais hindus queriam matá-la.

 Deepa, então tentou fazer seu filme em outros locais da Índia, mas foi proibida e como sua vida corria perigo ela foi obrigada a desistir.

Finalmente, hoje, ela está lançando seu tão sonhado filme Water, parte da série Terra, Fogo, Água e Ar.

Infelizmente, o filme foi lançado somente no Canadá e em outubro será exibido também nos Estados Unidos. Aqui na Índia não há previsão para o lançamento e não sabemos ao certo se o governo vai permitir sua exibição aqui ou não. Teme-se atentados a bomba nos cinemas como os que ocorreram quando da exibição do filme Jo ole So Nihal que desagradou a comunidade Sikh.

O filme em verdade não é controverso, é simplesmente um filme histórico, que se passa em 1930 quando a Índia ainda era colônia da Inglaterra. Naquela época, os ingleses já haviam imposto a lei quanto a proibição de queimar a esposa viva Sati, junto ao corpo do marido morto, e o resultado foi que começou a acumular muita mulher viúva.

Uma vez o marido tendo morrido, a viúva eh colocada pra fora de casa pra não dar despesa (não se esqueça que a mulher sempre é quem vai morar na casa do marido com a família dele). Sem ter para onde ir, no geral elas vão para a cidade sagrada de Benaras (atual Varanasi) junto ao também sagrado rio Ganges (cujo nome aqui na Índia é Ganga).

As viúvas eram proibidas de casarem novamente, e poucas ainda o fazem atualmente. Sem dinheiro e sem ter para onde ir, elas se acumulam nos inúmeros templos que há em Varanasi. Os pastores dos templos aproveitavam-se da situação e da vasta quantidade de viúvas e transavam com elas em troca de um simples prato de comida. Esse é um fato muito antigo conhecido por todos os indianos e na verdade faz parte da história cultural do país.

O que acontece é que o governo e principalmente os hindus querem esquecer de seu passado negro e por isso mesmo não querem sua verdadeira história divulgada.

Desde o aparecimento de Gandhi e sua filosofia pessoal de não-violência, a Índia tenta captalizar vendendo ao mundo a imagem de um país não-violento, um povo pacífico e ordeiro, quando na verdade sabemos que a realidade não é essa. Se isto fosse verdade, Deepa Mehta teria filmado seu Water aqui sem problema algum; mas teve que filmar no país vizinho, Sri Lanka.

Eu mesma já fui ameaçada por um sikh por ter escrito aqui no blog sobre essa comunidade. Como escrevo em português poucos indianos entendem, mas se esse blog fosse em inglês, provavelmente eu já teria sido forçada a parar de escrever ou já teria virado cinza.

Veja se você consegue assistir os outros filmes da série, assim como os outros filmes de Deepa Mehta:

Water = Água (2005)
The Republic of Love = A República do amor (2003)
Bollywood/Hollywood (2002)
Earth = Terra (1998)
Fire = Fogo (1996)
Young Indiana Jones: Travels with Father = O Jovem Indiana Jones: Viaja com o Pai (1996)
Camilla (1994)
Sam & Me = Eu e Sam (1991)
Martha, Ruth & Edie (1988)
At 99: A Portrait of Louise Tandy Murch = No 99: Um Retrato de Louise Tandy Murch (1975)

http://www.indiagestao.blogspot.com/ o único blog em português com notícias da Índia.

Om Shanti